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Colheita de soja atinge 92,5% da área no Brasil; milho verão avança para 68,2% e arroz chega a 76,1%

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Soja mantém ritmo acelerado e supera média dos últimos cinco anos

A colheita da safra 2024/25 de soja no Brasil alcançou 92,5% da área plantada até o último domingo (20), segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em seu boletim semanal de progresso de safra. O número representa um avanço de 4,2 pontos percentuais em relação à semana anterior e de 9,3 pontos quando comparado ao mesmo período da safra passada, que registrava 83,2% da área colhida.

Frente à média dos últimos cinco anos, de 90,8%, a atual safra apresenta um adiantamento de 1,7 ponto percentual. Dentre os 12 Estados produtores da oleaginosa, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul já concluíram a colheita. O Mato Grosso vem logo após, com 99,9% da área colhida, seguido por Minas Gerais (99,6%), Bahia e Paraná (99%). O Rio Grande do Sul é o Estado mais atrasado, com 63% da área colhida até o momento.

Milho verão registra progresso expressivo na comparação anual

A colheita do milho verão 2024/25 também segue em bom ritmo. Até domingo, 68,2% da área plantada já havia sido colhida, o que representa um avanço semanal de 2,7 pontos percentuais. Em relação ao mesmo período da safra anterior, que registrava 56,7% da área colhida, houve um adiantamento de 11,5 pontos percentuais.

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Na comparação com a média das últimas cinco safras, o avanço é de 4,8 pontos percentuais. O Estado do Paraná já finalizou a colheita, enquanto o Rio Grande do Sul, outro importante produtor, atingiu 86% da área colhida.

Colheita do arroz avança, mas apresenta leve atraso em relação à média histórica

A colheita do arroz 2024/25 alcançou 76,1% da área cultivada até o último domingo, segundo a Conab. Isso representa um avanço semanal de 8 pontos percentuais. Em relação ao mesmo período da safra passada, o progresso é significativo: 23,2 pontos percentuais à frente.

Contudo, ao comparar com a média das últimas cinco safras, observa-se um pequeno atraso de 0,8 ponto percentual, indicando que, apesar do bom desempenho em relação ao ano anterior, a colheita do arroz ainda está ligeiramente abaixo do histórico recente.

Com os dados atualizados, a Conab reforça a importância do acompanhamento semanal das atividades de campo, especialmente diante das variações climáticas que podem influenciar o ritmo da colheita nas principais regiões produtoras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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