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CMAA prevê aumento de moagem e elevação no faturamento com foco na produção de açúcar em 2025

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Projeção de crescimento na moagem e na produção de açúcar

A Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA), referência no setor sucroenergético brasileiro, estima um aumento de 4% na moagem de cana-de-açúcar para a safra 2025/26. A expectativa é de processar 9,66 milhões de toneladas de cana, resultando em uma produção de 757,8 mil toneladas de açúcar — um avanço superior a 9% em relação ao ciclo anterior.

Redirecionamento do mix de produção favorece o açúcar

A estratégia da empresa contempla destinar maior volume de matéria-prima à fabricação de açúcar, em detrimento do etanol. Esse redirecionamento no mix de produção se reflete em dados da Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar de Minas Gerais (Siamig Bioenergia), que indicam um aumento na proporção de cana voltada ao açúcar para 52,4% na próxima safra, frente aos 50,3% registrados na anterior.

Faturamento em alta impulsionado pelo açúcar

Com a mudança no perfil produtivo, a CMAA projeta um crescimento expressivo de mais de 20% em seu faturamento, atingindo R$ 3,5 bilhões em 2025, frente aos R$ 2,9 bilhões registrados na safra passada. Os dados foram apresentados durante a cerimônia de abertura oficial da safra em Minas Gerais, realizada nesta sexta-feira.

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Queda na produção de etanol acompanha estratégia do grupo

Enquanto o açúcar ganha protagonismo, a produção de etanol deve recuar. A companhia estima uma redução de 6,25% na fabricação do biocombustível, totalizando 342,3 milhões de litros na safra atual.

Investimentos voltados à expansão da capacidade produtiva

A CMAA mantém um plano robusto de investimentos no valor de R$ 3,5 bilhões até 2033. Os recursos visam ampliar a capacidade de moagem e produção de açúcar e álcool nas três unidades agroindustriais da empresa, localizadas nos municípios mineiros de Uberaba, Limeira do Oeste e Canápolis.

Compromisso com a sustentabilidade e a transição energética

O CEO da companhia, Carlos Eduardo Turchetto Santos, reforçou o otimismo com o futuro do setor. “Temos plena confiança no futuro do setor, consolidando-se cada vez mais como uma fonte estratégica na transição energética para a economia de baixo carbono”, destacou o executivo em nota oficial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de carne bovina aos EUA expõe frigoríficos brasileiros a até 2,8 milhões de hectares de risco de desmatamento na Amazônia Legal

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As exportações brasileiras de carne bovina para os Estados Unidos registraram forte expansão na última década, mas um novo levantamento acende alerta sobre riscos ambientais associados à cadeia produtiva.

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, os embarques para o mercado norte-americano cresceram de 33.210 toneladas em 2016 para 271.826 toneladas em 2025, evidenciando a consolidação do Brasil como fornecedor estratégico.

No entanto, um estudo do Radar Verde aponta que frigoríficos habilitados na Amazônia Legal permanecem expostos a áreas com alto risco de desmatamento em suas cadeias de fornecimento.

Exposição ao risco pode chegar a 2,8 milhões de hectares

A análise avaliou sete empresas responsáveis por 15 frigoríficos habilitados a exportar carne para os Estados Unidos, com capacidade média de abate de 11.270 cabeças por dia.

De acordo com o estudo, essas unidades estão expostas a áreas de risco que variam entre 144 mil hectares e 2,8 milhões de hectares, considerando regiões com:

  • Áreas embargadas por desmatamento ilegal
  • Registros recentes de desmatamento
  • Potencial de desmatamento futuro em áreas fornecedoras

As regiões com maior concentração de risco estão localizadas principalmente em Mato Grosso e Rondônia, dentro da Amazônia Legal.

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Falhas de rastreabilidade e baixa transparência na cadeia

O estudo destaca que, apesar de 93% das plantas frigoríficas possuírem Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados com o Ministério Público Federal, não há evidências consistentes de implementação efetiva ou monitoramento contínuo das políticas ambientais.

Outro ponto crítico é a rastreabilidade da cadeia produtiva:

  • 11 das 15 plantas controlam apenas fornecedores diretos
  • Nenhuma empresa apresentou dados auditados de fornecedores indiretos

Essa lacuna compromete a rastreabilidade completa do gado e dificulta a verificação de origem livre de desmatamento.

Proposta de lei nos EUA pode impactar exportações brasileiras

O estudo também avalia o cenário regulatório à luz da proposta conhecida como Forest Act 2023, ainda em tramitação no Congresso norte-americano.

A proposta exige que importadores de commodities como carne bovina, soja e cacau comprovem que os produtos não estão associados ao desmatamento ilegal, por meio de sistemas de due diligence e rastreabilidade completa.

Segundo o Radar Verde, caso a legislação estivesse em vigor atualmente, as exportações brasileiras de carne não estariam plenamente em conformidade com os requisitos propostos.

Pressões globais e impacto na produção agropecuária

O crescimento das exportações brasileiras para os EUA também está relacionado à necessidade de estabilização da oferta de alimentos no mercado norte-americano, em um cenário de inflação e eventos climáticos extremos que afetam a produção global.

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O estudo destaca ainda que a pecuária responde por 71% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, considerando emissões diretas e mudanças no uso da terra, segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG).

Recomendações apontam para rastreabilidade total da cadeia

Entre as principais recomendações do estudo estão:

  • Priorizar compras de frigoríficos com baixo risco de desmatamento
  • Implementar rastreabilidade completa, incluindo fornecedores indiretos
  • Fortalecer mecanismos de controle e auditoria independente
  • Considerar restrições a produtos oriundos de áreas recentemente desmatadas

O Radar Verde também alerta que lacunas regulatórias podem incentivar o avanço do desmatamento caso não haja maior rigor nas exigências de mercado internacional.

Cenário reforça pressão sobre o agronegócio exportador

O levantamento evidencia que, embora o Brasil amplie sua participação no mercado global de carne bovina, o setor enfrenta desafios crescentes relacionados à rastreabilidade, conformidade ambiental e exigências regulatórias internacionais.

O avanço das exportações dependerá cada vez mais da capacidade de comprovar sustentabilidade e origem livre de desmatamento em toda a cadeia produtiva.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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