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Coface Identifica Crescente Incerteza no Agronegócio Global em 2024

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Um estudo abrangente conduzido pela Coface revela que o setor agroalimentar global enfrenta um ano de significativos desafios, impulsionados por fatores climáticos adversos como o fenômeno La Niña, que sucede o El Niño, além de incertezas econômicas e geopolíticas. A análise ressalta que o Brasil não está imune a essas condições, com uma projeção de queda de 7% na produção de grãos em comparação à safra anterior, resultando em uma colheita estimada em 297,5 milhões de toneladas. As enchentes no Rio Grande do Sul adicionam uma camada adicional de incerteza ao cenário nacional.

Perspectivas Globais e Regionais

Simon Lacoume, economista especializado da Coface, prevê uma redução de 2% na produção mundial de cereais como milho, soja e trigo neste ano, comparado a um crescimento de 1% em 2023. A volatilidade persistente nos preços das commodities agrícolas é antecipada, com exceção dos preços da carne, que devem permanecer em níveis elevados.

Impactos Climáticos e Comerciais

O economista destaca a transição para o La Niña, um evento meteorológico que promete trazer chuvas abundantes para algumas regiões, mas também aumentar o risco de enchentes, potencialmente devastadoras para plantações e infraestruturas nas Américas, Austrália e África do Sul. Além disso, Lacoume alerta para os desafios no comércio internacional, especialmente os custos elevados de transporte marítimo, impulsionados por recentes interrupções logísticas e aumento na demanda por contêineres da Ásia.

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América Latina: Desafios e Oportunidades

Na América Latina, Patricia Krause, economista da Coface para a região, prevê um crescimento econômico modesto de 1,7% este ano. Ela enfatiza que o setor agrícola enfrentará desafios adicionais, como juros reais elevados e preços das commodities relativamente menores em comparação a 2023. As condições climáticas imprevisíveis, incluindo a transição do El Niño para o La Niña, acrescentam uma camada extra de incerteza para a região.

Desafios Geopolíticos e Ambientais

O estudo da Coface também sublinha os desafios impostos pela situação geopolítica global, incluindo a prolongada guerra na Ucrânia e tensões no Oriente Médio, que afetam os suprimentos de grãos em regiões como África Oriental, Irã e Paquistão. A iminente Lei Antidesmatamento da União Europeia também é um fator crítico, visando proteger as florestas globais e influenciar cadeias de abastecimento de produtos agrícolas.

Importância das Exportações na América Latina

As exportações de agroalimentos continuam desempenhando um papel crucial na economia latino-americana, representando uma parte substancial do total exportado por países como Brasil, Argentina e México. Esses produtos são vitais para as economias locais, contribuindo significativamente para o PIB regional.

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Projeções e Adaptações Necessárias

Diante desses desafios, o setor agroalimentar global e latino-americano enfrenta um cenário complexo que exige adaptação e resiliência. As próximas decisões e políticas, tanto a nível nacional quanto internacional, serão cruciais para mitigar os impactos e aproveitar as oportunidades emergentes neste ambiente dinâmico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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