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Oferta restrita mantém preços firmes para o milho no Brasil

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O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com preços firmes, reflexo da oferta restrita e da postura cautelosa dos produtores na comercialização. O feriado de Carnaval reduziu o volume de negócios, mas o cenário de escassez sustentou as cotações, que seguem em trajetória de valorização em algumas regiões do país.

De acordo com a Safras Consultoria, a disponibilidade de milho permanece reduzida, com produtores retraídos na fixação de preços e elevando suas pedidas em determinadas localidades, como São Paulo. Por outro lado, a demanda segue aquecida, com consumidores ativos na busca por lotes, mas enfrentando dificuldades para adquirir volumes expressivos.

Os agentes do mercado mantêm o foco na movimentação dos contratos futuros do milho, nas condições climáticas, no andamento da colheita da safra de verão de milho e soja, no plantio da segunda safra e nas questões logísticas, fatores que influenciam diretamente a precificação do cereal.

Variação de preços por região

No balanço semanal entre os dias 27 de fevereiro e 6 de março, os preços do milho apresentaram alta em diversas praças do país. Em Campinas (SP), na modalidade CIF e base de venda, a cotação subiu de R$ 92,00 para R$ 93,00 por saca de 60 quilos, variação positiva de 1,1%. Na região da Mogiana paulista, o valor passou de R$ 90,00 para R$ 91,00 a saca, também com alta de 1,1%.

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Em Cascavel (PR), o preço do cereal avançou de R$ 80,00 para R$ 81,00 a saca, aumento de 1,2% no período. Já em Rondonópolis (MT), a cotação subiu de R$ 70,00 para R$ 71,00 a saca, elevação de 1,4%. No Rio Grande do Sul, em Erechim, o milho registrou a maior valorização entre as principais praças, subindo de R$ 75,00 para R$ 77,00 a saca, um incremento de 2,7%.

Em Minas Gerais, na cidade de Uberlândia, a cotação saltou de R$ 80,00 para R$ 84,00 a saca, variação de 5,0%. Já em Rio Verde (GO), o preço avançou de R$ 76,00 para R$ 78,00 a saca, representando uma alta de 2,6%.

Nos portos de exportação, as cotações se mantiveram estáveis ao longo da semana. No Porto de Santos (SP), a venda permaneceu em R$ 80,00 a saca, mesma estabilidade observada no Porto de Paranaguá (PR), onde os preços também ficaram fixados em R$ 80,00 a saca.

O cenário indica um mercado sustentado pela restrição de oferta e pela demanda ativa, fatores que devem continuar influenciando a precificação do milho nas próximas semanas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Hidrovia Paraná-Tietê fortalece logística do agronegócio e conecta produção brasileira aos portos

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A Hidrovia Paraná-Tietê consolida-se como uma das mais importantes estruturas logísticas do Brasil, desempenhando papel estratégico no escoamento da produção agropecuária, industrial e mineral do país. Com cerca de 2.400 quilômetros de extensão navegável, o corredor hidroviário conecta regiões produtivas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul aos principais centros consumidores e aos portos de exportação, fortalecendo a competitividade da economia nacional.

Mais do que uma alternativa de transporte, a hidrovia é considerada um dos pilares da logística multimodal brasileira. Ao integrar diferentes modais e reduzir a dependência do transporte rodoviário, a estrutura contribui para diminuir custos operacionais, aumentar a eficiência da cadeia de suprimentos e impulsionar o desenvolvimento regional.

Corredor estratégico para o agronegócio brasileiro

A área de influência da Hidrovia Paraná-Tietê abrange aproximadamente 76 milhões de hectares e engloba algumas das regiões mais produtivas do país. O sistema atende especialmente áreas agrícolas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, facilitando o transporte de commodities até o Porto de Santos, principal porta de saída das exportações brasileiras.

Entre as principais cargas movimentadas pela hidrovia estão soja, milho, cana-de-açúcar, combustíveis e minério de ferro. O corredor também favorece o abastecimento do mercado interno e amplia a integração comercial com países do Mercosul.

Ao longo de sua área de abrangência, a hidrovia influencia diretamente 286 municípios distribuídos pelos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. A região concentra importantes polos industriais, centros logísticos, áreas turísticas e terminais de distribuição que se desenvolveram impulsionados pela navegação interior.

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Integração logística entre diferentes modais

A estrutura é composta principalmente pelas hidrovias HN-900, no Rio Paraná, e HN-913, no Rio Tietê. Do total navegável, cerca de 1.600 quilômetros nos rios Paraná, Paranaíba e Grande são administrados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Outros 800 quilômetros, localizados nos rios Tietê, Piracicaba e São José dos Dourados, estão sob gestão do Governo de São Paulo.

Um dos diferenciais do sistema é a presença de eclusas ao longo do percurso, permitindo superar os desníveis provocados pelas barragens existentes na bacia hidrográfica. Essa infraestrutura garante a continuidade da navegação e fortalece a integração entre os modais hidroviário, ferroviário e rodoviário.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o fortalecimento das hidrovias é fundamental para ampliar a integração regional e promover um desenvolvimento econômico mais sustentável.

“Nossa visão para as hidrovias é de um futuro em que a integração regional seja a norma, onde a eficiência logística otimize o desenvolvimento econômico e onde a sustentabilidade seja uma diretriz permanente”, afirmou.

Investimentos ampliam capacidade operacional da hidrovia

A relevância econômica da Hidrovia Paraná-Tietê tem impulsionado novos investimentos em infraestrutura. Um dos principais projetos em andamento é a obra de derrocamento do canal de Nova Avanhandava, no Rio Tietê, considerada estratégica para ampliar a navegabilidade do sistema.

Com investimento de R$ 293,8 milhões, a intervenção prevê o aprofundamento do canal em 3,5 metros ao longo de 16 quilômetros. A expectativa é que a obra, prevista para ser concluída em agosto, aumente a capacidade de transporte da hidrovia e permita a circulação de comboios maiores durante todo o ano, inclusive em períodos de estiagem.

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De acordo com o ministro Tomé Franca, a iniciativa contribuirá para reduzir custos logísticos e fortalecer a competitividade brasileira no mercado internacional.

Desenvolvimento regional e sustentabilidade

Além dos ganhos para o transporte de cargas, os investimentos na hidrovia também geram impactos positivos para as comunidades atendidas. O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, destaca que as melhorias ampliam o acesso a serviços, fortalecem o abastecimento e estimulam atividades econômicas locais.

A expansão da navegação interior também está alinhada às estratégias de sustentabilidade do setor logístico. O transporte hidroviário apresenta menor consumo de combustível por tonelada transportada e reduz significativamente as emissões de gases de efeito estufa quando comparado ao transporte rodoviário.

Hidrovia ganha protagonismo na logística nacional

Com capacidade para conectar áreas produtoras, polos industriais, centros consumidores e mercados internacionais, a Hidrovia Paraná-Tietê reforça seu papel como um dos principais corredores logísticos do Brasil. Em um cenário de crescente demanda por eficiência no transporte e competitividade nas exportações, a ampliação da infraestrutura hidroviária surge como um dos caminhos mais promissores para sustentar o crescimento do agronegócio e da economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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