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Colheita de Café na Safra 2024/25 Acelera no Brasil e Alcança 58%

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A colheita da safra 2024/25 de café no Brasil segue em ritmo acelerado, beneficiada pelo clima seco e pelo avançado estágio de maturação das lavouras. Segundo dados recentes de Safras & Mercado, até o dia 02 de julho, já havia sido colhido 58% da safra, um avanço de 8 pontos percentuais em relação à semana anterior. Comparativamente, no mesmo período do ano passado, a colheita estava em 52%, enquanto a média dos últimos 5 anos para o período era de 54%.

A colheita do café conilon também ganha velocidade, alcançando 76% do potencial produtivo. Este desempenho supera tanto o registrado no ano anterior (70%) quanto a média dos últimos 5 anos (73%). No entanto, expectativas apontam para uma produção abaixo do esperado, especialmente no Espírito Santo, o que pode resultar em revisões negativas nas estimativas de safra, conforme destacou o consultor Gil Barabach.

Já a colheita do café arábica segue robusta, com 50% do potencial produtivo já colhido. Este número também supera os 43% registrados no mesmo período do ano passado e a média de 45% dos últimos 5 anos. Há preocupações quanto ao tamanho reduzido dos grãos, especialmente na região das Matas de Minas, onde há relatos de café caído no chão, aumentando as preocupações sobre a qualidade do produto.

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Exportações em Destaque

As exportações brasileiras de café também mantiveram um bom ritmo em junho de 2024. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país exportou 3.387.966 sacas de 60 quilos de café em grão durante o mês, com uma média diária de 169.383 sacas. A receita alcançou US$ 801,934 milhões, com um preço médio de US$ 236,70 por saca.

Comparado ao mesmo período de 2023, a receita média diária das exportações de café em grão cresceu 50,60%, enquanto o volume médio diário embarcado aumentou 46,6%. O preço médio por saca também registrou um incremento de 2,8% em relação a junho do ano anterior, refletindo a dinâmica positiva do mercado internacional de café.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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