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Cenário cauteloso: Mercado brasileiro de milho enfrenta dia de negociações comedidas

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A comercialização doméstica permanece estagnada, refletindo a postura precavida dos produtores, que buscam realizar vendas a preços mais elevados. Enquanto isso, nos mercados internacionais, a Bolsa de Mercadorias de Chicago opera de maneira mista, sem uma direção clara, ao passo que o dólar apresenta recuo em relação ao real.

Na terça-feira, o mercado de milho no Brasil demonstrou estabilidade nos preços. As negociações seguem lentas, refletindo a atitude retraída dos produtores, que estão atentos às condições climáticas preocupantes para a safra de verão.

Em termos de valores, no Porto de Santos, a saca variou entre R$ 68,00/70,00 (CIF). Já no Porto de Paranaguá, a cotação também se manteve entre R$ 68,00/70,00 por saca.

Nos estados brasileiros, observa-se uma variação nos preços. No Paraná, a cotação ficou entre R$ 53,50/56,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, os valores variaram entre R$ 60,00/62,00 na Mogiana e, em Campinas CIF, entre R$ 65,00/67,00 a saca. No Rio Grande do Sul, o preço ficou entre R$ 63,00/66,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, a cotação foi de R$ 60,00/62,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, os preços variaram entre R$ 52,00/R$ 55,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, o preço ficou entre R$ 41,00/45,00 a saca em Rondonópolis.

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Chicago

Os contratos com vencimento em dezembro de 2023 na Bolsa de Chicago operam cotados a US$ 4,70 1/2 por bushel, registrando um aumento de 0,50 centavo de dólar por bushel ou 0,10% em relação ao fechamento anterior. Diante de um reposicionamento de carteiras de investidores em antecipação ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, o mercado permanece em queda. As cotações são influenciadas pelo avanço da colheita nos EUA e por um ambiente externo de maior aversão ao risco, com o dólar valorizando-se em relação a outras moedas e o petróleo em queda em Nova York.

Câmbio

O dólar comercial apresenta uma queda de 0,09%, cotado a R$ 4,8928. O Dollar Index registra um aumento de 0,08%, atingindo 103,64 pontos.

Indicadores Financeiros

Na Ásia, as principais bolsas encerraram com preços mais baixos, destacando-se a queda de 0,79% em Xangai e o aumento de 0,29% no Japão. Enquanto na Europa, as bolsas operam com índices mistos, com Paris e Frankfurt apresentando altas de 0,36% e 0,35%, respectivamente, e Londres registrando uma queda de 0,21%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ciclone, calor de 40°C e ar polar impõem desafios diferentes ao campo

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A formação de um ciclone extratropical no Sul, o calor próximo de 40°C no Centro-Oeste e a chegada de ar polar até a Amazônia mostram os contrastes climáticos que o produtor rural enfrentará nos próximos dias. Enquanto o tempo seco favorece a reta final da colheita do milho segunda safra, temporais, ventos fortes, baixa umidade e risco de geada exigem atenção em diferentes regiões do País.

O ciclone começa a se organizar nesta quinta-feira (20), entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, e deverá provocar chuva forte, granizo e rajadas de vento nos três estados do Sul. Na sexta-feira (21), o sistema ganha força sobre o oceano e se afasta da costa, mas deixa uma frente fria que avançará pelo Centro-Sul.

No Rio Grande do Sul, os temporais podem atingir todas as regiões. Os acumulados devem variar entre 10 e 50 milímetros na maior parte do estado, mas podem chegar a 80 milímetros no Oeste, na Campanha e no Sul. O risco é maior nas áreas onde rios e arroios já receberam volumes elevados de chuva.

As rajadas podem variar de 70 km/h a 90 km/h em pontos do Sul, especialmente entre as serras gaúcha e catarinense. Para o produtor, os principais riscos são o acamamento de lavouras, a queda de estruturas, danos a silos e galpões, interrupções no fornecimento de energia e dificuldade para a movimentação de máquinas.

A chuva também alcança Santa Catarina e Paraná, inicialmente pelas regiões oeste e sul. O excesso de umidade pode interromper colheitas, impedir a entrada de equipamentos e ampliar a pressão de doenças em cultivos de inverno.

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Depois dos temporais, a entrada de ar polar deverá provocar forte queda das temperaturas. Há possibilidade de geada no sul do Rio Grande do Sul e do Paraná e de temperaturas negativas em áreas de Santa Catarina durante o fim de semana. Lavouras sensíveis, hortaliças, fruticultura e animais jovens ou debilitados exigem acompanhamento mais próximo.

O frio avançará pelo interior do continente e atingirá Mato Grosso do Sul, São Paulo e partes de Mato Grosso. A massa de ar polar também deverá alcançar Acre e Rondônia, provocando friagem no sudoeste da Região Norte. A mudança brusca de temperatura pode elevar o desconforto dos rebanhos e exige cuidado com alimentação, abrigo e disponibilidade de água.

Ao mesmo tempo, grande parte do Centro-Oeste continuará sob calor intenso e baixa umidade. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê máximas entre 34°C e 38°C, com possibilidade de temperaturas superiores a 40°C em áreas de Mato Grosso e do norte de Mato Grosso do Sul.

A umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 20% em partes de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. A combinação de calor, vegetação seca e vento aumenta o risco de incêndios em lavouras, pastagens, reservas, palhadas e áreas próximas a armazéns.

O tempo firme, por outro lado, favorece a conclusão da colheita do milho segunda safra. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 84,7% da área nacional já foi colhida. Em Mato Grosso, os trabalhos estão praticamente encerrados, com produtividades superiores às estimativas iniciais.

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Em Goiás, a colheita avança principalmente nas regiões norte e leste. Mato Grosso do Sul deverá retomar o ritmo das operações depois das chuvas que limitaram a entrada das máquinas em parte do estado. A redução da umidade dos grãos no campo também pode diminuir a necessidade de secagem artificial e os riscos de deterioração durante o armazenamento.

O cenário é menos favorável para talhões tardios ainda em enchimento de grãos. A falta de água no solo, associada ao calor e à baixa umidade, eleva a perda de água pelas plantas e pode reduzir o peso final dos grãos.

Na pecuária, o período seco limita a rebrota das pastagens, reduz a oferta de forragem e piora a qualidade nutricional do pasto. O produtor pode precisar reforçar a suplementação, ajustar a lotação e garantir água em quantidade e qualidade adequadas. O calor também aumenta o risco de estresse térmico, principalmente em rebanhos mantidos em sistemas extensivos sem áreas suficientes de sombra.

No interior do Nordeste, o calor e a baixa umidade continuam predominando, enquanto as chuvas permanecem concentradas no litoral. No Norte, além da friagem no Acre e em Rondônia, há previsão de pancadas isoladas no Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará. Tocantins e o sul paraense continuam sob tempo predominantemente seco e elevado risco de propagação do fogo.

Fonte: Pensar Agro

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