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Clima Favorável Pode Impulsionar Área de Algodão na 1ª Safra no Brasil

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O cenário climático promete benefícios para a expansão da área dedicada ao algodão na primeira safra brasileira. O Agro Mensal de setembro, elaborado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, destaca os últimos acontecimentos e atualizações das perspectivas para as principais commodities agrícolas, incluindo o algodão.

Os preços do algodão em Nova Iorque fecharam agosto com uma quinta queda mensal consecutiva, fixando-se em USDc/lb 68,10, uma redução de 1%. No mercado interno, a tendência de desvalorização observada em agosto continuou, mas as cotações iniciaram setembro em estabilidade. A colheita nacional está na reta final e deverá estabelecer um novo recorde devido ao aumento da área cultivada. Com a maior oferta interna, o prêmio de exportação passou a apresentar valores negativos.

Apesar da diminuição na condição das lavouras americanas e da expectativa de redução na produção dos EUA em comparação ao início da safra, os preços do algodão têm sido limitados pela baixa valorização do petróleo e pela demanda global morna. As compras chinesas de algodão dos EUA estão aquém do habitual. Embora os primeiros dias de setembro tenham mostrado uma leve alta nos preços internacionais, essa tendência deve ser moderada pela colheita em curso nos EUA e pelo impacto contínuo dos preços do petróleo.

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Após um breve avanço em julho, os preços da fibra recuaram em agosto e permanecem estáveis em setembro, pressionados pela oferta abundante e pela demanda fraca. O dólar valorizado tem funcionado como um contrapeso, mantendo a paridade de exportação e evitando quedas acentuadas nos preços internos.

De acordo com a Conab, a colheita do algodão alcançou 98,5%, com produtividades positivas, mas em média inferiores à safra anterior. O IMEA reportou um aumento de 21,6% na área plantada em Mato Grosso, embora a produtividade deva ser 6,4% menor. O avanço da colheita e a necessidade de exportação com uma safra recorde devem continuar pressionando os preços internos, com o prêmio de exportação recentemente caindo para valores negativos, próximos a USDc/lb – 2,0.

A atualização do USDA para setembro reduziu a previsão de produção global de algodão, devido a revisões para baixo na produção dos EUA, Índia e Paquistão. Na Índia e no Paquistão, a área semeada ficou abaixo das expectativas até agosto. O atraso das chuvas para a safra de verão pode levar a um aumento na área destinada ao algodão na primeira safra. É importante monitorar a volatilidade dos preços do petróleo e a taxa de câmbio.

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O USDA revisou para baixo a produtividade dos campos de algodão americanos, resultando em uma previsão de produção 100 mil toneladas menor que a divulgada em agosto. Na Índia, houve revisões na área e na produtividade, e o mesmo ocorreu no Paquistão. As chuvas intensas e inundações na Índia e em Bangladesh podem impactar negativamente a produção final.

O atraso das chuvas para o plantio da safra de verão em Mato Grosso pode levar os produtores a priorizar o algodão em vez da soja na primeira safra, dado que a janela para o plantio da safrinha de algodão pode ficar bastante apertada. Embora haja sinais de aumento na produção de petróleo e incertezas econômicas globais, a suspensão da produção na Líbia e a escalada do conflito no Oriente Médio podem contrabalançar a baixa dos preços do combustível. No cenário atual, o viés para a curva de preços domésticos do algodão continua ligeiramente negativo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corriedale aposta em seleção genética e uso de dados para fortalecer produção de carne e lã no Rio Grande do Sul

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A Associação Brasileira de Criadores de Corriedale (ABCC) iniciou uma nova agenda voltada à modernização da ovinocultura, com foco na geração e aplicação de informações técnicas para apoiar decisões de seleção genética nas cabanhas do Rio Grande do Sul. A iniciativa busca aproximar dados produtivos, avaliação de desempenho e manejo reprodutivo da rotina dos criadores.

A proposta da entidade é ampliar o uso de ferramentas técnicas como suporte à escolha de reprodutores, planejamento de acasalamentos e evolução dos plantéis, fortalecendo a competitividade da raça Corriedale, reconhecida por sua dupla aptidão para produção de carne e lã.

Dados e tecnologia ganham espaço na seleção de ovinos

Segundo a ABCC, o avanço da ovinocultura passa pela integração entre conhecimento prático dos criadores e indicadores técnicos que permitam mensurar desempenho com maior precisão. A entidade destaca que a seleção de animais vem incorporando, de forma crescente, informações objetivas ao lado da avaliação visual tradicional.

A estratégia busca tornar mais eficiente a identificação de animais com melhor desempenho produtivo, contribuindo para rebanhos mais uniformes, produtivos e adaptados às condições de produção do Sul do país.

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Carne do Corriedale ganha protagonismo em nova estratégia da raça

O presidente da ABCC, Gustavo Velloso, afirma que a entidade tem direcionado esforços para fortalecer a produção de carne da raça, sem perder a conexão com sua trajetória histórica na ovinocultura gaúcha.

“Queremos trabalhar bastante a questão da carne e da marca da carne Corriedale. A raça representa cerca de 60% do rebanho ovino gaúcho, e esse é um fator muito importante. Por isso também estamos realizando esse primeiro teste de desempenho, com candidatos voltados à produção de carne em sistema de pastagem”, destacou.

Prova de desempenho avalia 41 reprodutores em Hulha Negra (RS)

Uma das principais ações em andamento é a prova de desempenho realizada no Centro de Pesquisas da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em Hulha Negra, no Rio Grande do Sul.

A avaliação reúne 41 ovinos reprodutores da raça Corriedale, oriundos de diferentes cabanhas do estado, em um sistema de manejo pastoril padronizado, com predominância de pastagem de azevém e suplementação mineral.

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O objetivo é gerar dados comparáveis de desempenho produtivo e genético, que possam subsidiar decisões de seleção nas propriedades.

Indicadores técnicos orientam evolução dos rebanhos

Durante o período de avaliação, os animais são acompanhados com base em diferentes indicadores zootécnicos. Entre eles está o Ganho Médio Diário (GMD), que mede o incremento de peso ao longo do tempo, além da Área de Olho de Lombo (AOL), utilizada para estimar o desenvolvimento muscular e o potencial de carcaça.

Também é observada a Espessura de Gordura Subcutânea (EGS), indicador importante para avaliar acabamento e qualidade da carne.

Segundo a ABCC, a combinação desses parâmetros permite identificar reprodutores com maior potencial para gerar cordeiros mais eficientes, com melhor rendimento de carcaça e qualidade de carne, contribuindo para o avanço produtivo da ovinocultura de corte no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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