AGRONEGÓCIO

CESB prorroga prazo final para as inscrições do Desafio Nacional de Máxima Produtividade

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Devido ao atraso de plantio e às dificuldades de produção, com forte influência das adversidades climáticas, o Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) adiou, em solidariedade aos sojicultores, o prazo final de inscrições para a 16ª Edição do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja.

Agora, os sojicultores terão até dia 15 de fevereiro para participar desta iniciativa do CESB, considerada referência na sojicultura nacional.

Para se inscrever, o sojicultor precisa acessar o site www.cesbrasil.org.br, seguir corretamente todas as instruções e preencher informações referentes à safra 23/24. O valor é de R$ 150,00 para inscrições não-patrocinadas e 100% gratuitas para inscrições que indicarem algum dos patrocinadores do CESB.

Após conclusão do Desafio CESB, todos os participantes classificados receberão um laudo/relatório das áreas auditadas, contendo georreferenciamento da área auditada, descritivo do campo de produção, informações técnicas de manejo, registro fotográfico e informações adicionais (caso exista…), além de um certificado de participação, com sua classificação no Desafio CESB de Máxima Produtividade da Soja.

Novidades de Sucesso – A 16ª Edição do Desafio CESB será uma edição comemorativa dos 100 anos da soja no Brasil.

Em 1924, as primeiras sementes de soja chegaram ao Brasil. Elas foram plantadas e deram origem às primeiras plantações desta oleaginosa, que foram colhidas e distribuídas para serem replantadas pela comunidade. De lá para cá, 100 anos se passaram e a cultura da soja impactou e transformou toda a economia brasileira, expandindo sua prosperidade para outros setores e transformando vidas.

Em comemoração a esta revolução no agro brasileiro, impulsionada pela sojicultura, o CESB deverá estampar em suas comunicações o selo comemorativo de 100 anos de soja no Brasil, em parceria com a 24ª FENASOJA, a Feira Nacional da Soja, que deverá ocorrer de 17 a 26 de maio de 2024, no Parque Municipal de Exposições Alfredo Leandro Carlson, em Santa Rosa – RS. O evento trará uma série de ações comemorativas da cultura.

Tradicionalmente, o Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja do CESB realiza diversas iniciativas marcantes e inovadoras em prol do fortalecimento da sojicultura nacional e do agronegócio brasileiro. Entre as ações, vale destacar a renovação da importante parceria CESB/ SKYFLD®, com a qual todos os participantes da 16ª Edição do Desafio CESB serão contemplados com acesso gratuito (pelo período de 01 ano) ao moderno software de agricultura de precisão e monitoramento SKYFLD®, que deverá fornecer uma solução inovadora e, portanto, auxiliar o produtor quanto à análise de dados, melhora na tomada de decisão e previsibilidade das auditorias. Esta plataforma garantirá uma infraestrutura para acompanhamento digital das áreas inscritas no Desafio, planejamento e documentação das atividades de campo, além de outras funcionalidades e soluções digitais que visam otimizar as produtividades.

Com mais de 6.500 inscrições, a 15ª Edição do Desafio, que contemplou os sojicultores vencedores da safra 22/23, introduziu uma série de novidades que, devido a grande aceitação do mercado e enorme sucesso, serão mantidas nesta nova Edição, tais como a criação da categoria regional Norte e o aumento do patamar de produtividade.

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A criação da categoria regional Norte foi fruto do desmembramento da Região Norte e Nordeste, para que cada região tenha o devido e merecido destaque no Desafio. Na última edição, os vencedores foram o Grupo Gorgen e seu consultor, Edinei Fugalli, que obtiveram a importante marca de 108,63 sacas por hectare na Fazenda São Gabriel, em Mateiros (TO).

Já o aumento do patamar de produtividade esperado para os participantes é consequência da constante evolução dos participantes e das novas tecnologias e técnicas utilizadas na sojicultura nacional.

De acordo com Marcelo Habe, Presidente do CESB, o Comitê elevou a tradicional “régua de produtividade” de 90sc/ha para 95sc/ha, devido ao elevado desempenho dos sojicultores. “Ao equilibrarem de uma forma sólida a produtividade com a defesa da sustentabilidade, os produtores rurais ampliaram os índices produtivos de uma forma impactante, o que ampliou o grau de competividade do Desafio. Para contar com auditoria oficial do CESB, basta realizar o acionamento em nosso site.”.

Habe acrescenta que a última edição teve mais de 950 auditorias distribuídas nas diversas regiões do Brasil. “Esse número confirma que os sojicultores vêm entregando excelentes números, mesmo em uma safra com tantas adversidades, como escassez de chuva e pouco enchimento de grãos”, observa.

Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, acrescenta que a auditoria utiliza rigorosos protocolos, o que confere total transparência ao Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja. “A cada ano, o CESB avalia a eficiência técnica do processo de auditagem da última safra a fim de melhorar o processo. A Somar tem uma grande experiência e eficiência em auditagem e no atendimento das solicitações dos produtores. Novas regras e possíveis mudanças no processo são compartilhadas em tempo hábil para que a equipe de auditores receba a devida capacitação”.

ESG – Todos os Campeões do CESB passam por um processo minucioso de checagem eco ambiental na qual práticas ESG voltadas para a preservação do meio ambiente, responsabilidade com a sociedade e transparência empresarial são levadas em consideração. Um exemplo é a importante análise de ecoeficiência, que tem como objetivo integrar a Avaliação de Ciclo de Vida e custos para gerar um indicador combinado, seguindo padrões internacionais conhecidos. O escopo da análise engloba todas as fases da produção, desde o cultivo até a colheita e considera insumos agrícolas, combustíveis e água que contribuem para a produtividade auditada. Os dados são obtidos diretamente dos produtores, e cada campeão de produtividade é comparado com a média eco ambiental de sua região. Os resultados mostram que os campeões superam suas médias regionais em ecoeficiência, ilustrando o impacto positivo das melhores práticas agrícolas.

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Desta forma, a fim de obter-se um panorama ambiental das propriedades e contribuir para possíveis ações sustentáveis, os auditores deverão solicitar, no momento de realização das auditorias e/ou por telefone, a coleta do Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades envolvidas no Desafio CESB. Todas as informações obtidas serão tratadas com sigilo e confidencialidade, sem divulgação de detalhes específicos das fazendas e em conformidade com as leis vigentes de proteção de dados.

Marca de 134,46 sacas por hectare

A última edição do Desafio, a 15ª Edição, teve como grandes campeões nacionais e vencedores da região Sudeste o sojicultor João Lincoln Reis Veiga, da Fazenda Congonhal, de Nepomuceno (MG), que venceu a categoria cultivo Sequeiro/Nacional e categoria cultivo Sequeiro/Sudeste, com 134,46 sacas por hectare.

O sojicultor João Antonio Gorgen foi o vencedor em duas regiões, na categoria cultivo Sequeiro/Nordeste e categoria cultivo Sequeiro/Norte. No Nordeste, com a Fazenda Barcelona, de Riachão das Neves (BA), que registrou 119,71 sacas por hectare; e no Norte, com a Fazenda São Gabriel, de Mateiros (TO), que obteve 108,63 sacas por hectare. Este duplo reconhecimento em regiões distintas, reforça a tese do CESB de que a alta produtividade, que envolve muito conhecimento, uso de tecnologias e boas práticas agrícolas, é transferível e replicável. E por outro lado, enfraquece uma crença limitante que associa a alta produtividade com fatores como tipo de solo ou clima de uma região específica.

O vencedor da categoria cultivo Sequeiro/Sul foi o produtor Moacir Griss, da Fazenda Santa Cruz, de Clevelândia (PR), com 132,83 sacas por hectare, e o ganhador da categoria cultivo Sequeiro/Centro-Oeste foi o sojicultor Caetano Polato, da Fazenda Gravatai, de Itiquira (MT), com 106,01 sacas por hectare.

Na categoria cultivo Irrigado/Nacional, o ganhador foi o sojicultor Norio Fujisawa, da Fazenda Campos Verdes, de Itapeva (SP), com 111,75 sacas por hectare.

Período de Inscrições – As inscrições do 16º Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja vão até dia 31 de janeiro de 2024. Em função das regras impostas pela LGPD, todos os participantes deverão renovar seus cadastros com o CESB. A renovação do cadastro contribuirá para o melhor controle em relação aos envios dos laudos técnicos e certificados emitidos pelo CESB e para uma maior segurança da informação, tanto dos próprios participantes, quanto do CESB.

O CESB é composto por 19 membros especialistas e 25 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, BAYER, SYNGENTA, JACTO, Alltech, Atto Sementes, Brasmax, Corteva, Eurochem FTO, Ferticel, ICL, Koppert, Mosaic, Stoller, Sumitomo Chemicals, Timac Agro, TMF, Ubyfol, UPL, Yara, Elevagro, IBRA e Somar Serviços Agro. Mais informações pelo telefone: (15) 3418.2021 ou pelo site www.cesbrasil.org.br.

Fonte: Ação Estratégica

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Comissão da Câmara aprova “escudo” para responder a barreiras ambientais

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A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (1º), o parecer ao Projeto de Lei 3.838/2024, de autoria da deputada Rúbia Fernanda Díniz Robson Santos de Siqueira (integrante da Frente Parlamentar Agropecuária – FPA), conhecida publicamente como Coronel Fernanda. A proposta estabelece instrumentos legais para que o Brasil possa reagir de forma institucional a medidas ambientais unilaterais impostas por outros países ou blocos econômicos que prejudiquem a competitividade da produção nacional.

O projeto tem endereço certo: a crescente onda de normas ambientais externas, como o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que na prática restringem a entrada de produtos brasileiros baseando-se em critérios definidos unilateralmente pelo bloco europeu.

O que o projeto muda para o produtor

Até hoje, quando um mercado consumidor impõe uma regra nova — como a exigência de rastreabilidade ou restrições de uso do solo que não fazem parte da legislação brasileira —, o setor produtivo nacional sofre o impacto direto no preço e na burocracia, enquanto o Estado brasileiro muitas vezes carece de um instrumento legal claro para responder na mesma moeda.

Caso este projeto se torne lei, o governo ganharia respaldo jurídico para utilizar o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e a Lei da Reciprocidade Econômica como ferramentas de defesa comercial. Se um país bloqueia ou dificulta a entrada de grãos ou carne brasileira sob alegações ambientais que não possuem amparo no consenso internacional, o Brasil terá base legal para, por exemplo, exigir critérios equivalentes nas importações vindas desses mesmos mercados ou estabelecer medidas de compensação.

Exemplos práticos e a “Moratória”

O setor produtivo tem no radar casos como a chamada Moratória da Soja — um acordo privado, mas com forte influência de mercado, que restringe a comercialização de soja cultivada em áreas desmatadas no bioma Amazônico, mesmo que a lei brasileira permita o desmatamento legal em determinada percentagem da propriedade.

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A lei proposta por Fernanda Curti não anula acordos privados, mas cria um “escudo” para quando essas pressões se tornam políticas de Estado ou de blocos econômicos. O objetivo é evitar que o produtor rural seja submetido a um regime de “dupla penalidade”: cumprir o Código Florestal brasileiro e, ainda assim, ser punido por regras de terceiros que ignoram o sistema legal do país.

Segurança jurídica

A alteração no texto, que alinha a proposta ao marco legal de carbono já vigente no Brasil, busca garantir que a reação não seja apenas uma resposta diplomática, mas uma medida amparada pelo ordenamento jurídico nacional.

A ideia é transformar a “reciprocidade” — princípio básico do comércio internacional — em uma regra clara: se o mercado europeu ou norte-americano quer regular a produção brasileira via exigências ambientais, o Brasil se reserva o direito de auditar e exigir critérios de sustentabilidade e reciprocidade dos produtos que esses países nos enviam.

Para o produtor rural, a medida representa uma tentativa de equilibrar a balança. O projeto de lei, agora, segue para a análise do Plenário da Câmara, onde passará por novas discussões sobre a aplicação prática desse mecanismo de defesa frente às pressões dos mercados globais.

Na opinião do presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), a medida não é apenas uma questão de defesa comercial, mas de garantia da soberania nacional sobre a produção rural.

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“O que temos visto nos últimos anos é uma tentativa clara de países e blocos econômicos de exportarem suas próprias legislações para dentro do território brasileiro, ignorando o rigor do nosso Código Florestal e ferindo a nossa soberania. O produtor rural brasileiro não pode continuar refém de um protecionismo verde disfarçado de preocupação climática, que muda as regras comerciais unilateralmente apenas para minar a competitividade do nosso agronegócio lá fora”, avalia o presidente do IA.

“A aprovação deste projeto de lei deve trazer um equilíbrio indispensável para a balança comercial. Ao institucionalizarmos a reciprocidade, o Brasil abandona uma postura passiva e ganha um instrumento jurídico robusto para negociar de igual para igual. A mensagem passa a ser clara: se impuserem critérios que extrapolam acordos internacionais às nossas commodities, nós também aplicaremos exigências equivalentes aos produtos importados. Não se trata de revanchismo, mas de garantir um comércio justo e frear os abusos”, avalia Rezende.

“Para quem está na ponta, operando a fazenda, essa medida significa paz de espírito e segurança jurídica. O produtor que preserva suas áreas, respeita as leis ambientais brasileiras e produz com excelência precisa ter a garantia de que o Estado o defenderá de sanções externas injustas ou moratórias arbitrárias. Esse escudo legal mostra ao mercado global que o Brasil tem plena consciência do seu tamanho como potência agrícola e ambiental, e que não aceitaremos imposições que prejudiquem quem trabalha dentro da legalidade”, completou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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