AGRONEGÓCIO

Cólica em equinos: Por que esse problema é tão comum?

Publicado em

A cólica equina é uma das condições mais comuns entre os cavalos, causando dor abdominal por conta de distúrbios digestivos. Estudos apontam que cerca de 10% dos equinos vão sofrer de cólica em algum momento da vida, o que a torna uma das principais causas de mortalidade entre esses animais. As estatísticas são alarmantes: pelo menos 28% das mortes de equinos estão relacionadas à cólica, de acordo com pesquisas recentes.

A incidência da cólica está ligada a fatores anatômicos e fisiológicos específicos dos cavalos. “O estômago dos equinos é menor em relação ao tamanho do corpo, comparado a outros animais, o que significa que uma grande quantidade de alimento ou alimentos de baixa qualidade pode resultar em problemas digestivos, predispondo os cavalos a quadros de cólica”, explica Camila Senna, médica-veterinária e coordenadora técnica de equinos da Ceva Saúde Animal.

Além disso, cavalos são sensíveis a mudanças no ambiente ou na alimentação. Situações como escassez de água, estresse devido ao transporte, nutrição inadequada e presença de parasitas contribuem para o surgimento da cólica.

Leia Também:  Milk Summit Brazil 2025 discute estratégias para aumentar a produção e competitividade do leite gaúcho
Tipos de Cólica e Seus Desafios

A cólica equina pode ter várias origens, desde distúrbios estomacais até complicações no intestino delgado ou grosso. Ela pode ser causada por compactação alimentar, desidratação, obstrução, torções intestinais ou mesmo por hérnias. A torção de cólon é uma das formas mais graves, ocorrendo quando parte do intestino torce sobre si mesma, interrompendo o fluxo sanguíneo e causando necrose. Esses casos geralmente requerem intervenção cirúrgica imediata para evitar a morte do animal.

“Nos casos de torção intestinal, a intervenção deve ser rápida para aumentar as chances de sobrevivência do cavalo. No entanto, qualquer caso de cólica é uma emergência e requer avaliação imediata por um médico-veterinário”, ressalta Camila Senna.

Os cavalos que já tiveram episódios de cólica estão mais propensos a sofrer novamente, seja por lesões no trato gastrointestinal ou por sequelas de cirurgias anteriores, como aderências. Por isso, é fundamental estar atento aos sinais de cólica, que incluem agitação, inquietação, cavar o solo com os cascos dianteiros, olhar para o flanco, sudorese excessiva e alterações na eliminação de fezes ou urina.

Leia Também:  47ª Expointer termina com faturamento de R$ 8,1 bilhões
Diagnóstico e Tratamento

Para um diagnóstico preciso da cólica equina, é necessário um histórico clínico detalhado e exames complementares, como ultrassonografia abdominal, hemograma e análises bioquímicas. O tratamento varia de acordo com a causa e a gravidade do problema, mas geralmente envolve analgésicos para aliviar a dor e fluidoterapia para corrigir a desidratação.

Embora seja difícil prevenir completamente a cólica equina, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco, como fornecer uma dieta equilibrada, manter uma rotina regular de exercícios e controlar parasitas. A prevenção é crucial para manter a saúde e o bem-estar dos equinos.

Com uma abordagem cuidadosa e atenção aos sinais, os proprietários e criadores de cavalos podem agir rapidamente para evitar complicações mais graves decorrentes da cólica, assegurando uma vida mais saudável e confortável para esses animais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Prefeitura de Cuiabá inicia atendimentos para cirurgia bariátrica na rede municipal

Published

on

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através da Secretaria Adjunta de Atenção Hospitalar e Complexo Regulador, inicia nesta sexta-feira (8) os primeiros atendimentos ambulatoriais voltados à cirurgia bariátrica na rede municipal de saúde.

Os atendimentos começam às 13h, no ambulatório do Hospital Santa Helena, unidade credenciada ao município. Nesta primeira etapa, dez pacientes serão atendidos. A previsão é que sejam realizadas cerca de 40 consultas por mês, com média de dez pacientes por semana.

A iniciativa marca o início da linha de cuidado municipal para pacientes com obesidade grave, garantindo acompanhamento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Até então, os moradores de Cuiabá dependiam exclusivamente da fila estadual para acesso ao procedimento.

O acesso ao atendimento será feito exclusivamente por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O paciente deverá procurar a unidade de referência, onde passará por avaliação médica. Após análise dos critérios clínicos, incluindo Índice de Massa Corporal (IMC) e demais condições de saúde, o profissional poderá encaminhar o paciente para a regulação via SISREG.

Leia Também:  Nubank: problema com depósito via boleto deixa clientes sem dinheiro

Além da consulta especializada, toda a linha de cuidado será ofertada pela rede pública municipal, incluindo exames laboratoriais, endoscopia, colonoscopia, ultrassonografia de abdômen completo e acompanhamento multiprofissional com endocrinologista, psiquiatra e psicólogo.

A Secretaria Municipal de Saúde ressalta que a entrada na fila não garante automaticamente a realização da cirurgia. Todos os pacientes serão avaliados pela equipe médica especializada, que poderá indicar ou contraindicar o procedimento conforme as condições clínicas apresentadas.

Atualmente, 54 pacientes de Cuiabá aguardam atendimento para cirurgia bariátrica. Com a implantação dos atendimentos ambulatoriais na rede municipal, o município amplia o acesso ao tratamento especializado e fortalece a assistência aos pacientes com obesidade.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA