AGRONEGÓCIO

Colheita de milho safrinha atinge 98% no Centro-Sul e plantio da safra de verão já começa

Publicado em

Avanço da colheita da safrinha 2025

A colheita do milho safrinha 2025 segue em ritmo acelerado no Centro-Sul do Brasil e alcançou 98% da área cultivada até a última quinta-feira (21), segundo levantamento da AgRural. O resultado representa avanço em relação à semana anterior, quando os trabalhos estavam em 94%.

No mesmo período do ano passado, a colheita da safrinha 2024 já havia sido concluída. Em Mato Grosso, maior produtor do país, a colheita foi finalizada ainda na semana encerrada em 8 de agosto. Nos demais estados da região, as máquinas avançam sobre os últimos talhões.

Plantio do milho verão 2025/26

Enquanto a colheita da safrinha chega ao fim, o plantio do milho verão 2025/26 começa a ganhar força. Até o dia 21 de agosto, 3,2% da área estimada no Centro-Sul já havia sido semeada. O índice representa crescimento em relação à semana anterior (1,6%), mas segue abaixo do ritmo observado há um ano, quando o plantio já somava 4,2%.

Leia Também:  Cuiabá promove evento para o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência
Condições climáticas impulsionam semeadura

As boas condições climáticas, com chuvas e aumento das temperaturas nos estados do Sul, vêm favorecendo os trabalhos de campo. O Rio Grande do Sul concentra a maior parte da semeadura neste início, mas áreas de Santa Catarina e Paraná também já registram avanço nas operações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

Published

on

O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

Leia Também:  Inverno começa hoje e promete ser mais frio e seco do que o habitual

A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

Leia Também:  Tendências no mercado de fertilizantes em janeiro de 2024: Demandas divergentes impactam os preços

Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA