AGRONEGÓCIO

Celso Ming: Os investimentos na economia estão em queda

Publicado em

O Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas (FGV), que procura antecipar essas estatísticas, mostrou que o investimento caiu 3,4% em relação ao de 2022, resultado que já fora medíocre. Outro dado que confirma essa fraqueza foi a queda na comparação anual de 8,5% no faturamento do setor de máquinas e equipamentos em 2023.

Por trás desse desempenho ruim está um fator já conhecido, a desidratação da indústria de transformação no Brasil. Os setores que mostram pujança nesse quesito, aponta o Monitor, são o agronegócio, a indústria extrativa (petróleo e minérios) e o de energia elétrica renovável, especialmente eólica e solar.

Em várias oportunidades, o governo Lula tem culpado a política monetária (política de juros) do Banco Central, como o principal desestimulador dos investimentos. Mas a indústria vem se queixando de que o tratamento alfandegário das importações tem sido leniente, especialmente na área de compras internacionais de até US$ 50 que, em novembro, por ocasião da Black Friday, alcançaram 14,6 milhões de encomendas isentas de Imposto de Importação.

Leia Também:  Investidores reduzem posições no milho e outros grãos antes de novos dados do USDA

Este é um segmento que continua forte, como mostram as estatísticas de janeiro, quando essas importações alcançaram os 13 milhões de mercadorias Este deve ser entendido mais como sintoma do que como causa do problema. Se não consegue competir nem no mercado de quinquilharias ou congêneres, como esse, como esperar que os investimentos da indústria se recuperem?

Investimento hoje é produção amanhã. Se está em franco recuo no PIB, como mostra o gráfico, será inevitável novo baque no crescimento econômico. As avaliações dos especialistas mostram que, se quiser crescer de maneira consistente em torno de 3% ao ano, o investimento teria de ficar entre 20% e 22% do PIB, e não na altura dos 18%, como é hoje.

Isto posto, o que esperar no futuro? O processo de redução dos juros poderia ajudar a inverter o jogo contra. Mas parece pouco. Não há confiança na solidez dos fundamentos da economia. O rombo fiscal continua aberto e tende a crescer em consequência do forte aumento das despesas. E pairam dúvidas sobre a eficácia da nova política industrial do governo.

Leia Também:  24º SBSA debate prevalência de dermatose em frangos de corte

A saída poderia ser a da concentração de esforços na área de transição energética, que reúne os maiores trunfos de sucesso. No entanto, o governo vem optando por estratégias defensivas, de proteção à ineficiência e imposição de índices de conteúdo local, que já deram errado.

Fonte: Estadão

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

MBRF amplia receita, bate recorde no 2º trimestre e reforça peso estratégico do Centro-Oeste

Published

on

By

Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs
Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs

A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos, encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 40,7 bilhões, alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado, e volume de vendas de 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre.

Os resultados também ajudam a dimensionar a importância estratégica do Centro-Oeste para a companhia. As operações da MBRF na região empregam cerca de 20 mil colaboradores, reforçando o impacto da empresa na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico regional.

O Centro-Oeste concentra ainda seis plantas industriais consideradas nesta estrutura, instaladas em Várzea Grande (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO), Mineiros (GO) e Dourados (MS).

A presença regional se estende à logística e distribuição. A MBRF mantém centros de distribuição em Várzea Grande e Cuiabá, em Mato Grosso; Goiânia, em Goiás; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e Brasília, no Distrito Federal.

Mato Grosso ganha protagonismo

Dentro dessa estrutura, Mato Grosso ocupa posição de destaque, reunindo três plantas industriais — Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum — além dos centros de distribuição de Várzea Grande e Cuiabá.

A presença da companhia em alguns dos principais polos do agronegócio brasileiro evidencia a conexão entre produção agropecuária, industrialização, geração de empregos, logística e acesso aos mercados consumidores. É justamente no Centro-Oeste, região central para a produção de proteínas e grãos do país, que a MBRF mantém uma estrutura relevante para sustentar sua plataforma multiproteína.

Leia Também:  Mercado de Soja em Chicago Registra Queda Acentuada Nesta Sexta-feira

No Brasil, o volume vendido pela operação BRF cresceu 4,6% frente ao primeiro trimestre, impulsionado pela ampliação da base de clientes e pela manutenção de elevados níveis de serviço. A integração comercial também permitiu levar o portfólio de bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda, uma das principais sinergias proporcionadas pela combinação dos negócios.

A operação BRF registrou receita líquida de R$ 15,4 bilhões no trimestre, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 3,8%, com margem de 16,8%.

No consolidado da MBRF, o EBITDA ajustado alcançou R$ 3,2 bilhões, crescimento de 5,4%, com margem de 7,9%. O lucro líquido foi de R$ 69 milhões.

“Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.

Segundo Miguel Gularte, CEO da MBRF, o desempenho reforça as perspectivas da companhia para os próximos meses. “O avanço consistente em nossos resultados ao longo do trimestre, com evolução operacional, comercial e na captura de sinergias, reforça nossa confiança e nos posiciona para capturar as oportunidades do segundo semestre.”

Leia Também:  Alongamento da Dívida Rural: Aspectos Legais, Requisitos e Consequências para os Produtores

Sinergias e eficiência

A integração dos negócios gerou R$ 158 milhões em sinergias no segundo trimestre, envolvendo frentes comerciais, suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas foram reduzidas em 13% na comparação anual.

Já o programa MBRF+, voltado à melhoria contínua, produtividade e eficiência, gerou outros R$ 328 milhões no período.

A companhia também registrou fluxo de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no trimestre e mantém o foco na melhoria da conversão de caixa e na gestão do capital de giro.

No mercado internacional, os resultados também avançaram. A Sadia Halal atingiu receita líquida de US$ 590 milhões, crescimento de 16,6%, e EBITDA ajustado de US$ 95 milhões, alta de 104,3%, alcançando margem recorde de 16,1%.

Na América do Sul, as operações de bovinos registraram receita líquida de R$ 6,389 bilhões, avanço de 26,4%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 22,1%, para R$ 570 milhões.

Sobre a MBRF

A MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, presente em 117 países e com um portfólio multiproteína que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, reúne 130 mil colaboradores no mundo e produz cerca de 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes.

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA