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Cavalgada de abertura da Expoagro em Cuiabá tem participação histórica do prefeito da capital

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Pela primeira vez na história, o prefeito da capital participou ativamente da tradicional cavalgada da Expoagro, que chega à sua 57ª edição este ano. A cavalgada, com cerca de 150 cavaleiros, incluindo o prefeito Abilio Brunini, percorreu o trajeto do Centro de Eventos Jonas Pinheiro (Parque de Exposições), no bairro Dom Aquino, até a sede da Prefeitura, para o tradicional café da manhã, simbolizando o início oficial das festividades, tendo a prefeitura como parceira.

Ao fim da cavalgada, Brunini anunciou a Noite Cuiabana na Expoagro, com muito rasqueado, lambadão e siriri.

“Fiquei feliz porque o presidente do Sindicato Rural, meu amigo Celso Nogueira, disse que sou o primeiro prefeito a participar da cavalgada (fazer o trajeto). Eu acho que não, deve ter tido outros prefeitos no passado, numa época em que era mais comum. Mas estou aqui participando, prestigiando e dando uma força para todos eles”, comentou o prefeito, reforçando seu compromisso com as tradições da capital.

O chefe do Executivo destacou a importância do momento para a cidade. “Nós não podemos fugir da nossa tradição, da nossa cultura, das nossas origens. Cuiabá tem uma ligação muito forte com o agro, com a área rural, com o cavalo, com o gado. Precisamos valorizar essa história. Essa cavalgada, saindo do Parque de Exposições até a Prefeitura, para fazer o simbólico pedido de bênção ao prefeito, é um gesto que ‘autoriza’ o Sindicato Rural de Cuiabá a iniciar a 57ª edição da Expoagro. A cavalgada é símbolo da cultura e da nossa conexão com o campo. Fiquei honrado em participar. A Expoagro terá nosso apoio, é um evento grandioso e importante para a nossa capital. Vamos continuar investindo e apoiando eventos tão importantes como este, que celebram a nossa tradição e a nossa história”, afirmou o prefeito.

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Segundo o diretor de eventos do Sindicato Rural e organizador da cavalgada, Bruno Nardez, a intenção é manter viva a história. “Estamos dando continuidade a um trabalho que começou há tempos, cada ano surpreendendo mais, a população aplaudindo na rua, é uma tradição que não pode morrer em Cuiabá. Tem sua devida importância porque Cuiabá começou assim, em cima de um lombo de cavalo e agora significa, para a população, a abertura da Expoagro”, explicou.

A programação da Expoagro este ano está recheada de atrações para todos os públicos. No dia 15, quarta-feira, acontece a Noite Cuiabana, uma celebração especial que vai reunir o siriri, o rasqueado e o tão aguardado lambadão, marcando, pela primeira vez, a presença da música regional dentro da Expoagro. “Com entrada totalmente gratuita. Além da música cuiabana, a Expoagro também contará com programação religiosa e sertaneja. E tem várias atrações para as crianças se divertirem no parque de exposições. É um evento para toda a família, que também pode aproveitar para conhecer mais sobre a cultura dos animais, como o cavalo e outros que estarão no local. Teremos rodeio e várias outras apresentações”, destacou o prefeito.

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Além disso, a Expoagro contará com dias dedicados a celebrações religiosas, tanto evangélicas quanto católicas, e manterá sua essência com a tradicional música sertaneja, que segue como a principal atração musical do evento.

A festa também será voltada para as famílias. Haverá áreas de lazer para as crianças, com parques de diversão e espaços educativos com exposição de animais, como cavalos e gado. O tradicional rodeio e diversas outras apresentações culturais também estão garantidas na programação.

Para o prefeito Abilio, a Expoagro é mais do que uma feira: “Ela é um marco. É o símbolo de que Cuiabá é a capital do agro. É a prova de que estamos prontos para receber o Estado de Mato Grosso nesse período de festividades. O sentimento é de que tudo vai dar certo, e que vamos continuar investindo e apoiando esse evento tão importante para a nossa história”.

Também integraram a comitiva da cavalgada o secretário-adjunto de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão; o diretor de Agricultura, Renildo França; o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda; o presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Celso Nogueira; e o diretor de Eventos do Sindicato Rural, Bruno Nardez.

O evento contou com apoio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), com agentes de trânsito monitorando todo o percurso, e equipes da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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