AGRONEGÓCIO

Chikungunya despenca 99% em Cuiabá e reforça eficácia das ações de combate às arboviroses

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, registrou uma redução histórica de 99,1% nos casos de Chikungunya em 2026. Os dados constam no Boletim Epidemiológico nº 15/2026, referente à 16ª Semana Epidemiológica, que marca o fechamento do mês de abril.

O levantamento da Vigilância em Saúde mostra que a média semanal de notificações caiu de 652,7 casos em 2025 para apenas 5,8 em 2026. No acumulado deste ano, foram registrados 45 casos da doença no município, com taxa de incidência de 6,5 por 100 mil habitantes. Na última semana de abril, foi notificado apenas um novo caso.

A Dengue também apresentou redução significativa no período. As notificações caíram 59,9% em comparação com o mesmo intervalo de 2025. A média semanal passou de 111,6 casos para 44,8 em 2026. No acumulado do ano, Cuiabá soma 210 casos da doença, com incidência de 30,3 por 100 mil habitantes. Na 16ª Semana Epidemiológica, foram registrados oito novos casos.

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Até o momento, há um óbito confirmado por Dengue e um caso em investigação. Para Chikungunya e Zika, não há registro de mortes em 2026.

O resultado reflete o fortalecimento das ações de vigilância e controle vetorial realizadas ao longo do ano. Mais de 388 mil imóveis já foram vistoriados pelas equipes, com foco na eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti.

As estratégias incluem visitas domiciliares, mutirões de limpeza, bloqueios em áreas com casos notificados e intensificação das orientações à população.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a redução expressiva é resultado de planejamento e atuação contínua das equipes.

“Esse resultado mostra que o trabalho está sendo executado com estratégia e responsabilidade. Mesmo com a queda, é fundamental manter os cuidados dentro de casa e procurar atendimento ao apresentar sintomas”, afirmou.

A vacinação contra a Dengue com o imunizante Qdenga segue disponível para o público de 10 a 14 anos em 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) em Cuiabá. Algumas unidades contam com horário estendido, com atendimento até às 19h ou 21h, ampliando o acesso da população à imunização.

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A Prefeitura de Cuiabá reforça que a prevenção continua sendo a principal ferramenta no combate às arboviroses, com a eliminação de recipientes que acumulam água parada e a busca por atendimento nas unidades de saúde em caso de sintomas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Valor da Produção Agropecuária de Santa Catarina atinge R$ 74,9 bilhões e reforça força do agronegócio em 2025

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O agronegócio de Santa Catarina consolidou sua relevância econômica em 2025 ao alcançar um Valor da Produção Agropecuária (VPA) de R$ 74,9 bilhões, resultado que representa um crescimento de 15,1% em relação ao ano anterior. O avanço reflete a combinação de preços mais elevados e aumento do volume produzido, confirmando o papel estratégico do setor no desenvolvimento estadual.

Desempenho geral do agronegócio

De acordo com levantamento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola, o crescimento do VPA foi sustentado por uma alta de 6,3% nos preços e um avanço de 9,5% na produção. O resultado evidencia não apenas a expansão quantitativa, mas também a valorização dos produtos agropecuários.

O desempenho reforça a importância do setor como um dos principais motores da economia catarinense, com impacto direto na geração de renda, emprego e desenvolvimento regional.

Produção e cadeias produtivas em destaque

Entre os principais produtos responsáveis pelo crescimento em 2025 estão milho, maçã, tabaco, soja, bovinos e suínos. A combinação de condições climáticas favoráveis e preços sustentados contribuiu para um ciclo produtivo positivo.

A diversificação da produção segue sendo um dos pilares do agronegócio catarinense, permitindo maior resiliência frente às oscilações de mercado e aos desafios climáticos.

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Mercado externo e exportações

O setor também manteve forte presença no comércio internacional. Em 2025, o agronegócio respondeu por mais de 65% das exportações do estado, com receitas de US$ 7,9 bilhões, registrando crescimento de 5,8% em comparação a 2024.

O desempenho reforça a competitividade dos produtos catarinenses nos mercados globais, especialmente em segmentos que exigem alto padrão de qualidade.

Preços, custos e viabilidade econômica

Apesar dos resultados positivos, a renda do produtor rural segue impactada pela volatilidade de preços. No período pós-pandemia (2021 a 2025), as oscilações de mercado passaram a ter maior influência sobre a rentabilidade do que as variações climáticas.

Culturas como arroz, cebola e alho apresentaram maior sensibilidade às mudanças de preços, com impacto direto nas margens. Em contrapartida, produtos como soja e alho operam com maior margem de segurança, ainda que este último exija elevado investimento.

As culturas de verão tendem a oferecer maior estabilidade e retorno mais previsível, enquanto as de inverno, embora possam gerar margens elevadas por hectare, apresentam maior risco e necessidade de capital.

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Indicadores e gestão de risco

Um dos pontos centrais para a análise econômica do setor é o chamado ponto de nivelamento, indicador que define o mínimo necessário de produtividade e preço para garantir a viabilidade da atividade.

Nesse contexto, culturas com margens mais estreitas, como arroz e cebola, apresentam maior exposição a perdas em cenários adversos. Já aquelas com maior margem de segurança permitem melhor gestão de risco, especialmente em ambientes de alta volatilidade.

Análise e perspectivas

O desempenho de 2025 confirma a força estrutural do agronegócio catarinense, sustentado por produtividade, diversificação e inserção internacional. No entanto, o cenário exige atenção redobrada à gestão de custos e à volatilidade de preços, que têm se consolidado como fatores determinantes para a rentabilidade.

A tendência é de manutenção da relevância do setor na economia estadual, com oportunidades ligadas à agregação de valor, inovação tecnológica e ampliação de mercados, ao mesmo tempo em que a gestão de risco seguirá como elemento central para a sustentabilidade financeira do produtor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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