AGRONEGÓCIO

Cepea Inova com Nova Versão do Aplicativo “Boi Cepea” para Pecuaristas

Publicado em

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, acaba de lançar uma nova versão do aplicativo “Boi Cepea”, pioneiro na coleta de informações do setor pecuário via app, em operação desde junho de 2016. A atualização traz recursos que tornam ainda mais ágil e intuitiva a interação dos pecuaristas com a plataforma, ampliando o acesso a dados estratégicos para a tomada de decisões no mercado.

Com o novo aplicativo, os produtores podem informar suas transações de forma rápida e eficiente. A plataforma permite o armazenamento de informações sobre vendas e reposições diretamente no perfil do usuário, criando um histórico detalhado das operações realizadas. O sistema também facilita a inserção de dados ao permitir que o pecuarista “favorite” informações como a região e o frigorífico comprador, agilizando o processo.

Além disso, o “Boi Cepea” oferece uma série de funcionalidades que vão além da simples coleta de dados. Diariamente, o usuário tem acesso a cotações regionais do boi gordo, bezerro, boi magro e novilha, além dos preços da carne com osso no atacado de São Paulo. A plataforma possibilita a visualização de gráficos com o comportamento dos preços por região e comparação com o mercado futuro, uma ferramenta essencial para quem busca acompanhar as tendências de mercado.

Leia Também:  Preço dos combustíveis se estabiliza em março após meses de alta

Outra novidade da atualização é a seção de comentários e análises, onde os especialistas da equipe Boi Cepea, que há três décadas estudam o mercado pecuário brasileiro, oferecem insights detalhados e cálculos sofisticados para auxiliar os pecuaristas nas decisões estratégicas.

A comunicação com a equipe do Cepea também foi aprimorada, com a integração de um chat que permite um contato direto com os técnicos da instituição.

Como baixar o aplicativo

O aplicativo “Boi Cepea” está disponível para download nas plataformas PlayStore (Android) e App Store (Apple). Após o download, os pecuaristas que ainda não são colaboradores do Cepea devem realizar um cadastro, que será analisado pela equipe da instituição. Para aqueles que já são colaboradores, o acesso pode ser feito com o login e senha já utilizados no “Portal do Colaborador”.

Referência no mercado pecuário

Com mais de 30 anos de atuação, o Cepea mantém uma relação direta com os agentes da cadeia do boi gordo, coletando informações diariamente entre 9h e 17h. Esses dados servem de base para o cálculo do Indicador CEPEA/B3 e das médias regionais de preços do boi, vaca, novilha e carne, sendo uma referência tradicional no mercado pecuário brasileiro.

Leia Também:  Indigo destaca inovações em biotecnologia na Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO)

Além disso, o Cepea, em parceria com a B3, é responsável pelo Indicador do Boi CEPEA/B3, utilizado para liquidação de operações no mercado financeiro. Graças a parcerias com plataformas internacionais como Bloomberg e Refinitiv (Reuters), as cotações do Cepea para diversos produtos agropecuários são reconhecidas mundialmente como referência do mercado brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

Published

on

Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

Leia Também:  Mercado do milho segue travado no Sul do Brasil e recua na bolsa com exportações lentas

No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

Leia Também:  Vittia Apresenta Inovação com Biodefensivo Aplicado por Drones na Global Cana 2024

Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA