AGRONEGÓCIO

Colheita de café avança e Cooxupé alcança 30,9% da safra entre cooperados em Minas Gerais e São Paulo

Publicado em

A colheita de café segue avançando nas principais regiões produtoras do Brasil. De acordo com o mais recente levantamento da Cooxupé, a maior cooperativa de cafeicultores do mundo, os cooperados já haviam colhido 30,9% da safra até o dia 3 de julho, consolidando o avanço das operações nas lavouras de Minas Gerais e São Paulo.

O acompanhamento semanal da cooperativa abrange mais de 22 mil produtores rurais distribuídos em mais de 370 municípios, contemplando importantes polos cafeeiros do Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Média Mogiana paulista.

Sul de Minas lidera o ritmo da colheita de café

Entre as regiões monitoradas pela cooperativa, o Sul de Minas apresenta o maior percentual de colheita concluída, com 36,6% da safra já retirada das lavouras. O desempenho reflete o avanço das operações em uma das mais importantes áreas produtoras de café arábica do país.

Nas demais regiões, os índices também mostram evolução consistente dos trabalhos:

  • Sul de Minas: 36,6%
  • Matas de Minas: 35,0%
  • São Paulo (Média Mogiana): 31,5%
  • Cerrado Mineiro: 21,3%
Leia Também:  Produção de DDG Deve Aumentar 31,6% na Safra 2024/25, Estima Unem

No consolidado da área de atuação da cooperativa, a colheita atingiu 30,9%, mantendo o cronograma esperado para o período.

Monitoramento semanal acompanha evolução da safra

A Cooxupé realiza levantamentos semanais para acompanhar o desenvolvimento da colheita entre seus cooperados. Os dados servem como importante indicador do andamento da safra brasileira, auxiliando produtores, cooperativas, exportadores e agentes do mercado na avaliação da oferta de café ao longo da temporada.

Com a intensificação dos trabalhos nas próximas semanas, a expectativa é de aumento gradual do volume de café disponível no mercado, fator acompanhado de perto pelo setor cafeeiro e pelas bolsas internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

Published

on

A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

Leia Também:  Demanda por combustíveis leves deve bater recorde em 2025, puxada pela gasolina C

A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

Leia Também:  Baldan inaugura centro de distribuição em Goiânia com entregas em até 36 horas para todo o Brasil

Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA