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Com Queda do Dólar e Café em Nova York, Comércio Brasileiro de Café Pode Ficar Estagnado

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O mercado físico brasileiro de café deve enfrentar uma terça-feira de negócios paralisados. A queda superior a 3% nos contratos futuros de café na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) exerce uma forte pressão sobre os preços no Brasil, agravada pela desvalorização do dólar frente ao real. Diante desse cenário, os produtores tendem a adotar uma postura mais retraída, aguardando uma recuperação nos referenciais de preços.

Na segunda-feira (12), o mercado brasileiro de café apresentou preços mais elevados, alinhados com as altas nas Bolsas de Nova York, para o café arábica, e de Londres, para o robusta/conilon. O dia foi marcado por intensa movimentação devido às previsões de geadas em áreas cafeeiras no Brasil, com a expectativa de temperaturas ainda mais baixas na terça-feira.

De acordo com a Safras Consultoria, tanto vendedores quanto compradores optaram por uma abordagem cautelosa. Os compradores não acompanharam plenamente os ganhos nas bolsas, enquanto os vendedores preferiram segurar as negociações. Ambas as partes aguardam a madrugada para avaliar melhor os efeitos das geadas.

No sul de Minas Gerais, o café arábica de bebida boa com 15% de catação registrou preços de R$ 1.410,00 a R$ 1.415,00 por saca, comparado a R$ 1.380,00 a R$ 1.385,00 na sexta-feira. No cerrado mineiro, o arábica de bebida dura com 15% de catação foi cotado entre R$ 1.420,00 e R$ 1.425,00, frente a R$ 1.385,00 a R$ 1.390,00 anteriormente.

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Já na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica “rio” tipo 7, com 20% de catação, foi negociado a R$ 1.190,00 a R$ 1.195,00 por saca, em comparação aos R$ 1.165,00 a R$ 1.170,00 da sexta-feira.

O conilon tipo 7, em Vitória, Espírito Santo, manteve preços de R$ 1.305,00 a R$ 1.310,00 por saca, enquanto o conilon 7/8 foi cotado entre R$ 1.300,00 e R$ 1.305,00, contra R$ 1.280,00 a R$ 1.285,00 anteriormente.

Exportações Brasileiras de Café

Em agosto de 2024, as exportações brasileiras de café em grão, com 7 dias úteis contabilizados, somaram 1.203.600 sacas de 60 quilos, com uma média diária de 171.943 sacas. A receita gerada atingiu US$ 294,178 milhões, correspondendo a uma média diária de US$ 42,025 milhões e um preço médio de US$ 244,41 por saca.

A receita média diária obtida com as exportações em agosto até agora é 47,9% superior à média diária de agosto de 2023, que foi de US$ 28,420 milhões. O volume médio diário embarcado também apresentou um aumento de 20,2% em relação ao mesmo período do ano passado, que registrou uma média diária de 143.095 sacas. O preço médio, por sua vez, subiu 23,1% no comparativo com agosto de 2023, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

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Desempenho em Nova York

Os contratos futuros com entrega em dezembro de 2024 registraram uma queda de 3,39% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), sendo cotados a 230,45 centavos de dólar por libra-peso. A posição de setembro de 2024 encerrou a segunda-feira em alta de 6,80 centavos, ou 2,9%, fechando a 240,85 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial registrou uma queda de 0,34%, cotado a R$ 5,4800. O Dollar Index também apresentou uma leve baixa de 0,01%, marcando 103,13 pontos.

As principais bolsas da Ásia encerraram em alta, com Xangai subindo 0,34% e o Japão registrando um aumento significativo de 3,45%. Na Europa, as bolsas operam de forma mista, com Paris caindo 0,30%, Frankfurt avançando 0,04%, e Londres recuando 0,09%. Já o petróleo opera em alta, com o contrato de setembro do WTI em Nova York sendo negociado a US$ 79,71 por barril, uma queda de 0,43%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do suíno vivo volta a subir após mais de um mês e sinaliza reação da demanda

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O mercado de suínos apresentou sinais de recuperação nos últimos dias, com avanço nas cotações do suíno vivo em importantes regiões produtoras acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A alta marca a primeira valorização dos animais desde o período que antecedeu o Dia das Mães, em 10 de maio, refletindo uma melhora na demanda por parte da indústria frigorífica.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a procura por suínos para abate ganhou força especialmente nos estados da Região Sul, principal polo da suinocultura nacional. O aumento da movimentação no mercado levou frigoríficos a buscarem lotes adicionais de animais, favorecendo ajustes positivos nos preços pagos aos produtores.

Indústria amplia compras e sustenta recuperação dos preços

O movimento de valorização foi impulsionado pela maior atuação das indústrias no mercado disponível. Com a necessidade de reforçar as escalas de abate, frigoríficos ampliaram as compras de animais terminados, elevando a competitividade entre compradores e fortalecendo o poder de negociação dos produtores.

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Analistas destacam que, após semanas de pressão sobre os preços do suíno vivo, o cenário atual representa uma mudança importante para o setor, que vinha enfrentando dificuldades para sustentar reajustes em meio à oferta equilibrada e ao consumo doméstico mais moderado.

Carne suína ainda não acompanha alta do animal vivo

Apesar da recuperação observada no mercado de animais vivos, o mesmo movimento ainda não foi registrado nos preços da carne suína. Segundo o Cepea, as cotações da proteína seguem estáveis, indicando que a melhora na demanda industrial ainda não se refletiu integralmente no mercado atacadista.

Essa diferença entre os preços do suíno vivo e da carne pode reduzir temporariamente as margens da indústria, que busca repassar os custos ao longo da cadeia sem comprometer a competitividade do produto junto ao consumidor final.

Perspectivas para o setor

O desempenho das vendas no mercado interno e o ritmo das exportações continuarão sendo fatores decisivos para a sustentação dos preços nas próximas semanas. O setor acompanha também o comportamento dos custos de produção, especialmente os relacionados à alimentação animal, como milho e farelo de soja.

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Caso a demanda permaneça aquecida e a indústria mantenha a necessidade de recompor estoques e escalas de abate, o mercado de suínos poderá consolidar uma trajetória de recuperação dos preços durante o segundo semestre.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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