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Combate ao Greening Retira mais de 25 mil Mudas Irregulares de Circulação em São Paulo

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O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) e sua Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), continua intensificando os esforços no combate ao Greening, uma doença que ameaça gravemente a citricultura do estado. Entre os dias 2 e 4 desta semana, engenheiros agrônomos e técnicos agropecuários realizaram operações nos municípios de Herculândia e Tupã, onde apreenderam 25.040 mudas cítricas que estavam sendo produzidas e comercializadas de forma irregular.

Segundo Valentim Scalon, engenheiro agrônomo e gerente do Programa Estadual de Sanidade na Produção de Materiais de Propagação, “fiscalizamos seis locais e identificamos mudas cítricas armazenadas a céu aberto. Amostras foram coletadas para diagnósticos em laboratório oficial de Cancro Cítrico e Greening, além de serem destruídas e apreendidas”.

Scalon destaca que essas ações serão frequentes até que a produção seja regularizada e o comércio irregular cesse. Durante a operação, que contou com o apoio da Polícia Militar Ambiental, foram lavrados quatro autos de infração baseados nas legislações que estabelecem medidas de defesa sanitária vegetal, visando coibir o comércio ambulante de mudas em São Paulo devido aos graves danos econômicos que essa prática gera às lavouras e pomares comerciais.

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A equipe técnica da Defesa Agropecuária retornou à região após uma ação coordenada no final de 2023, quando mais de nove mil mudas foram apreendidas.

Canal de Denúncia

Como parte dos esforços para conter o avanço do Greening, a Defesa Agropecuária lançou um canal direto para que a população, especialmente os produtores rurais, denunciem pomares de citros abandonados ou mal manejados no estado. A existência desses pomares, sem controle do psilídeo (Diaphorina citri), vetor do Greening, ou sem erradicação de plantas contaminadas com a doença, é problemática, pois atua como fonte de contaminação.

O Greening, causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp. e disseminado pelo psilídeo, acomete todas as plantas cítricas e não tem cura. Uma vez contaminada, a planta se torna uma fonte de inóculo para a contaminação de outras plantas, tornando o Greening a doença que mais ameaça a citricultura mundial.

O canal de denúncia visa informar à Defesa Agropecuária a localização desses pomares, para que sejam realizadas ações de educação e conscientização dos produtores, incentivando a adoção de medidas necessárias para o controle do Greening. De acordo com a Portaria SDA/MAPA nº 317 e a Resolução SAA nº 88, é obrigatória a realização do controle eficiente do psilídeo em todos os pomares e a eliminação de plantas sintomáticas em pomares com até oito anos de idade.

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Para ter acesso ao canal direto

Relatório Cancro/Greening

A Defesa Agropecuária alerta os produtores de citros para a entrega do relatório Cancro/Greening até o dia 15 de julho. O documento, que deve ser enviado através do sistema informatizado de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE), precisa conter os resultados das vistorias trimestrais realizadas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2024 em todas as plantas cítricas da propriedade.

A entrega dos relatórios com dados reais permite que a equipe técnica da Defesa Agropecuária obtenha informações precisas sobre a dispersão e incidência de doenças, facilitando um melhor direcionamento das ações de defesa fitossanitária e de políticas públicas. No Estado de São Paulo, a entrega do relatório é obrigatória para todos os produtores, independentemente da idade das plantas, e o atraso ou a não entrega sujeita o produtor às sanções previstas no Decreto Estadual Nº 45.211.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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