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Chuvas e secas afetam colheitas de soja e milho em diversos estados

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Produtores de soja e milho em várias regiões do Brasil enfrentam desafios relacionados ao clima adverso. Nas regiões Norte e Sul, chuvas intensas têm dificultado a colheita, enquanto nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e no interior da Bahia, a falta de chuva ameaça a produtividade.

Chuva Prejudica Colheita no Norte

Em estados como Maranhão, Pará e Tocantins, o excesso de chuvas tem afetado a colheita de soja e milho, com o solo já saturado de água. “As chuvas devem continuar com força nos próximos dias, atrapalhando as máquinas que estão prontas para a colheita. O escoamento agrícola também será afetado”, explica João Rodrigo de Castro, meteorologista e diretor da ignitia Inteligência Climática. A situação também deve impactar a colheita de arroz no Rio Grande do Sul, segundo levantamento da mesma empresa.

Deficiência Hídrica no Centro-Oeste e Sudeste

Enquanto parte do país lida com excesso de chuvas, outras regiões enfrentam a falta de água. A condição seca no Centro-Oeste, Sudeste e interior da Bahia está prejudicando lavouras de milho safrinha. “Algumas áreas vão manter a deficiência hídrica devido à falta de chuva durante a semana”, observa Castro. Além do milho, culturas de citrus e cana-de-açúcar também sofrem com a baixa umidade do solo, que pode afetar a sacarose na cana.

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Clima Favorável no Sul

Por outro lado, em partes das regiões Sul e Centro-Sul, o tempo ensolarado tem contribuído para o avanço da colheita de soja, arroz e feijão. No Paraná e em Santa Catarina, o sol tem sido benéfico para a colheita em geral, incluindo algodão.

Nova Onda de Calor no Sudeste e Centro-Oeste

Além dos problemas já mencionados, uma quarta onda de calor do ano chegou ao Sudeste e Centro-Oeste, com duração prevista para até a próxima semana. A intensa onda de calor pode impedir a chegada de frentes frias, mantendo o clima seco e quente. “Estamos em um período de transição do outono para o inverno, então ondas de calor não são incomuns”, conclui Castro.

Diante deste cenário, produtores rurais e autoridades estão atentos ao impacto dessas condições climáticas nas colheitas em andamento e nos planejamentos futuros. A expectativa é que, apesar dos desafios, as regiões afetadas consigam contornar os problemas com medidas de mitigação e estratégias adaptativas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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