AGRONEGÓCIO

Começa hoje a 3ª edição do Fórum Nacional do Leite, em Brasília

Publicado em

Tem início nesta quarta-feira (24.09), em Brasília, a 3ª edição do Fórum Nacional do Leite, evento promovido pela Abraleite em parceria com a Embrapa. O encontro deve termina amanhã reúne produtores, técnicos, empresários e lideranças políticas para debater os principais desafios da cadeia leiteira e as oportunidades de expansão com base em tecnologia, sustentabilidade e maior competitividade no mercado interno e externo.

O evento acontece em um momento de otimismo para o setor. Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo IBGE no último dia 18, a produção nacional de leite alcançou 35,7 bilhões de litros em 2024, um avanço de 1,4% frente ao ano anterior e novo recorde histórico. O valor da produção chegou a R$ 87,5 bilhões, alta de 9,4%, enquanto o preço médio pago ao produtor subiu 7,9%, passando de R$ 2,31 para R$ 2,45 por litro.

O resultado chama atenção porque foi obtido mesmo com a redução do rebanho leiteiro. O número de vacas ordenhadas caiu 2,8%, chegando a 15,1 milhões – o menor patamar desde 1979. Para os especialistas, o dado reforça o ganho de produtividade da pecuária leiteira brasileira, que se apoia cada vez mais em gestão, genética e manejo qualificado.

Leia Também:  Plantio de trigo avança no Sul, mas mercado segue travado e com pouca negociação

A pesquisa também mostra mudanças na geografia da produção. O Sudeste retomou a liderança nacional, com 33,7% do volume total, seguido de perto pela região Sul (33,4%). O Nordeste respondeu por 18% da produção, enquanto Centro-Oeste e Norte registraram 10,7% e 4,7%, respectivamente. No ranking municipal, Castro (PR) manteve a dianteira, com 484,4 milhões de litros produzidos, crescimento de 6,7% em relação a 2023.

Nesse cenário de transformação, o Fórum Nacional do Leite pretende discutir políticas públicas, modernização regulatória e práticas de gestão que possam fortalecer a cadeia produtiva. A programação inclui palestras de nomes como o jornalista Aldo Rebelo, o pesquisador da Embrapa Glauco Carvalho e o engenheiro agrônomo Valter Galan, além de debates sobre crédito, sustentabilidade, bem-estar animal e tendências de consumo de lácteos.

Com o tema “Nosso leite e suas histórias”, o encontro também dará espaço para reflexões sobre a importância cultural e econômica do setor, além de exibir o documentário World Without Cows, que explora o impacto global da pecuária leiteira. A abertura contará com a presença de autoridades do Executivo e do Legislativo, reforçando o peso político do evento para a formulação de políticas voltadas ao campo.

Leia Também:  Safra de café conilon cresce 37% em 2025 e sinaliza recuperação após perdas

Realizado na sede da Embrapa, em Brasília, o Fórum deve atrair centenas de participantes interessados em compreender os rumos da pecuária leiteira brasileira. A expectativa é que os debates fortaleçam o papel do leite como alimento essencial e como vetor de desenvolvimento regional, ao mesmo tempo em que sinalizem caminhos para elevar a competitividade da produção nacional diante dos desafios climáticos, de mercado e regulatórios.

Fonte: Pensar Agro

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

Published

on

O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

Leia Também:  Workshop em São Paulo orienta gestores públicos sobre compras legais de sementes e mudas

Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA