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Cenário pecuário: Análise detalhada do mercado de boi gordo em janeiro de 2024

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O início de 2024 revelou um mercado robusto para o boi gordo, com preços firmes tanto para o gado quanto para a carne. A Consultoria Agro do Itaú BBA destaca que, apesar da relativa estabilidade no mercado físico, os confinamentos enfrentam desafios com a elevação dos preços do milho e a perda de força nos futuros do boi.

Firmeza nos Preços e Exportações

O boi gordo em São Paulo manteve-se relativamente firme, oscilando em torno dos R$ 250/@, impulsionado por uma oferta de gado terminado mais contida. As carcaças, alinhadas com essa tendência, contribuíram para manter o spread dos frigoríficos no mercado interno em cerca de 4%.

Apesar dos recordes nas exportações em dezembro, o preço médio da carne exportada continua em queda, impactando o spread das exportações, que caiu para 2% em janeiro. Contudo, as quantidades exportadas em janeiro indicam mais um mês forte, apontando para o melhor janeiro já registrado.

Desafios para Confinamentos

Os confinamentos enfrentam pressões com a elevação de até 30% nos preços do milho em alguns estados, enquanto os contratos futuros do boi gordo para os próximos meses perdem força. O cenário para esses estabelecimentos, portanto, mostra-se desafiador.

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Perspectivas para Fevereiro

Com a melhora nas condições das pastagens após a volta das chuvas, a oferta de gado terminado deve evoluir positivamente a partir de fevereiro. O retorno às aulas e o carnaval tendem a impulsionar a demanda doméstica, favorecendo o escoamento da possível produção excedente, além de sustentar as exportações que continuam fortes.

Cenário Internacional e Perspectivas Futuras

Apesar da previsão do USDA indicar uma queda nas importações chinesas de carne bovina em 2024, o volume ainda é expressivo, favorecendo o Brasil. Os EUA, segundo maior importador, sinalizam aumento nas aquisições. A perspectiva é de crescimento nas exportações, com a Austrália seguindo o Brasil como um dos principais exportadores.

A Consultoria Agro do Itaú BBA destaca que, apesar dos desafios, a demanda global continua forte, proporcionando oportunidades para o setor pecuário brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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