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Cautela no mercado de feijão leva compradores em busca de condições favoráveis

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O cenário no mercado brasileiro de feijão na última semana foi caracterizado por cautela e uma diminuição nos preços. Os compradores, adotando uma postura moderada, participaram das negociações nas madrugadas, mas as transações ficaram aquém das expectativas, especialmente nos dias mais promissores. Ao longo da semana, cerca de 24 mil sacas foram ofertadas, com apenas aproximadamente 5 mil sacas efetivamente comercializadas.

Análise do Mercado por Evandro Oliveira

Segundo o analista e consultor de SAFRAS & Mercado, Evandro Oliveira, além dos lotes disponíveis, foi observado um volume significativo de amostras para embarque, originadas principalmente de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, incluindo lotes remanescentes da terceira safra 2022/23 e feijão novo da primeira safra 2023/24.

Oliveira ressaltou que, no início da semana, os compradores adotaram uma postura sem pressa nas aquisições, indicando a expectativa de melhores condições nas próximas sessões, considerando o feriado municipal em São Paulo. Ele enfatizou a cautela dos corretores diante do excesso de estoque, considerando opções de armazenamento caso as mercadorias não sejam vendidas.

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A escassez do produto extra nota 9,5 persiste, mantendo os preços entre R$ 390,00 e R$ 400,00 por saca. O feijão nota 8,5, com vendas limitadas, atingiu no máximo R$ 350,00 por saca. Os feijões destinados ao embarque têm uma média de R$ 280,00 e R$ 300,00 por saca.

Os empacotadores iniciaram a liberação do estoque adquirido antes do último aumento de preços, esperando retomar as compras em breve. O receio permanece, especialmente em relação às perdas confirmadas na maioria das regiões de produção, principalmente para o feijão preto.

Impacto Climático

O analista destaca a situação preocupante no Paraná, com o Departamento de Economia Rural (Deral) anunciando novo corte na produção devido ao calor intenso e à falta de chuvas desde a segunda metade de dezembro. A colheita da primeira safra no estado está avançada, ultrapassando os 77%, enquanto o plantio da segunda safra já atinge aproximadamente 21%.

Janeiro registra bons volumes de chuva nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para o sudoeste do Pará. Chuvas significativas também ocorreram no noroeste do Maranhão e noroeste da Bahia.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Raízen reduz moagem de cana em quase 10% na safra 2025/26, mas amplia produção de açúcar e etanol de segunda geração

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A Raízen, uma das maiores produtoras de açúcar, etanol e bioenergia do mundo, encerrou a safra 2025/26 (abril de 2025 a março de 2026) com uma moagem de 70,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, volume 9,8% inferior ao registrado no ciclo anterior, quando foram processadas 78,2 milhões de toneladas.

Segundo a companhia, o desempenho foi impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo da safra, que reduziram a disponibilidade de matéria-prima e afetaram a produtividade agrícola dos canaviais. Além dos efeitos do clima, decisões estratégicas relacionadas à otimização dos ativos industriais também contribuíram para a retração do volume processado.

Clima reduziu oferta de cana

Em comunicado ao mercado, a Raízen informou que a principal razão para a queda da moagem foi o impacto das condições climáticas registradas durante o ano-safra.

A empresa estima que a menor produtividade agrícola provocou uma redução de aproximadamente 900 mil toneladas de cana disponível para processamento, refletindo os desafios enfrentados pelos canaviais em diferentes regiões produtoras.

A menor oferta de matéria-prima confirma os efeitos das adversidades climáticas sobre o setor sucroenergético brasileiro, que também atingiram outros produtores ao longo da temporada.

Estratégia operacional também reduziu o volume processado

Além do clima, a Raízen destacou que parte da redução da moagem decorreu de decisões estratégicas voltadas à otimização do portfólio de ativos.

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Entre as medidas adotadas estão:

  • venda de aproximadamente 2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar;
  • hibernação da usina MB, paralisada desde novembro de 2024 e sem operação durante a safra 2025/26;
  • hibernação da usina Santa Elisa, que interrompeu as atividades em julho de 2025.

De acordo com a companhia, desconsiderando esses efeitos extraordinários, a moagem teria alcançado 69,2 milhões de toneladas, o que representaria uma retração mais moderada, de 3,9% em relação à safra anterior.

Mix priorizou açúcar para aumentar rentabilidade

Mesmo diante da menor moagem, a Raízen manteve sua estratégia de direcionar uma parcela maior da cana para a fabricação de açúcar, aproveitando as condições mais favoráveis do mercado internacional.

Na safra 2025/26, o mix de produção ficou em:

  • 53% destinado ao açúcar
  • 47% destinado ao etanol

No ciclo anterior, a divisão havia sido equilibrada, com 50% para açúcar e 50% para etanol.

Segundo a companhia, a alteração do mix acompanhou sua estratégia de maximização de rentabilidade, sustentada pelos preços previamente fixados para o açúcar e pela qualidade da matéria-prima disponível durante a safra.

Produção de etanol de segunda geração avança

Outro destaque apresentado pela empresa foi a evolução da produção de etanol de segunda geração (E2G).

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A Raízen informou que os volumes produzidos cresceram na comparação anual, impulsionados pela estabilização operacional das unidades de:

  • Bonfim;
  • Univalem;
  • Barra.

O desempenho dessas plantas reforça a estratégia da companhia de ampliar a produção de biocombustíveis de maior valor agregado, utilizando resíduos da cana-de-açúcar como matéria-prima e contribuindo para a expansão da oferta de combustíveis renováveis de baixa emissão de carbono.

Perspectivas para o setor sucroenergético

O resultado da safra 2025/26 evidencia os desafios enfrentados pelo setor sucroenergético brasileiro diante das oscilações climáticas, que vêm afetando a produtividade dos canaviais em diversas regiões do país.

Ao mesmo tempo, a decisão da Raízen de ampliar a participação do açúcar no mix de produção demonstra a busca por maior rentabilidade em um cenário de preços internacionais mais atrativos, enquanto os investimentos em etanol de segunda geração reforçam a estratégia de diversificação e fortalecimento da matriz de biocombustíveis.

Mesmo com a redução na moagem, a companhia mantém o foco na eficiência operacional, na otimização de ativos industriais e na expansão de tecnologias voltadas à produção de energia renovável, consolidando sua posição entre as principais empresas do agronegócio e do setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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