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Cocamar Destaca Uso de Herbicidas Pré-emergentes no Manejo de Plantas Daninhas

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Na 12ª edição do Programa de Aumento de Produtividade e Sustentabilidade (PAPS), a Cocamar foca na utilização de herbicidas pré-emergentes como uma solução estratégica para o manejo de plantas daninhas. Este tema surge em resposta ao crescente desafio de controlar espécies como buva, capim-amargoso e capim pé-de-galinha, cuja resistência tem tornado o controle cada vez mais complexo e oneroso nas safras recentes.

O PAPS é realizado em pequenas áreas de propriedades de cooperados, abrangendo todas as regiões de atuação da cooperativa. Neste ano, o Departamento Técnico da Cocamar implementou o uso de herbicidas pré-emergentes na safra 2024/25, destacando-os como uma ferramenta crucial, especialmente diante do surgimento de várias espécies de plantas daninhas resistentes a herbicidas de pós-emergência. Segundo o gerente técnico Rafael Furlanetto, a principal vantagem dos herbicidas pré-emergentes é a possibilidade de proporcionar um campo “limpo” para o cultivo da soja, sem a competição de plantas daninhas, além de apresentar mecanismos de ação distintos dos herbicidas pós-emergência, tornando-os uma excelente estratégia no manejo de biótipos resistentes.

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Os trabalhos do PAPS são conduzidos por engenheiros agrônomos especializados em grãos, com mais de 150 atividades realizadas a campo. A equipe recebeu treinamento com o pesquisador Dr. Fernando Adegas, da Embrapa Soja, para aprimorar o entendimento sobre o uso dos herbicidas pré-emergentes. Ao identificar um cooperado participante, o agrônomo realiza um levantamento das principais espécies de plantas daninhas presentes e sugere o herbicida mais adequado para a situação.

O programa também se dedica à avaliação da eficácia dos produtos, utilizando o método do quadrado inventário para demonstrar os resultados práticos do manejo. Ao final do ciclo, são promovidos dias de campo, nos quais os resultados do trabalho são compartilhados com outros cooperados da região. Renato Watanabe, gerente executivo técnico da Cocamar, destaca que esses eventos são a concretização do trabalho realizado, proporcionando uma oportunidade para apresentar, por meio de fotos, dados e números, os benefícios da utilização de herbicidas pré-emergentes.

Além disso, a edição 2024/25 do PAPS aborda uma questão crucial para a cooperativa: o controle de sementes de plantas daninhas quarentenárias ou tóxicas. Desde o segundo semestre de 2020, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) tem recebido notificações da China, principal importador de soja brasileira, sobre a detecção de sementes de plantas daninhas consideradas pragas quarentenárias. Esse aspecto tem sido tratado com grande atenção pela Cocamar, com o intuito de garantir a conformidade das exportações brasileiras e evitar prejuízos ao setor.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agro ajuda Brasil a fechar agosto com superávit de R$ 37,7 bilhões

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O Brasil encerrou agosto com superávit comercial de R$ 37,7 bilhões, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi sustentado pelo aumento das exportações de soja, café, animais vivos, carne de frango e farelo de soja, além do avanço das vendas da indústria extrativa e de outros segmentos da indústria de transformação.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras somaram R$ 169,1 bilhões em agosto, alta de 12,2% na comparação anual. As importações cresceram 9,2% e alcançaram R$ 131,4 bilhões.

A corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, movimentou R$ 300,5 bilhões no mês, aumento de 10,9% em relação a agosto do ano passado.

A agropecuária respondeu diretamente por R$ 37,7 bilhões em exportações durante agosto, crescimento de 11,4%. Esse valor considera os produtos classificados pelo governo como pertencentes à atividade agropecuária e não inclui carnes, farelo de soja, açúcar, sucos e outros itens processados contabilizados dentro da indústria de transformação.

Entre os produtos do campo, o valor das exportações de animais vivos avançou 174,3%. As vendas externas de café não torrado cresceram 24,1%, enquanto a soja, principal item da pauta agropecuária brasileira, registrou aumento de 14%.

A contribuição do agronegócio também apareceu entre os produtos industrializados. As exportações de carne de aves e miudezas aumentaram 40,5%, enquanto as vendas de farelo de soja e de outros produtos destinados à alimentação animal cresceram 36,6%.

O desempenho positivo compensou a retração observada em outras cadeias importantes. As exportações de milho não moído caíram 25,3% em agosto. Também houve redução de 34,7% no mel natural e de 35,7% nas vendas de sementes oleaginosas, grupo que inclui produtos como girassol, gergelim, canola e algodão.

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Na indústria de transformação, o valor das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuou 19,7% em agosto. Açúcares e melaços tiveram queda de 37%. A redução mensal da carne bovina ocorreu depois de um período de embarques elevados e não anulou o crescimento acumulado pelo setor ao longo do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou R$ 1,28 trilhão, aumento de 10,3% na comparação com os primeiros oito meses de 2025. As importações somaram R$ 997,3 bilhões, com crescimento de 6,1%.

Com isso, o superávit comercial acumulado em 2026 chegou a R$ 282,1 bilhões, avanço de 28,2%. A corrente de comércio alcançou R$ 2,28 trilhões no período, alta de 8,4%.

As exportações classificadas como agropecuárias totalizaram R$ 295 bilhões entre janeiro e agosto, crescimento de 9,5%. O resultado foi favorecido pelo aumento de 81,9% nas vendas de animais vivos, de 15,2% nos embarques de soja e de 15,1% nas exportações de algodão em bruto.

A indústria extrativa exportou R$ 316,9 bilhões nos oito primeiros meses, alta de 19,6%. A indústria de transformação respondeu por R$ 660 bilhões, crescimento de 6,6%.

Apesar da queda isolada de agosto, a carne bovina acumulou aumento de 22,3% nas exportações de janeiro a agosto. O desempenho mostra que o recuo mensal ocorreu sobre uma base de vendas externas ainda elevada no conjunto do ano.

Outros produtos do agronegócio apresentaram resultado menos favorável. As exportações acumuladas de trigo e centeio diminuíram 31,3%, enquanto as de milho recuaram 3,6%. O café não torrado acumulou queda de 13,7%, apesar da recuperação registrada em agosto.

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Também houve redução de 35,8% nas vendas externas de sucos de frutas e vegetais e de 28,2% nos embarques de açúcares e melaços durante os oito primeiros meses.

Do lado das compras brasileiras, as importações da agropecuária chegaram a R$ 2,4 bilhões em agosto, crescimento de 7,4%. O aumento foi influenciado por pescado, trigo, centeio e produtos hortícolas.

O valor das importações de pescado avançou 64,8%, enquanto as compras de trigo e centeio cresceram 10,5%. Os produtos hortícolas frescos ou refrigerados registraram alta de 54%. Em sentido contrário, as importações de soja diminuíram 22,2%, e as de frutas e nozes não oleaginosas recuaram 9,3%.

A indústria de transformação concentrou a maior parcela das compras externas, com R$ 123 bilhões em agosto, crescimento de 13,4%. No acumulado do ano, as importações do segmento chegaram a aproximadamente R$ 930 bilhões.

Entre os insumos estratégicos para a produção rural, o valor importado de adubos e fertilizantes químicos caiu 35,9% em agosto. As compras de fertilizantes brutos apresentaram redução de 15,6%.

A queda não significa necessariamente redução equivalente no volume desembarcado, porque os dados também refletem mudanças nos preços internacionais. O movimento pode estar relacionado ainda à antecipação de compras, à formação de estoques, à volatilidade do mercado e ao ritmo de aquisição para a safra 2026/2027.

Os números de agosto reforçam o papel do agronegócio na geração de receitas externas e na sustentação do saldo comercial brasileiro. Ao mesmo tempo, a diferença de desempenho entre as cadeias mostra que o resultado depende tanto da produção nacional quanto dos preços internacionais, do câmbio e das condições de acesso aos principais mercados compradores.

Fonte: Pensar Agro

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