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Cenário Desafiador: Milho Registra Queda nos Preços Internos e Externos, Impactando a Produção

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Janeiro e fevereiro marcaram mais um período de declínio nos preços do milho, conforme aponta a Consultoria Agro do Itaú BBA. A combinação da redução dos valores internacionais e do progresso na colheita da primeira safra no Brasil resultou em uma diminuição significativa nos preços do cereal. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reportou uma redução na produção nacional de milho, influenciada pela queda na área e na produtividade. A Bolsa de Rosário, assim como fez com a soja, também reduziu as estimativas de produção de milho na Argentina devido às condições climáticas desfavoráveis.

No mercado internacional, o milho teve uma queda de 3,8% em janeiro, chegando a USD 4,52/bu, e uma nova desvalorização de 6,3% em fevereiro, atingindo USD 4,35/bu. Essa tendência reflete um cenário mais confortável para o equilíbrio entre oferta e demanda nos Estados Unidos, com uma safra recorde projetada para 2023/24.

No mercado interno brasileiro, o milho acumulou uma desvalorização de 1,4% em janeiro, alcançando R$ 65,90/saca na praça de Campinas. Já em fevereiro, a média foi de R$ 62,54/saca, representando uma queda de 5,1%, pressionada pela colheita em andamento e pela desvalorização no mercado externo.

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A produção total de milho no Brasil para 2023/24 foi revisada para baixo, atingindo 113,7 milhões de toneladas, com uma redução de quase 4 milhões de toneladas em relação à estimativa anterior. A Conab realizou o maior ajuste na produção da segunda safra de milho, com uma diminuição de 3,1 milhões de toneladas. A Bolsa de Rosário projeta uma produção argentina de milho entre 55 e 57 milhões de toneladas, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima 55 milhões de toneladas.

O plantio da segunda safra de milho está adiantado no Paraná, com 55% da semeadura concluída, 40 pontos percentuais à frente do ano anterior. O USDA confirma uma tendência de redução na área plantada com milho nos Estados Unidos para 2024/25. Apesar do ajuste da Bolsa de Rosário, a Argentina projeta uma safra volumosa a partir de março. O país, com chuvas favoráveis nas últimas semanas, planeja exportar grandes volumes para equilibrar o excedente interno e abrir espaço para a safra de soja a partir de abril. A competição acirrada nos preços do milho argentino pode favorecer os embarques desse país em comparação com os EUA e o Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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