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Chega ao mercado brasileiro a primeira empresa totalmente dedicada à irrigação por assinatura

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O mercado brasileiro de irrigação ganha a primeira empresa totalmente dedicada ao serviço de irrigação por assinatura, a Iara. A companhia, que tem o nome da mãe d’água Tupi, oferece para todo Brasil planos de irrigação por assinatura, incluindo equipamentos e serviços complementares, utilizando o máximo de tecnologia e conhecimento para promover o uso sustentável de água e recursos naturais nas lavouras.

A Iniciativa é dos sócios Hiran Moreira, João Rebequi e Marcelo Oliveira, com grande expertise em inovação e desenvolvimento de soluções inteligentes no segmento de agricultura, um mercado com alta demanda de profissionalização e que requer cada vez mais tecnologias modernas e sustentáveis, que garantam a segurança alimentar do planeta hoje e nas próximas décadas. “A meta da IARA é instalar 500 pivôs centrais nos próximos sete anos e contribuir de forma significativa com a expansão da irrigação no Brasil, investindo cerca de 600 milhões de reais em projetos de irrigação”. A irrigação é o maior investimento que se faz em uma fazenda e também o que promove maior retorno. A IARA nasce com o objetivo de auxiliar o produtor realizar o sonho de ser irrigante ou de ampliar a área irrigada.

A Iara dá suporte ao desenvolvimento do projeto e entrega o sistema de irrigação instalado. O irrigante adquire um plano anual de milímetros, de acordo com a necessidade das culturas que serão produzidas. O plano de Irrigação por assinatura da IARA inclui também um sistema gerenciamento de irrigação que orientará o irrigante quanto à decisão diária de irrigação, através de uma plataforma tecnológica e aplicativo via celular, bem como sendo acompanhado por um profissional especialista dedicado a orientar e interpretar as decisões de irrigação.

O plano de irrigação por assinatura pode durar de sete a dez anos e também inclui manutenção e seguro, visando dar total suporte e segurança ao cliente. Ao final da vigência do plano de assinatura, o irrigante pode decidir em optar por comprar ou não o equipamento. A instalação elétrica, outras obras civis, outorga e licenças ambientais deve ser providenciada pelo cliente. Atualmente, a maior parte dos contratos vem sendo assinados em São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Goiás e Maranhão.

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Benefícios aos agricultores

Aberta a todos os irrigantes, a solução de irrigação por assinatura possibilita ao contratante disponibilizar ativos para financiar outros investimentos, uma vez que não há necessidade de dar um bem em garantia na operação, permitindo manter e ampliar a sua cartela de investimentos e facilitando o planejamento financeiro da produção.

Os públicos-alvo principais da Iara são:

  • aqueles que desejam se tornar irrigantes, proporcionando toda a consultoria, equipamento e instalação;
  • arrendatários, já que a irrigação por assinatura vai auxiliar o pagamento do arrendamento, uma vez que contribuiu para aumentar a geração de receita por hectare;
  • pessoas jurídicas, porque existe um benefício fiscal – no caso da irrigação por assinatura, todo desembolso pago pela PJ é considerado despesa, promovendo dedução proporcional de imposto de renda;
  • produtores que não tem todo o recurso para investir em um projeto de irrigação e não querem ou não dispõe de um bem para dar em garantia em um financiamento, ampliando a possibilidade de se instalar um projeto de irrigação.

Além disso, se um produtor acessa a linha de crédito oficial Proirriga, que tem taxa de juros de 10,5% ao ano e limites de R$ 3,3 milhões, no caso de um cliente individual, ou de até R$ 9,9 milhões em uma compra coletiva, o início efetivo da operação pode durar seis meses. No modelo de negócios da Iara, a instalação do projeto demora 60 dias.

Eficiência e sustentabilidade

Os equipamentos de irrigação utilizados nos planos de assinatura da IARA trazem recursos tecnológicos como: motores de alto rendimento, emissores giratórios e automação, que promovem a irrigação com a máxima eficiência. Associado ao melhor equipamento, disponibiliza também um sistema completo de gerenciamento de irrigação, para que a decisão de irrigação seja realizada com base em parâmetros técnicos, considerando o solo, a cultura, o clima e o equipamento, também disponibilizando imagens de satélite processadas com intuito de avaliar a uniformidade de desenvolvimento da cultura e um consultor especialista que dará o devido suporte e acompanhamento. Assim, é possível aumentar a capacidade de produção na mesma área, permitindo melhor uso e aproveitamento tanto do solo quanto da água usada na irrigação e, ao mesmo tempo, evitando desperdício ou a falta de irrigação adequada para as lavouras. Desta forma, os planos de irrigação por assinatura da IARA buscam ajustar à diversidade e especificidade de necessidade hídrica das fazendas e campos de produção.

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“Os projetos da IARA – Milímetros com precisão atende aos principais objetivos da agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), já que propicia a agricultura regenerativa e de baixo carbono, contribuindo para o aumento da biomassa e do estoque de carbono no solo. À medida que promove o aumento da agricultura irrigada e a produtividade com uso racional de água e energia, também contribui para evitar a utilização de novas áreas e a preservação de florestas. Atualmente, o Brasil tem oito milhões de hectares irrigados, o que corresponde a apenas 15% da capacidade do país, que é de 55 milhões de hectares, sendo o país com maior potencial de expansão da agricultura irrigada no mundo. Muitos países não têm como aumentar a produção agrícola de forma sustentável e o Brasil pode liderar esta expansão e garantir a segurança alimentar do planeta no futuro”, comenta Hiron Medeiros Moreira, CEO da IARA.

Fonte: Iara

Fonte: Portal do Agronegócio

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Portos brasileiros avançam em sustentabilidade com foco na redução de emissões e eficiência logística

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O setor portuário global, responsável pela maior parte do comércio internacional e por mais de 95% das exportações brasileiras, intensifica a adoção de práticas sustentáveis diante da pressão para reduzir emissões de gases de efeito estufa. Atualmente, o transporte marítimo responde por cerca de 3% das emissões globais relacionadas à energia, com projeções que indicam possível aumento significativo até 2030 caso não haja mudanças estruturais.

No Brasil, o desafio é ampliado pela combinação entre a movimentação intensa de navios, caminhões e trens nas áreas portuárias, além de limitações históricas de infraestrutura logística terrestre. Diante desse cenário, o governo federal e o setor privado têm ampliado investimentos em soluções voltadas à descarbonização e à eficiência operacional.

Governo amplia políticas de descarbonização no setor portuário

O Ministério de Portos e Aeroportos vem liderando iniciativas para acelerar a transição energética no setor. Entre as ações estão eletrificação de equipamentos, uso de energia em terra para navios atracados (Onshore Power Supply – OPS), monitoramento de emissões e incentivo ao uso de combustíveis de baixo carbono e hidrogênio verde.

O ministro da pasta, Tomé Franca, destaca que a agenda sustentável está no centro da estratégia de modernização logística do país.

“Nosso compromisso é com a construção democrática de políticas públicas que estimulam a sociedade a aderir práticas sustentáveis que estão na agenda dos debates sobre o futuro do Brasil e do nosso planeta”, afirmou.

Política de Sustentabilidade redefine padrões do setor de transportes

Em 2025, foi lançada a Política de Sustentabilidade do modal de transporte, que orienta os setores portuário, aeroportuário e hidroviário com base em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).

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A iniciativa estabelece diretrizes para gestão pública e privada, buscando integrar eficiência operacional, transparência e responsabilidade socioambiental em toda a cadeia logística brasileira.

Segundo o secretário nacional de Portos do MPor, Alex Ávila, os portos assumem papel estratégico na transição energética global.

“Mais do que pontos de passagem e comércio, os portos são estruturas estratégicas para viabilizar novas soluções energéticas e apoiar a descarbonização da navegação”, destacou.

A política também está alinhada aos compromissos climáticos do Brasil no Acordo de Paris e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Portos brasileiros adotam soluções tecnológicas e energia limpa

Diversos complexos portuários já avançam na implementação de tecnologias voltadas à sustentabilidade e à redução de emissões:

  • Porto de Santos (SP)
    • O maior porto da América Latina implantou sistema de energia elétrica em terra (OPS) para rebocadores atracados. A energia limpa, proveniente da usina hidrelétrica de Itatinga, reduz o uso de diesel e as emissões de CO₂ desde 2024.
  • Porto de Paranaguá (PR)
    • O terminal investe em expansão ferroviária e energia solar. O projeto Moegão, em fase final, ampliará a capacidade logística, enquanto sistemas fotovoltaicos já contribuem para reduzir emissões desde 2023.
  • Porto de Suape (PE)
    • O complexo será o primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina, com automação e infraestrutura digital integrada. A operação deve iniciar até o fim do ano.
  • Complexo do Pecém (CE)
    • O porto avança na consolidação de um hub de hidrogênio verde, com foco na produção de amônia verde e expansão da infraestrutura energética até 2030.
  • Porto do Açu (RJ)
    • O terminal aposta em um corredor verde para combustíveis de baixo carbono e projetos ligados ao hidrogênio, além de iniciativas para descarbonização da indústria siderúrgica.
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Infraestrutura portuária acelera transição energética no Brasil

O Ministério de Portos e Aeroportos também coordena programas estratégicos para modernizar o setor e reduzir emissões de gases de efeito estufa.

Entre eles está o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), desenvolvido em parceria com a Infra S.A., que avalia embarcações com base em 39 indicadores ambientais, sociais e operacionais.

Outro destaque é o Programa de Descarbonização de Portos (PND-Portos), que estabelece metas para eficiência energética, modernização da infraestrutura e redução progressiva das emissões no setor.

O ministro Tomé Franca reforça que os programas são essenciais para a transformação do modal logístico brasileiro.

“O PND-Portos e o PND-Navegação são instrumentos que vão guiar a transição energética dos setores portuário e aquaviário, alinhando o Brasil às melhores práticas globais”, afirmou.

Na interface com o setor privado, o Pacto pela Sustentabilidade já reconheceu empresas comprometidas com práticas ESG, incluindo iniciativas apresentadas durante conferências internacionais como a COP30, em Belém (PA).

Setor portuário reforça protagonismo na agenda climática global

Com a adoção de novas tecnologias, políticas públicas e investimentos privados, os portos brasileiros se consolidam como peças-chave na estratégia nacional de descarbonização.

A tendência é que a combinação entre energia limpa, digitalização e eficiência logística transforme o setor em um dos principais vetores da transição energética do país nas próximas décadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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