AGRONEGÓCIO

CNA defende Acordo Mercosul-Singapura

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A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, participou, na terça (5), da reunião semanal da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que discutiu o Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e Singapura.

O convidado para falar sobre o tema foi o chefe de missão e encarregado de negócios da Embaixada de Singapura no Brasil, Desmond NG, que explicou os principais pontos do acordo assinado oficialmente em dezembro passado.

Sueme defendeu a ratificação rápida do acordo e pediu o apoio dos parlamentares. Segundo ela, o acordo tem o potencial de ampliar as exportações dos produtos agropecuários brasileiros não apenas para Singapura, mas para os demais países do Sudeste Asiático, já que Singapura possui uma extensa rede de acordos e é considerado um importante hub na Ásia.

O acordo pode proporcionar, entre outras vantagens, um acréscimo de R$ 21,2 bilhões nas exportações brasileiras, além de um incremento de R$ 28,1 bilhões no PIB brasileiro até 2041, e aumento de R$ 11,1 bilhões em investimentos bilaterais.

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Atualmente, o acordo está em fase de tradução oficial. Depois, precisará passar pela análise técnica do Executivo e o presidente da República encaminha o acordo ao Congresso Nacional.

Na sequência, precisa ser aprovado por Câmara e Senado e promulgado pela Presidência da República.

O acordo entra em vigência 30 dias após publicação no “Diário Oficial da União”. As negociações começaram em 2018. Este é o primeiro acordo comercial do bloco sul-americano com um país asiático.

“A segurança alimentar e o livre comercio são prioridades da CNA. Entendemos que devem ser perseguidas por meio de acordos comerciais que nos permitam, além de diversificar mercados e a pauta exportadora, aumentar a renda do produtor brasileiro e garantir o abastecimento no Brasil e no mundo”, destacou Mori.

Fonte: Assessoria de Comunicação CNA

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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