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Colheita de soja avança lentamente, com melhorias em Mato Grosso, mas com umidade elevada nos grãos

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A colheita da soja da safra 2024/25 no Brasil avançou com maior ritmo na semana passada, especialmente no Paraná, mas continua lenta em várias regiões, incluindo Mato Grosso, onde o atraso ainda é significativo. Em Mato Grosso, embora a redução das chuvas tenha contribuído para o progresso da colheita, a soja ainda chega aos armazéns com níveis elevados de umidade.

Segundo o levantamento da AgRural, até quinta-feira (23), apenas 3,9% da área cultivada no país havia sido colhida, o índice mais baixo para esta época do ano desde a safra 2020/21. Uma semana antes, esse percentual era de 1,7%, enquanto no ano passado o índice atingia 10,8%. O Paraná segue liderando o avanço da colheita, com Mato Grosso do Sul na sequência. Nos dois estados, a redução das chuvas nas últimas semanas ajudou a acelerar o processo, mas também trouxe queda na produtividade em algumas áreas devido ao ciclo encurtado das lavouras.

Produção de soja revisada para 171 milhões de toneladas

Na semana passada, a AgRural revisou sua estimativa de produção de soja para a safra 2024/25, agora projetando 171 milhões de toneladas. Esse volume é 500 mil toneladas abaixo da previsão inicial de dezembro, em função da redução de produtividade nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul. Entretanto, os ganhos em Mato Grosso, que registra uma excelente safra, ajudam a mitigar as perdas, embora o risco de queda na qualidade dos grãos persista, caso as chuvas voltem com intensidade em fevereiro.

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Safrinha de milho e colheita de milho verão

O plantio da safrinha de milho 2025 no Centro-Sul do Brasil estava 2,2% semeado até quinta-feira (23), avançando em relação aos 0,3% da semana anterior, mas ainda bem abaixo dos 11,4% registrados no mesmo período do ano passado. O Paraná tem liderado o ritmo de plantio, enquanto Mato Grosso enfrenta dificuldades devido ao atraso na colheita da soja.

Quanto à colheita do milho verão 2024/25, o Centro-Sul atingiu 9% da área plantada até o dia 23, avançando em relação aos 4% da semana anterior, mas abaixo dos 12% do ano passado. Os trabalhos estão concentrados nos estados do Sul, onde o plantio e a colheita ocorrem mais cedo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho em Mato Grosso: área é mantida em 7,39 milhões de hectares e produção da safra 2025/26 deve superar 52 milhões de toneladas

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A safra de milho 2025/26 em Mato Grosso segue com perspectivas positivas de produção, mesmo com a manutenção da área plantada. Segundo o Imea, a estimativa de área permanece em 7,39 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 1,83% em relação ao ciclo anterior.

Apesar da estabilidade na área, o destaque está no aumento da produtividade. A projeção de rendimento subiu 1,82% em comparação ao levantamento anterior, alcançando 118,73 sacas por hectare.

Clima favorece lavouras e impulsiona produtividade

O avanço na produtividade está diretamente ligado às condições climáticas favoráveis registradas nos últimos meses. As chuvas regulares beneficiaram principalmente as lavouras das regiões Médio-Norte, Noroeste e Oeste do estado, consideradas estratégicas para a produção.

Por outro lado, o cenário ainda exige atenção na região Sudeste de Mato Grosso, onde as lavouras, especialmente as semeadas mais tardiamente, dependem de maiores volumes de precipitação para garantir o potencial produtivo.

Dados da NOAA indicam a possibilidade de baixos índices hídricos nas próximas semanas nessas áreas, o que mantém o risco climático no radar dos produtores.

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Produção cresce e pode atingir 52,66 milhões de toneladas

Com a combinação de área estável e maior produtividade, a produção de milho em Mato Grosso para a safra 2025/26 foi revisada para cima, com estimativa de 52,66 milhões de toneladas.

O volume reforça a posição do estado como principal produtor nacional e peça-chave no abastecimento interno e nas exportações brasileiras do cereal.

Exportações enfrentam ajustes no curto prazo

Para a safra 2024/25, o Imea projeta exportações de 25,00 milhões de toneladas, alta de 5,04% em relação ao ciclo anterior. No entanto, houve revisão negativa de 3,85% frente ao relatório anterior, refletindo um ritmo mais lento de embarques entre abril e junho.

Até o momento, Mato Grosso já exportou 23,86 milhões de toneladas, restando cerca de 1,14 milhão de toneladas para atingir a estimativa.

Entre os fatores que influenciam o desempenho estão:

  • Queda do dólar
  • Desvalorização dos preços do milho
  • Tensões geopolíticas, como o conflito no Irã

Esses elementos têm impacto direto na competitividade e no ritmo de escoamento da produção.

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Safra 2025/26 deve ampliar embarques e consumo interno

Para a próxima temporada (2025/26), a expectativa é de crescimento nas exportações, que devem atingir 25,90 milhões de toneladas — avanço de 3,60% em relação à safra anterior.

No mercado interno, a demanda segue aquecida. O consumo de milho da safra 2024/25 está estimado em 18,42 milhões de toneladas, crescimento de 12,90%, impulsionado principalmente pela expansão da produção de etanol de milho e pela indústria de ração.

Já para a safra 2025/26, o consumo interno deve alcançar 20,11 milhões de toneladas, representando alta de 9,18%.

Perspectivas para o produtor

O cenário para o milho em Mato Grosso combina fundamentos positivos de produção com desafios no mercado externo. A evolução do clima nas próximas semanas, o comportamento do câmbio e o ambiente geopolítico seguirão como fatores determinantes para os preços e a rentabilidade do produtor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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