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Colíder sedia a décima etapa do Circuito Nelore de Qualidade com avaliação de 520 animais

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No dia 27 de agosto, Colíder (MT) foi o cenário da décima etapa nacional do Circuito Nelore de Qualidade. Esta foi a oitava etapa do campeonato realizada no Brasil neste ano e ocorreu nas instalações da Friboi, com a colaboração da Associação dos Criadores de Nelore do Mato Grosso (ACNMT). O evento, que conta com o apoio da Friboi e da Matsuda Sementes e Nutrição Animal, integra a 26ª edição do maior campeonato de avaliação de carcaças bovinas globalmente.

Durante a etapa, foram avaliados 520 animais, provenientes de seis pecuaristas. Entre os avaliados, estavam 306 machos não castrados e 214 fêmeas, todos terminados em confinamento. Os machos e fêmeas que se destacaram pela boa cobertura de gordura na carcaça foram os grandes protagonistas do evento.

Desempenho dos animais

Entre os machos avaliados, 65% apresentaram até 2 dentes incisivos permanentes, indicando uma idade aproximada de 2 anos. Destes, 63% exibiam cobertura de gordura mediana ou uniforme, com um peso médio de 22 arrobas. No grupo das fêmeas, 88% possuíam até 2 dentes incisivos permanentes, e 48% tinham dentição de leite completa, sinalizando menos de 2 anos de idade. Dessas, 89% tinham cobertura de gordura mediana ou uniforme, com um peso médio de 15 arrobas.

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Premiações destacam os melhores lotes

O prêmio de Melhor Lote de Carcaças de Machos foi concedido a Edras Soares, da Fazenda Teles Pires I, localizada em Nova Canaã do Norte/MT, que recebeu a Medalha de Ouro. A Medalha de Prata foi para Rodrigo Naves Aguiar, da Fazenda Belas Artes, de Sinop/MT, enquanto José Adalberto Figueiredo Pirajá, da Fazenda Vale Formoso, em Colíder/MT, conquistou a Medalha de Bronze.

No segmento de Melhor Lote de Carcaças de Fêmeas, Vanessa Cristina Strapazzon, da Fazenda Rio Pequeno II, de Marcelândia/MT, recebeu a Medalha de Ouro, além da Medalha de Ouro Branco pela qualidade e uniformidade de seus animais. A Medalha de Prata foi para Hélio Pereira de Morais Filho, da Fazenda Guimarães, em Lucas do Rio Verde/MT, e José Adalberto Figueiredo Pirajá, da Fazenda Vale Formoso, em Colíder/MT, obteve a Medalha de Bronze.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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