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Cerrado mineiro é reconhecido como Arranjo Produtivo Local de Café

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A Região do Cerrado Mineiro foi oficialmente reconhecida como um Arranjo Produtivo Local (APL) com foco na produção de café. A formalização foi publicada no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais, por meio da Resolução nº 18/2024. Com essa conquista, o Cerrado Mineiro se une a outros dois APLs do estado: Sudoeste de Minas e Campo das Vertentes, consolidando a importância da cafeicultura para a economia regional.

“Esse reconhecimento mostra a força e organização do nosso ecossistema de café, com uma cadeia produtiva bem estruturada, envolvendo produtores, associações, cooperativas, exportadores e fornecedores de insumos. Com esse título, esperamos aumentar a visibilidade do nosso café e torná-lo ainda mais competitivo no mercado”, afirma Juliano Tarabal, superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado.

A Região do Cerrado Mineiro abrange 55 municípios, com mais de 4,5 mil cafeicultores no Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste do estado, que fazem do café um importante motor econômico local. São mais de 255 mil hectares de plantações, responsáveis por 12,7% da produção de café no Brasil e 25,4% da produção mineira, resultando em uma média de 6 milhões de sacas produzidas anualmente. Além disso, até março deste ano, mais de 8 mil hectares de café já foram certificados em Agricultura Regenerativa.

Os cafés da região têm características únicas, graças ao clima bem definido, com verões quentes e úmidos e invernos amenos e secos. Os grãos são cultivados em altitudes que variam entre 800 e 1.300 metros, o que contribui para uma bebida de sabor distinto e alta qualidade.

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A Importância do APL para a Região e o Setor do Café

A certificação como Arranjo Produtivo Local traz diversos benefícios, como atrair investimentos e promover a inovação na cadeia produtiva do café. Segundo Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, o reconhecimento também fortalece a economia local e a comunidade, ao abrir portas para políticas públicas e programas de apoio ao desenvolvimento socioeconômico regional.

O Sebrae Minas apoia os produtores da região há mais de duas décadas, oferecendo capacitações, estratégias para valorizar o produto, busca de certificações e outras iniciativas. Foi no Cerrado Mineiro que a primeira edição do Educampo Café aconteceu, em 2001. Além disso, a região foi pioneira em conquistas importantes, como a primeira Denominação de Origem para cafés no Brasil, em 2013, a Indicação de Procedência, em 2005, e o selo do Programa de Qualidade do Café, em 2019.

Desde 2015, um Plano de Desenvolvimento, Sustentabilidade e Promoção da Região do Cerrado Mineiro tem orientado ações estratégicas para os mercados nacional e internacional, bem como para a gestão, treinamento e consultoria para os produtores na colheita e pós-colheita. Em 2024, a região do Cerrado Mineiro está entre as rotas prioritárias para receber incentivos do Sebrae Minas e da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), parte de uma estratégia para fortalecer a atividade turística no estado.

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O Que é um Arranjo Produtivo Local (APL)?

Um APL é um conjunto de empresas localizadas em um mesmo território, que têm especialização produtiva e mantêm vínculos de cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais, como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa. Em Minas Gerais, existem 68 arranjos presentes em mais de 300 municípios, reunindo mais de 85 mil empresas e gerando mais de 247 mil empregos diretos.

Os principais segmentos de APL no estado são: confecção, moveleiro, bebidas, tecnologia da informação, metal-mecânico, apicultura, calçadista e cafeicultura. A certificação tem validade por três anos, podendo ser renovada com base no desenvolvimento da vocação econômica da região.

Com esse reconhecimento, a Região do Cerrado Mineiro reafirma sua importância como um centro de produção de café de alta qualidade, com impacto significativo na economia local e nacional. A certificação como APL abre novas oportunidades para crescimento, inovação e fortalecimento do setor cafeeiro, que continua a ser um dos pilares do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja recua na Bolsa de Chicago e no mercado físico com pressão do petróleo, geopolítica e logística no Brasil

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O mercado da soja voltou a operar em baixa nesta quinta-feira (7), tanto na Bolsa de Chicago quanto no mercado físico brasileiro, em um movimento influenciado principalmente pelo recuo do petróleo, pelas incertezas geopolíticas e pelas condições da safra norte-americana. O cenário reforça a volatilidade das commodities agrícolas diante de fatores externos e internos que seguem pressionando as cotações.

Na Bolsa de Chicago, os contratos da soja operaram em queda no início da manhã, com perdas entre 1,50 e 3 pontos. O contrato de julho voltou a perder o patamar de US$ 12,00 por bushel, sendo negociado a US$ 11,93. O vencimento de setembro ficou em US$ 11,66. O farelo e o óleo de soja também registraram recuos, ainda que mais moderados do que na sessão anterior, sem quedas superiores a 0,3%.

Geopolítica entre EUA e Irã aumenta volatilidade nos mercados

O principal fator de pressão segue sendo o ambiente externo, com destaque para as expectativas em torno de um possível entendimento entre Estados Unidos e Irã. O mercado acompanha com atenção as negociações que podem levar à reabertura do Estreito de Ormuz, o que impactaria diretamente o fluxo global de petróleo e, consequentemente, as commodities.

O avanço das discussões provocou forte reação nos mercados na véspera, com queda generalizada em grãos e energia. No entanto, analistas reforçam que o cenário ainda é instável e sujeito a reversões rápidas, mantendo a volatilidade como principal característica do mercado neste momento.

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Além disso, o bom andamento do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos, aliado às condições climáticas favoráveis, contribui para limitar movimentos de alta na soja, ampliando a pressão baixista.

Outro ponto de atenção dos traders é o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, previsto para ocorrer em Pequim nos próximos dias, que pode trazer novos direcionamentos para o comércio global de commodities.

Soja também cai no Brasil com clima adverso e gargalos logísticos

No mercado brasileiro, a pressão internacional se soma a fatores internos, como problemas climáticos, gargalos logísticos e custos elevados de transporte.

Segundo a TF Agroeconômica, os contratos de soja encerraram a sessão anterior em queda na CBOT, com o vencimento de maio recuando 1,40%, para US$ 11,79 por bushel, e julho caindo 1,38%, para US$ 11,9475. O farelo de soja também recuou 0,97%, enquanto o óleo caiu 2,46%, refletindo o impacto direto da retração do petróleo.

Clima e logística pressionam preços no mercado físico brasileiro

No Rio Grande do Sul, a colheita da soja já atingiu 79% da área, mas segue marcada por forte preocupação com a estiagem, que pode causar perdas de até 50,4% em algumas regiões. A falta de diesel também tem prejudicado a operação de colheitadeiras e elevado os custos produtivos.

As cotações no estado refletiram esse cenário: em Nonoai, a soja caiu 1,75%, para R$ 112,00 por saca, enquanto no porto de Rio Grande o preço ficou em R$ 129,00, recuo de 0,77%.

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Em Santa Catarina, o mercado apresentou maior estabilidade, sustentado pela demanda da cadeia de proteína animal. Em Palma Sola, a saca foi cotada a R$ 112,00 e em Rio do Sul a R$ 118,00. No porto de São Francisco, o preço ficou em R$ 130,00.

No Paraná, houve recuo de 1,79% em Jacarezinho e Londrina, com a saca a R$ 110,00, enquanto o aumento do custo do frete para Paranaguá, pressionado pelo diesel, adiciona tensão ao mercado.

Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande registrou queda de 4,50%, para R$ 106,00, refletindo disputa logística com o milho. Já em Mato Grosso, a colheita foi concluída em 100%, com destaque para o aumento no frete entre Sorriso e Miritituba, que recuou 2,97%, para R$ 306,67 por tonelada.

Mercado segue volátil e atento ao cenário global

O conjunto de fatores reforça um ambiente de elevada volatilidade para a soja, com o mercado ainda altamente dependente de decisões geopolíticas, movimentos do petróleo, clima nos Estados Unidos e gargalos logísticos no Brasil.

A expectativa dos analistas é de que o comportamento dos preços siga sensível a novas notícias envolvendo o Oriente Médio e ao desenrolar da safra norte-americana nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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