AGRONEGÓCIO

Chuvas intensas afetam produção de peixes e exigem adaptações dos piscicultores

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O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (30/05) alertou para os impactos negativos das chuvas excessivas e da umidade na produção de alimentos para peixes, na rentabilidade dos piscicultores e na qualidade da água nos tanques. Diante dessas adversidades climáticas, os produtores estão sendo obrigados a fazer adaptações para garantir a continuidade da produção.

Na região administrativa de Erechim, as chuvas intensas prejudicaram a produção de plâncton nos açudes, reduzindo assim a disponibilidade de alimento para os peixes. Em Ijuí, embora os tanques estejam com volume máximo de água, problemas com sedimentos das lavouras e transbordamento estão afetando a rentabilidade e aumentando o consumo de ração.

Já em Passo Fundo, o aumento do volume de água e a queda nas temperaturas dificultaram o manejo alimentar dos peixes, devido à redução da microflora e da biota nos açudes. Em Porto Alegre, os danos causados pelo transbordamento de açudes e pela fuga de peixes ainda estão sendo avaliados.

Na região de Santa Rosa, a criação de tilápias teve uma redução drástica no consumo de ração devido à queda das temperaturas, afetando seu desenvolvimento. Por outro lado, as carpas capim mantiveram um consumo normal de ração. Além disso, o excesso de umidade dificultou a limpeza dos tanques, resultando na turvação da água.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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