AGRONEGÓCIO

China quer comprar mais e acende o alerta: safra recorde pode virar pesadelo logístico

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O que poderia ser celebrado como uma excelente notícia para o agro brasileiro pode rapidamente se transformar em um pesadelo logístico. Com uma safra recorde para escoar e portos operando no limite de sua capacidade, o Brasil corre o risco de não conseguir atender à crescente demanda da China por soja — seu principal parceiro comercial no setor.

Nesta semana, uma comissão técnica chinesa desembarca no Brasil para uma reunião bilateral com representantes do governo e técnicos brasileiros. O objetivo é avaliar, de forma reservada, a real capacidade logística do país para cumprir com uma possível ampliação dos embarques de grãos ao gigante asiático. A informação foi revelada pelo jornalista Marcelo Dias, do Canal Rural, e reforça uma preocupação já antecipada pelo Pensar Agro (veja aqui), que alertou sobre o risco de colapso na infraestrutura portuária nacional.

O encontro — tratado como sigiloso — foi tema de uma reunião entre o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada na segunda-feira (14.04), no Palácio da Alvorada. A sinalização é clara: o Brasil está sendo observado de perto, e o mercado internacional exige garantias de entrega em meio a gargalos logísticos cada vez mais visíveis.

Em março, a China se manteve como o maior destino das exportações do agronegócio brasileiro, com compras que somaram US$ 15,64 bilhões — crescimento de 12,5% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A expectativa é de que a procura continue em alta, em especial diante das incertezas climáticas nos Estados Unidos, que ameaçam a safra norte-americana.

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O Brasil deve colher um recorde de 330,3 milhões de toneladas na safra 2024/25, um aumento de 10,9% (32,6 milhões de toneladas) em relação ao ciclo passado, segundo o 7º Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025 divulgado na quinta-feira passada (10.04), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Porém, o escoamento da produção recorde brasileira enfrenta obstáculos sérios: portos sobrecarregados, filas crescentes de caminhões, limitações ferroviárias e falta de integração entre modais. A situação já preocupa tradings, cooperativas e produtores, que veem com apreensão o aumento da pressão por novos embarques sem a devida estrutura para sustentá-los.

Imagem: assessoria

Isan Rezende(foto), presidente do Instituto do Agronegócio(IA), comentou a situação com preocupação e senso de urgência: “Como comentávamos no domingo, o que estamos vendo é um paradoxo. Produzimos como nunca, temos mercado comprador garantido, mas estamos travados pela falta de estrutura para escoar. A China quer comprar, o Brasil tem para vender, mas a logística virou nosso calcanhar de aquiles. Se não houver uma reação rápida, vamos assistir a um colapso anunciado”, disse.

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“Essa visita técnica dos chineses é um sinal claro de que eles querem compromisso com entrega. E o mundo está olhando. Se falharmos, perdemos credibilidade e espaço para outros players. Não é só uma questão de soja ou de safra recorde. É a imagem do Brasil como fornecedor confiável que está em jogo”, comentou Rezende.

“Já passou da hora de tratarmos infraestrutura como política estratégica de Estado. Enquanto continuarmos exportando grãos por rodovias congestionadas e portos saturados, estaremos sempre no limite. É preciso investir pesado e com urgência em ferrovias, hidrovias e ampliação portuária, ou a conta dessa omissão vai chegar com juros para todo o setor”, completou Rezende.

Caso o Brasil não consiga garantir agilidade e eficiência na entrega, corre o risco de perder espaço para concorrentes no cenário global — justamente em um momento de forte demanda e bons preços internacionais. O temor é que atrasos, custos extras com armazenagem e demurrage (multas por espera de navios) minem a competitividade brasileira no mercado asiático.

A possível ampliação das exportações para a China exige, portanto, mais do que vontade política e capacidade produtiva: requer investimentos urgentes em infraestrutura, modernização portuária e ampliação dos corredores logísticos, especialmente os que conectam o Centro-Oeste ao litoral.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Saúde Bucal de Cuiabá alcança marca de 1.476 próteses dentárias entregues à população

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), entregou 1.476 próteses dentárias entre outubro de 2025 e maio de 2026, garantindo mais qualidade de vida, autoestima e dignidade aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O resultado reforça o compromisso da gestão municipal com o fortalecimento da política de saúde bucal e a ampliação do acesso aos serviços especializados.

As próteses são ofertadas gratuitamente e integram a estratégia de reabilitação oral da rede municipal, beneficiando pacientes que perderam parte ou todos os dentes e necessitam recuperar funções essenciais, como mastigação, fala e convívio social.

Atualmente, o serviço é realizado de forma descentralizada em seis Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs): Pascoal Ramos, Dom Aquino, Jardim Vitória, Osmar Cabral, Verdão e Tijucal, além da Clínica Odontológica do bairro Leblon. Cerca de 14 cirurgiões-dentistas atuam no atendimento à população.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a reabilitação oral é um importante instrumento de promoção da saúde e da qualidade de vida.

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“A saúde bucal é parte essencial da saúde integral. Quando devolvemos a uma pessoa a possibilidade de sorrir, se alimentar adequadamente e falar com segurança, também promovemos qualidade de vida, autoestima e inclusão. A entrega dessas próteses demonstra o compromisso da Prefeitura de Cuiabá em ampliar o acesso aos serviços especializados e garantir atendimento a quem mais precisa”, afirmou.

O serviço disponibiliza dois tipos de próteses: a Prótese Total Removível (PT), indicada para pacientes que perderam todos os dentes de uma arcada, e a Prótese Parcial Removível (PPR), destinada à reposição parcial de dentes perdidos.

Para a secretária adjunta de Saúde Bucal, Cristhiane Leite, o serviço representa uma transformação na vida dos pacientes e vai muito além da reabilitação funcional.

“A prótese dentária devolve ao paciente funções importantes, como mastigar e falar corretamente, mas também resgata a autoestima e a confiança. Muitas pessoas voltam a sorrir, a se alimentar melhor e a conviver socialmente com mais segurança. Esse é um serviço que transforma vidas e reafirma o compromisso da gestão em oferecer atendimento de qualidade à população”, destacou.

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O atendimento está disponível para qualquer morador de Cuiabá. O acesso ao serviço começa na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência ou na Clínica Odontológica do Leblon, onde o paciente passa por avaliação com um cirurgião-dentista. Havendo indicação para o uso de prótese, o usuário é encaminhado ao serviço especializado para as etapas de moldagem, prova, ajustes e instalação da peça, tudo de forma gratuita pelo SUS.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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