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Com previsão de margens apertadas, assertividade é a palavra da vez no campo

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Enquanto a safra 2022/2023 terminou com números recordes em decorrência de um cenário bem favorável com a produção de estimada, segundo a Conab, em 154,6 milhões de toneladas de soja, a safra 2023/2024 tem preocupado muito produtor. Os desafios foram muitos, diante da instabilidade climática, as lavouras das principais regiões foram comprometidas e de acordo com a Agrinvest Commodities, empresa que atua nas áreas de inteligência de mercado, gestão do risco de preço, consultoria e comercialização agrícola, a temporada atual da oleaginosa deve ser abaixo de 150 milhões de toneladas.

Segundo o analista da consultoria Jeferson Souza, algumas regiões, principalmente de Mato Grosso (principal produtor do Brasil), estão enfrentando dificuldades por conta do clima e isso pode impactar na média produtiva do estado. “Há divergência entre as regiões e isso cria uma dificuldade em fazer previsões de colheita, mas diante do que estamos vendo, a safra deverá ter números menores que nos últimos anos”, diz.

Outro ponto importante é que essa safra será muito mais apertada em termos de rentabilidade em comparação aos últimos anos, por isso, o produtor tem que ser assertivo em suas escolhas. “Mais do que nunca é necessário ser preciso na gestão de risco com relação de troca, isso é fundamental nesse momento”, destaca Souza.

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Essa relação de troca destacada pelo especialista não é tão preocupante quanto aos insumos que já voltaram aos patamares de preço pré-pandemia, e sim, a outros custos que não reduziram, como por exemplo, arrendamentos que é um problema sério. “Também é importante analisar, como será o comportamento do mercado nos próximos anos com a soja voltando para a casa dos R$100 a saca? Como o mercado, principalmente o de máquinas vai ficar? São essas perguntas que ainda não têm respostas”, pontua o analista.

Biotecnologia como aliada

Para que as plantas alcancem todo o seu potencial produtivo é fundamental que elas tenham um ambiente propício para se desenvolverem. Para isso se faz necessária a utilização de produtos que além de macro e micronutrientes, tragam outras tecnologias embarcadas, como os microrganismos presentes nos condicionadores de solo que são a base dos fertilizantes biotecnológicos, os quais têm a capacidade de promover o reequilíbrio do solo.

Os fertilizantes biotecnológicos da Superbac, empresa pioneira no Brasil em soluções biotecnológicas, por exemplo, já comprovaram que é possível obter um ganho médio de 3,6 sacas de 60 quilos a mais de soja por hectare. Soluções como Supergan se destacam. O biofertilizante é produzido por meio de processos naturais, inovadores e que combinam Smartgran, rico em bactérias inteligentes (tecnologia Smartbac), com macro e micronutrientes, promovendo o reequilíbrio do solo, criando um ambiente propício para o desenvolvimento das plantas. Com essas bactérias inteligentes, o produtor começa a ter um solo vivo.

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Outra solução é o Supergan Plus, um produto premium, que reúne em um único pellet a plataforma orgânica com a biotecnologia (Smartgran) e os nutrientes de origem mineral. Sem sofrer segregação durante a aplicação, a distribuição do produto é mais uniforme no solo, possibilitando equilibrada absorção pelas plantas e elevados patamares de produtividade, liderando a revolução por um futuro mais produtivo e sustentável. Ambas as soluções se encaixam perfeitamente neste momento do mercado, no qual, o sojicultor precisará ser eficiente, produzindo mais e melhor na mesma área.

Fonte: Ruralpress

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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