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Circuito Nelore de Qualidade 2025 e PMGZ Carne firmam parceria para fortalecer genética Nelore PO e qualidade da carne

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O Circuito Nelore de Qualidade, maior campeonato mundial de avaliação de carcaças de bovinos, iniciou sua 27ª edição no dia 30 de maio em Araguaína (TO). Em 2025, o evento contará com 35 etapas distribuídas pelo Brasil e terá a participação de centenas de pecuaristas e frigoríficos, com a expectativa de superar os mais de 38 mil animais avaliados em 2024.

Neste ano, o Circuito estabeleceu uma importante parceria com o PMGZ Carne, programa da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) que promove a genética Nelore PO para a produção de carne. Essa colaboração inclui a avaliação genômica dos animais com pais Nelore PO identificados, participantes do Circuito Nelore de Qualidade.

O objetivo da iniciativa é destacar o diferencial econômico do uso da genética Nelore PO selecionada, monitorando o período de terminação dos animais, acompanhando o abate e avaliando as características das carcaças. Segundo Victor Miranda, presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), “a parceria visa mostrar, por meio da avaliação genômica, como a genética impacta a qualidade, precocidade e maciez da carne”.

O Circuito, que acontece desde 1999, contribui para o fortalecimento da raça Nelore — que representa cerca de 80% do rebanho bovino brasileiro — e promove a evolução da raça, posicionando-a como fornecedora de proteína bovina de alta qualidade. Além de Araguaína, o evento passará por diversas regiões, incluindo estados como Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Tocantins. Etapas também já foram realizadas na Bolívia e no Paraguai, países que fazem parte do circuito internacional.

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Victor Paulo Silva Miranda, presidente da ACNB, destaca o avanço contínuo da produtividade da raça Nelore no Brasil, refletido na redução da idade e aumento do peso de abate, aliado à manutenção da qualidade da carne. Ele reforça que o Circuito representa não apenas maior rentabilidade para os produtores, mas também carne mais saudável e saborosa para os consumidores, e demonstra confiança em resultados ainda melhores para esta edição.

O Circuito Nelore de Qualidade conta com o apoio de associações regionais, empresas como Matsuda Sementes e Nutrição Animal, além de frigoríficos como Friboi, Cooperfrigu, Fribal, Frisa e Masterboi.

Após a etapa inicial em Araguaína, o Circuito segue para Anastácio (MS) em 26 de junho, Colatina (ES) nos dias 2 e 3 de julho, Naviraí (MS) em 8 de julho, e Pontes e Lacerda (MT) em 18 de julho. Ao longo de 2025, outras 29 cidades em diversos estados também receberão etapas do Circuito, entre elas Água Boa (MT), Campo Grande (MS), Itapetinga (BA), Lins (SP) e Vilhena (RO).

Na avaliação das carcaças, são considerados critérios rigorosos, como caracterização racial, idade dos animais, acabamento de gordura e peso das carcaças. Em 2024, 73% dos machos e 75% das fêmeas tinham até dois dentes incisivos permanentes, indicador de precocidade. O peso médio dos machos foi de 21,5 arrobas, com 51% das carcaças apresentando cobertura de gordura mediana ou uniforme. As fêmeas tiveram peso médio de 16 arrobas, com 79% apresentando cobertura semelhante.

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Os dados coletados são utilizados para premiar os melhores lotes de machos e fêmeas terminados em confinamento ou a pasto. Os participantes do PMGZ Carne também concorrem ao prêmio especial de “Melhor Lote de Carcaças de Animais com Pai Identificado”. Os vencedores de todos os campeonatos do Circuito são anunciados na Nelore Fest, evento conhecido como o Oscar da Pecuária, realizado em dezembro em São Paulo.

No âmbito internacional, o Circuito realiza etapas na Bolívia, com eventos em Santa Cruz de la Sierra em fevereiro, junho e outubro, em parceria com a Associação Boliviana dos Criadores de Zebu (Asocebu). No Paraguai, já ocorreu uma etapa em Assunção, em maio, e haverá outra em Belén, em setembro, ambas no frigorífico Minerva e em colaboração com a Associação Paraguaia de Criadores de Nelore (APCN). Os resultados são contabilizados separadamente em cada país e de forma conjunta para o campeonato da América do Sul, que também tem seus vencedores anunciados na Nelore Fest.

Com essa parceria, o Circuito Nelore de Qualidade e o PMGZ Carne reforçam o compromisso com a melhoria genética e a produção de carne bovina de qualidade superior, fortalecendo a cadeia produtiva e a competitividade da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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