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Chuvas colocam em risco 180 mil hectares de arroz no Rio Grande do Sul, afirma analista

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A situação das lavouras de arroz no Rio Grande do Sul é crítica, especialmente devido às chuvas torrenciais que causaram graves inundações no estado. De acordo com Evandro Oliveira, analista da Safras & Mercado, cerca de 180 mil hectares de arroz estão sob risco de perda, com as áreas mais afetadas localizadas na região Central do estado.

“Os municípios de Cachoeira do Sul, São Sepé e Encruzilhada do Sul foram seriamente impactados”, afirma Oliveira em entrevista exclusiva à Agência Safras News. Ele ressalta que as consequências dessas inundações são devastadoras para a produção de arroz. “Temos quase 100 mil hectares ainda não colhidos, completamente submersos”, destaca, explicando que isso pode representar perdas entre 800 mil e 1 milhão de toneladas do grão.

Apesar dessa tragédia, Oliveira aponta um lado positivo: cerca de 87% da área já colhida atingiu um rendimento satisfatório. Assim, ele acredita que o risco de desabastecimento não é iminente. Contudo, recentemente, o Governo Federal anunciou a possibilidade de importar mais 1 milhão de toneladas para suprir a demanda nacional, uma previsão que o analista considera exagerada. “Essa estimativa carece de informações precisas sobre a origem do arroz a ser importado”, pondera.

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Em termos de importações, a maioria do arroz brasileiro vem de países do Mercosul, mas o Paraguai também enfrenta problemas de produção, o que pode resultar em uma redução de 50 mil toneladas nas exportações. Já a Argentina projeta um aumento de 50 mil a 100 mil toneladas em suas exportações, mas isso não seria suficiente para cobrir a escassez. “O Uruguai também não tem capacidade de exportação suficiente para suprir a demanda”, acrescenta Oliveira.

O analista também observa que, antes mesmo das inundações, já havia uma queda no consumo interno e um enfraquecimento das exportações brasileiras. Esse contexto, segundo ele, pode ajudar a evitar um desabastecimento imediato. No entanto, Oliveira alerta que o mercado internacional está se tornando cada vez mais competitivo, com os Estados Unidos assumindo uma posição dominante em setembro, o que poderia dificultar a presença brasileira.

Quanto aos preços globais, Oliveira prevê uma tendência de alta. “A Índia está fora do mercado de exportações, e a demanda global é maior do que a oferta”, conclui o analista.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura avança na elaboração do Plano Municipal de Agricultura Familiar com participação de comunidades rurais

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A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade à construção do Plano Municipal de Agricultura Familiar (PMAF) ao reunir representantes de comunidades rurais da região do Coxipó do Ouro. O encontro marcou a terceira reunião de elaboração do documento e a realização da terceira oficina participativa, iniciativas voltadas ao levantamento de demandas, identificação de potencialidades e definição de ações para fortalecer a agricultura familiar no município, no último sábado (27).

Promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Agricultura, em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), o evento reuniu agricultores de localidades como a Sede Distrital, Arraial de Freitas, Recanto Tranquilo, Ponte de Ferro, Rio dos Médicos, São Jerônimo, Vale das Trilhas, Rio dos Peixes e Ribeirão Cascalheira. As contribuições apresentadas serão incorporadas ao diagnóstico base para a redação final do plano.

Segundo o secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, o objetivo é construir um planejamento sólido, capaz de nortear as políticas públicas para o setor. “A elaboração do PMAF visa mapear o cenário rural e direcionar ações governamentais para fortalecer o setor, combater a pobreza e evitar o êxodo rural. Na prática, ele garantirá aos produtores melhorias estruturais, acesso à capacitação, assistência técnica continuada e fomento à comercialização”, afirmou o gestor, destacando que o diagnóstico participativo das oficinas será transformado em metas e ações concretas pela administração municipal.

Demandas e planejamento regionalizado

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Durante a oficina, os produtores apresentaram prioridades relacionadas à infraestrutura, regularização fundiária, acesso à água, assistência técnica e ampliação dos canais de comercialização. As discussões também abordaram oportunidades de desenvolvimento econômico e valorização das atividades rurais e do turismo em cada comunidade.

O coordenador do PMAF na Secretaria Municipal de Agricultura, Osvaldo dos Santos Lara, explicou que o plano está sendo elaborado de forma regionalizada. Para isso, o município foi dividido em seis regiões, cada uma agrupando entre oito e 15 comunidades rurais. De acordo com Lara, a metodologia permite identificar problemas específicos e construir soluções coletivas.

Na região do Coxipó do Ouro, embora questões como a regularização fundiária e a disponibilidade de água influenciem diretamente a produção, os agricultores demonstram grande interesse em expandir suas atividades. O assessor pontuou ainda que as oficinas estimulam a integração entre os produtores locais, favorecendo parcerias, troca de experiências e a abertura de novos mercados.

Propostas da comunidade

Entre as propostas apresentadas, o presidente da Associação dos Moradores Mini e Pequenos Produtores Rurais da Comunidade Rio dos Peixes, Felipe José da Silva Oliveira, defendeu a criação de políticas públicas permanentes. Ele destacou a necessidade de melhorar as estradas rurais, garantir água para a produção, incentivar a agroindustrialização e implantar uma central de comercialização. Felipe também propôs o fortalecimento do turismo rural integrado à agricultura, valorizando a gastronomia, os balneários e a cultura local.

“A expectativa é que o plano contribua para ampliar as oportunidades dos pequenos produtores, fortalecer programas de compra institucional, como a alimentação escolar, gerar renda no campo e criar condições para que as famílias permaneçam na terra com mais qualidade de vida”, ressaltou o líder comunitário.

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Diversidade produtiva

As oficinas também evidenciaram a diversidade da produção rural na região:

Vale das Trilhas: destaque para o cultivo de mandioca, piscicultura, criação de aves e produção de queijos e ovos, com demandas voltadas à melhoria das estradas de acesso.

Arraial de Freitas: famílias atuam na produção de frutas, hortaliças, leite, doces artesanais, suínos e aves, reivindicando espaços estruturados para comercialização, como boxes e uma feira permanente.

São Jerônimo: produção diversificada que inclui peixes, banana, derivados de suínos, mel e azeite de mamona.

Recanto Tranquilo: predominância da criação de aves, incluindo patos, suínos e cultivo de hortaliças.

Próximos passos

Após a etapa do Coxipó do Ouro, a Prefeitura de Cuiabá dará sequência ao cronograma de oficinas nas regiões do Distrito da Guia, Distrito do Aguaçu e nas comunidades periurbanas do município. Com a conclusão dos encontros, a equipe técnica consolidará as contribuições para redigir a minuta final do Plano Municipal de Agricultura Familiar, que passará por uma última reunião de validação com as comunidades antes de ser oficialmente instituído.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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