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CHANDON Brasil lança programa de sustentabilidade e fortalece compromisso com biodiversidade

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CHANDON Brasil consolida ações de sustentabilidade

A CHANDON Brasil apresentou oficialmente seu Programa de Sustentabilidade e Biodiversidade, reafirmando o compromisso da vinícola em preservar o meio ambiente, regenerar os solos e fortalecer vínculos com as comunidades locais. O evento contou com a presença de especialistas e marcou um novo capítulo na trajetória da maison, que é reconhecida globalmente como o maior domínio de espumantes do mundo, atuando em seis países.

No Brasil, a marca destaca sua liderança ao implementar práticas de viticultura regenerativa, proteção à biodiversidade e gestão responsável da água e da pegada de carbono.

Viticultura regenerativa e proteção da biodiversidade

Certificada desde 2020 pela PIUP (Produção Integrada de Uva para Processamento), a CHANDON Brasil reforça seu papel pioneiro ao estabelecer metas ambientais até 2028, com o objetivo de alcançar certificação completa em agricultura regenerativa.

Atualmente, 36% dos 100 hectares da vinícola são destinados à preservação da vegetação nativa, à criação de corredores biológicos e à manutenção de refúgios naturais para aves, mamíferos e polinizadores. Entre os projetos em andamento estão:

  • Replantio de 7,5 hectares de butiazeiros em parceria com a EMBRAPA;
  • Manutenção de 90 colmeias de abelhas nativas sem ferrão nos biomas Pampa e Mata Atlântica.
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Inovação e responsabilidade ambiental

A CHANDON Brasil também tem investido em tecnologias e práticas sustentáveis, entre elas:

  • 100% da energia elétrica proveniente de fontes renováveis, incluindo painéis solares em Encruzilhada do Sul;
  • 100% da água tratada e reutilizada dentro da própria vinícola;
  • Garrafas de vidro verde com 80% de material reciclado e peso reduzido, adotadas desde 2001, para diminuir emissões de carbono;
  • Redução de 70% no uso de inseticidas desde 2023, com aumento no uso de biocompostos e bioinsumos no lugar de defensivos químicos.
Compromisso global e impacto local

O programa brasileiro integra a plataforma global Lands of Biodiversity, que orienta as práticas da CHANDON em seus seis domínios: Argentina, Califórnia, Brasil, Austrália, China e Índia. As ações se baseiam em três pilares: regenerar solos, proteger a biodiversidade e colaborar com as comunidades.

Para Catherine Petit, diretora geral da Moët-Hennessy Brasil, “Ser sustentável é devolver à natureza o que ela generosamente nos oferece. Cada terroir CHANDON é um ecossistema vivo, e cuidar dele é parte essencial do nosso ofício como viticultores.”

Com este lançamento, a CHANDON reafirma sua vocação como uma marca global com raízes locais, que combina inovação, responsabilidade ambiental e paixão pelo vinho, promovendo um futuro mais equilibrado para o campo, a sociedade e os consumidores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Suinocultura deve atingir 53 milhões de cabeças até 2030

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O rebanho suíno brasileiro deve chegar a 53 milhões de cabeças até 2030, crescimento de cerca de 10% em relação ao patamar atual, segundo projeção da Fundação Getulio Vargas (FGV). A expansão acompanha um mercado que vem ganhando tração no consumo interno e nas exportações, mas também pressiona a conta de custos dentro da porteira, especialmente por causa da dependência de milho, farelo de soja, energia e mão de obra.

O Brasil contabilizou 43,9 milhões de suínos em 2024, alta de 1,8% sobre o ano anterior, conforme a Pesquisa da Pecuária Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção segue concentrada no Sul. Santa Catarina é o principal estado produtor, seguido por Paraná e Rio Grande do Sul. O Paraná, segundo maior rebanho do país, chegou a 7,3 milhões de cabeças em 2024, com 16,6% do efetivo nacional; juntos, os três estados do Sul respondem por 51,9% da produção brasileira.

A força do setor também aparece no comércio exterior. As exportações brasileiras de carne suína somaram 1,510 milhão de toneladas em 2025, recorde histórico e alta de 11,6% sobre 2024. A receita chegou a US$ 3,619 bilhões, crescimento de 19,3%, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). As Filipinas passaram a liderar os destinos, com 392,9 mil toneladas, à frente de China, Chile, Japão e Hong Kong.

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O início de 2026 manteve o ritmo positivo. No primeiro trimestre, o Brasil embarcou 392,2 mil toneladas de carne suína, avanço de 16,5% sobre igual período de 2025. A receita no intervalo somou US$ 916 milhões, alta de 16,1%. Em março, os embarques chegaram a 153,8 mil toneladas, maior volume mensal da série, com receita de US$ 361,6 milhões. Santa Catarina também liderou as exportações no mês, com 71 mil toneladas, seguida por Rio Grande do Sul e Paraná.

A projeção da FGV indica que a expansão não ficará restrita ao eixo tradicional. A maior parte do crescimento continuará no Sul, mas estados fora da rota clássica da suinocultura devem ganhar espaço. Roraima pode chegar a 247 mil cabeças, avanço de 222% frente a 2019, enquanto Pernambuco deve dobrar o plantel, alcançando 1,7 milhão de animais. A interiorização da atividade reduz a dependência do Centro-Sul e aproxima a produção de novos mercados consumidores.

O crescimento, porém, não garante margem automaticamente. Entre julho de 2010 e maio de 2025, o preço médio do suíno subiu 237%, acima da inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que avançou 176% no período, segundo os dados do estudo. Ainda assim, o produtor seguiu exposto à oscilação dos grãos. A alimentação representa a maior parcela do custo de produção, e qualquer alta do milho ou do farelo de soja reduz rapidamente a rentabilidade da granja.

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Além da conta econômica, há pressão ambiental. A expansão do rebanho aumenta o volume de dejetos e as emissões de metano, o que torna o uso de biodigestores uma alternativa cada vez mais importante. A tecnologia permite transformar resíduos em biogás, energia e biofertilizantes, reduzindo passivos ambientais e criando uma nova fonte de receita. Levantamentos da Embrapa apontam que os custos de produção de suínos voltaram a subir em 2025, reforçando a necessidade de eficiência dentro da propriedade.

A tendência é que a suinocultura brasileira avance apoiada em três pilares: demanda interna por proteína mais acessível, diversificação dos mercados externos e maior profissionalização das granjas. Para o produtor, o desafio será transformar crescimento de rebanho em renda. Isso dependerá menos do número de animais alojados e mais da capacidade de controlar custo, aproveitar dejetos, melhorar conversão alimentar e acessar mercados que paguem melhor pela proteína brasileira.

Fonte: Pensar Agro

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