AGRONEGÓCIO

Cidades na fronteira com a Argentina sofrem com infestação perigosa na cebola

Publicado em

Auditores fiscais federais agropecuários estão enfrentando um surto de infestação de insetos em cebolas na fronteira do sul do Brasil com a Argentina. Desde meados de março, foi identificada a presença da praga em mercadorias nas cidades de Porto Xavier e São Borja, no Rio Grande do Sul, que chegaram no país por importações regulares e ameaçam a produção agropecuária brasileira. Os produtos estão sendo analisados para confirmar se há ou não a presença de espécies quarentenárias, que colocam plantações em perigo.

Em razão do cenário, entrou em ação o protocolo de alerta de risco de pragas, cujo primeiro passo é justamente a identificação de possíveis problemas na mercadoria. Com isso, foram enviadas amostras a um laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para fazer a análise. Caso a carga contenha uma praga que ofereça algum risco, ela é devolvida ao país de origem, protocolo que acontece com qualquer produto de origem vegetal ou animal.

“Essa prática é realizada para proteger a agricultura brasileira, evitando que novas pragas e doenças de plantas e animais entrem no país e prejudiquem a produção agropecuária. O Brasil, como um dos maiores produtores de alimentos do planeta e um dos principais exportadores, não deve abrir mão dessa segurança”, ressaltou o auditor fiscal federal agropecuário Marshal Biscaino.

Leia Também:  Soja dispara em Chicago com estoques apertados nos EUA, demanda aquecida e foco em reunião entre Trump e Xi

Até o momento, as análises ainda não identificaram insetos de espécies quarentenárias na cebola em Porto Xavier. Contudo, outras unidades em São Borja e Dionísio Cerqueira (SC) encontraram tais pragas. O termo define como são chamados tecnicamente os organismos potencialmente prejudiciais à agricultura, à saúde humana ou ao meio ambiente e, portanto, devem ser sujeitos a medidas de quarentena para prevenir sua introdução e disseminação em determinadas regiões ou países.

“A espécie predominante está sendo a Carpofilos dimidiatus, que não apresenta riscos, pois já está presente no Brasil. Entretanto, dentro do mesmo gênero existe a Carpophilus freemani, que é quarentenária, ou seja, um inseto que não está presente no país e, caso entre, pode se disseminar e infestar nossa produção, não apenas de cebola, mas outras culturas. Por esse motivo, todas as ocorrências que são encontradas são enviadas amostras ao laboratório para nos certificarmos de que não há perigo na atividade”, explicou o auditor.

Problema maior

Outro problema enfrentado pelos auditores agropecuários na fronteira é a falta de profissionais disponíveis para atuar no controle das doenças e pragas. Alguns pontos da fronteira deveriam ter uma unidade de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), mas muitos estão fechados ou sequer estão instalados por falta de pessoal. Além disso, outras unidades operam com poucos servidores, dificultando a eficiência e a rapidez para atender as demandas. Na unidade de Porto Xavier, são apenas três servidores.

Leia Também:  Argentina: brasileiro é preso por agredir um funcionário de um hotel

Os auditores avaliam as condições de qualidade e identidade dos produtos agrícolas importados, evitando, por exemplo, que cheguem itens de má qualidade à mesa dos consumidores. Isso vale para produtos nacionais e importados, pois contribui para a segurança alimentar da população.

“Quando surgem situações atípicas, acaba multiplicando o trabalho da equipe. Em casos normais, conseguimos conferir e liberar 50 a 70 cargas por dia, mas nessas condições mal conseguimos superar 20. Isso sem considerar eventuais ocorrências de sistemas fora do ar, quedas de energia, internet ou outros incidentes, como computadores e veículos antigos ou materiais de trabalho precários. É muito serviço para pouca gente. Isso atrapalha o trabalho de quem está aqui e também atrasa o processo, porque não conseguimos resolver tudo com rapidez”, detalhou o profissional.

Fonte: FSB Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas

Published

on

As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.

Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico

O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.

Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:

  • outubro;
  • novembro;
  • dezembro;
  • março;
  • abril;
  • maio;
  • junho.

Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.

“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.

Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro

Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.

Leia Também:  Exportações Brasileiras para a Argentina Registram Queda de 25% em Meio a Ajustes Econômicos de Milei e Relação Tensa Entre os Países

A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:

  • Bangladesh: 21,7% das compras;
  • Turquia: 17,7%;
  • Paquistão: 17,4%;
  • Vietnã: 14,3%;
  • Indonésia: 7,6%;
  • China: 6,3%;
  • Índia: 6,3%.

Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.

Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro

Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.

Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.

Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.

“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.

Brasil amplia presença no mercado global de algodão

Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.

Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.

O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.

China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro

Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.

Leia Também:  Argentina: brasileiro é preso por agredir um funcionário de um hotel

Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.

A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.

O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.

Diversificação logística fortalece exportações de algodão

Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.

O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.

Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:

  • São Francisco do Sul;
  • Paranaguá;
  • Itaguaí;
  • Itajaí;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.

Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional

O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.

Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.

O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA