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Cenário Macroeconômico: Brasil Enfrenta Desaceleração e Incertezas Globais

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Cenário Internacional: Políticas Comerciais e Inflação nos EUA

No contexto global, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que seu governo avalie a imposição de tarifas recíprocas sobre vários parceiros comerciais, com o objetivo de reequilibrar as relações comerciais do país.

Enquanto isso, o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, adotou um tom mais restritivo em relação à política monetária, indicando que não há urgência em reduzir os juros, dado que a economia norte-americana continua em ritmo aquecido. O índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA registrou um aumento de 0,4% no núcleo mensal, superando as expectativas do mercado.

Cenário Doméstico: Banco Central Mantém Juros Restritivos

No Brasil, o presidente do Banco Central ressaltou que a instituição tem mantido os juros em um patamar restritivo para conter a inflação e garantir estabilidade econômica. Apesar disso, os últimos indicadores de alta frequência apontam uma perda de dinamismo da atividade econômica no fim de 2024.

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O índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,7% em dezembro na comparação mensal, encerrando o ano com crescimento de 3,8%, ante 2,7% em 2023. O setor de serviços também registrou queda de 0,5% no último mês do ano, mas acumulou expansão de 3,1% no período. Entre as categorias, apenas os serviços de transporte não apresentaram crescimento, influenciados pela menor safra de grãos.

Varejo e Expectativas para o Dólar

As vendas no varejo ampliado surpreenderam negativamente, com retração de 1,1% em dezembro, apesar do crescimento acumulado de 4,1% no ano. O real brasileiro segue vulnerável às incertezas globais e locais, e o Rabobank projeta que o dólar encerre 2025 cotado a R$ 5,94.

Próximos Indicadores e Expectativas para 2025

Nos próximos dias, o mercado acompanhará a divulgação de indicadores econômicos relevantes, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a taxa de desemprego e dados fiscais do governo. No cenário internacional, destacam-se os indicadores de atividade do Chile e a inflação no Peru.

Diante desse panorama, espera-se que a economia brasileira desacelere em 2025, impactada por condições de crédito mais restritivas e menor impulso fiscal. No entanto, a recuperação da safra de grãos e a resiliência do mercado de trabalho podem amenizar esses efeitos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mudanças climáticas impactam suinocultura e exigem novas estratégias nutricionais, aponta pesquisa da UFMG

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As mudanças climáticas e o aumento das temperaturas médias vêm afetando diretamente o desempenho da suinocultura global. O avanço das ondas de calor já é considerado um dos principais desafios da atividade, com impactos sobre bem-estar, saúde e produtividade dos animais.

O tema foi destacado pelo professor e pesquisador Bruno Silva, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), referência em bioclimatologia animal e nutrição de suínos.

Estresse térmico é o principal limitante da produção de suínos

Segundo o pesquisador, o ambiente térmico tornou-se o principal fator limitante da produção suinícola atualmente.

Os suínos são altamente sensíveis ao calor devido ao fato de possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas. Quando expostos a temperaturas acima da zona de conforto térmico, que varia entre 16°C e 21°C para matrizes e entre 26°C e 34°C para leitões, os animais apresentam queda de desempenho e maior vulnerabilidade fisiológica.

O estresse térmico provoca redução no consumo de alimentos, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo, afetando diretamente a eficiência produtiva.

Perdas econômicas globais com calor na suinocultura

O impacto do calor na produção suinícola já tem reflexos econômicos significativos em nível global.

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Nos Estados Unidos, as perdas relacionadas ao estresse térmico em suínos alcançaram cerca de US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde altas temperaturas são frequentes, os prejuízos estimados variam entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões no mesmo período.

De acordo com Bruno Silva, além das mudanças climáticas, o avanço genético das fêmeas modernas também contribui para esse cenário. Animais mais produtivos geram maior calor metabólico, tornando-se mais sensíveis às variações de temperatura.

Nutrição adaptada é estratégia para reduzir impactos do calor

Diante desse cenário, o pesquisador destaca a necessidade de ajustes nutricionais como forma de reduzir os efeitos do estresse térmico.

Entre as principais estratégias estão a redução da proteína bruta na dieta e o uso de aditivos e nutrientes específicos. O objetivo é diminuir o efeito termogênico da alimentação e auxiliar na manutenção da homeostase metabólica e da integridade intestinal dos animais.

Livro técnico reúne estratégias para suinocultura moderna

Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje reúne contribuições de diversos pesquisadores, incluindo Bruno Silva.

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A obra foi lançada pela Novus, referência internacional em nutrição animal inteligente.

Segundo o pesquisador, a publicação representa um marco na atualização do conhecimento científico sobre matrizes suínas modernas, reunindo trabalhos de diferentes grupos de pesquisa ao redor do mundo.

Ele destaca ainda que o livro consolida informações fundamentais para nutricionistas e profissionais da área, ao reunir avanços recentes em manejo e nutrição voltados à suinocultura de alta eficiência.

Suinocultura entra em nova fase de adaptação climática

O aumento das temperaturas e a intensificação do estresse térmico reforçam a necessidade de adaptação da cadeia produtiva. Nesse contexto, a combinação entre genética, manejo, ambiência e nutrição torna-se cada vez mais essencial para manter eficiência produtiva e bem-estar animal em cenários climáticos mais extremos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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