AGRONEGÓCIO

CNMA Comemora 10 Anos Impulsionando o Protagonismo Feminino no Agronegócio

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O 10º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), que ocorrerá nos dias 22 e 23 de outubro no Transamerica Expo Center, em São Paulo, celebra uma década de impacto e transformação no setor. Consolidado como o principal evento para mulheres líderes no agronegócio, o congresso, que traz o tema “CNMA 10 + 10 | 2025-2035: Mulheres que mudam o mundo para melhor”, reafirma seu compromisso com a inovação, o fortalecimento das redes de networking e a promoção de debates estratégicos que moldam o futuro do agro.

José Luiz Tejon, jornalista, professor e palestrante, e curador de conteúdo do CNMA, destaca a transformação das mulheres no setor, que evoluíram de coadjuvantes para protagonistas e aceleradoras da inovação. “Com a COP 30 no Brasil e um mundo em constante mudança, este congresso reflete a evolução contínua das mulheres no agro, conectando passado, presente e futuro em um movimento de impacto global”, comenta Tejon.

O CNMA, reconhecido como o maior evento do gênero no mundo, se tornou um ponto de encontro essencial para aquelas que desejam estar à frente, transformando o futuro do agronegócio. Renata Camargo, gerente de Desenvolvimento e Novos Negócios do Transamerica Expo Center, ressalta o sucesso da edição de 2024 e reafirma a importância do evento como centro de decisão do setor.

Inovações no formato e novas trilhas temáticas

Para 2025, o CNMA apresenta um novo formato com cinco palcos, incluindo uma Arena Master e quatro Arenas do Conhecimento. Cada uma das Arenas terá trilhas temáticas direcionadas para áreas como Saúde Vegetal, Proteína Animal, Futuro do Agro e Liderança Transformadora. Essas trilhas abordarão conteúdos alinhados às demandas atuais do setor, proporcionando insights estratégicos para as participantes e ampliando as oportunidades de networking.

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Um dos destaques será o painel “TODAS | Conectando Mulheres”, que reunirá lideranças femininas do agronegócio, como Jaqueline Silva, diretora-executiva do Canal Rural, e Juliana Farah, vice-presidente da Comissão Semeadoras do Agro. Este painel reforça o movimento de união e fortalecimento da representatividade feminina no setor.

Debates estratégicos e temas inovadores

A Arena Master sediará mesas-redondas sobre tópicos essenciais para o avanço do agro. Entre os temas discutidos, estão “Mecanização Agro Brasileira: Do Aço ao Digital”, que explora as inovações tecnológicas no setor, e “Da Semente à Pós-Colheita: A Revolução Disruptiva dos Insumos do Setor Vegetal”, que aborda a evolução na genética das sementes e o impacto das mudanças climáticas. A questão da “Mudança Climática e Mulheres COP 30” também será tema de debate, ressaltando o papel das mulheres na luta contra as mudanças climáticas.

A edição de 2025 também traz a campanha “Minha Voz no Agro”, que oferece a duas mulheres a oportunidade de compartilhar suas histórias no palco do CNMA, além da campanha “Sua Foto no Vídeo de Abertura”, que celebrará as mulheres que estão transformando o setor.

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Novidades para enriquecer a experiência das congressistas

Além do novo formato, o CNMA 2025 contará com a 1ª edição da Vila CNMA, um espaço dedicado aos pequenos produtores e às marcas, promovendo novos negócios. A Ilha das Startups será outra atração, apresentando as mais recentes tecnologias para o setor agropecuário, promovendo a inovação e acelerando a transformação digital. A Casa Mulher do Agro retornará com talks sobre moda, bem-estar e carreira, criando um ambiente de conexão e inspiração.

Para marcar a celebração de sua primeira década, o CNMA lançará o livro “De Semente a Legado: Os 10 Anos do CNMA”, que documenta a evolução do congresso e seu impacto no aumento da presença feminina no agronegócio.

O legado do CNMA

Alexandre Marcílio, diretor geral do Transamerica Expo Center e idealizador do CNMA, destaca que o evento se consolidou como um catalisador de mudanças no setor. “Mais do que um espaço de aprendizado, o CNMA criou uma rede de impacto que influenciou políticas públicas, impulsionou negócios e gerou inovações”, conclui Marcílio, reafirmando o papel fundamental das mulheres no desenvolvimento do agro no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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