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Castrolanda alcança resultado líquido recorde de R$ 273 milhões em 2024

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A Castrolanda Cooperativa Agroindustrial registrou um resultado líquido histórico de R$ 273 milhões em 2024. O balanço financeiro foi apresentado aos cooperados durante a 74ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada em 18 de fevereiro no Moinho Castrolanda.

Um dos destaques do exercício foi a distribuição de R$ 116,6 milhões em sobras aos cooperados, valor proporcional à movimentação de cada associado nas diferentes áreas de atuação. Esse montante representa o dobro do distribuído em 2023, que totalizou R$ 57,4 milhões.

O presidente da Castrolanda, Willem Bouwman, destacou que o ano foi desafiador para todo o setor agropecuário no Brasil, com dificuldades financeiras generalizadas. Ainda assim, a cooperativa conseguiu se manter competitiva e fortalecer sua posição no mercado.

“O resultado alcançado reflete um trabalho conjunto que, além de gerar valor para a cooperativa, trouxe benefícios diretos para os cooperados. Reforçamos constantemente a importância do modelo cooperativista, pautado na organização, eficiência e controle de gastos para garantir solidez e segurança aos nossos associados. É em momentos desafiadores que a Castrolanda cumpre seu papel de proteger seus cooperados”, afirmou Bouwman.

Fortalecimento do cooperado e impacto na economia local

De acordo com Pedro Dekkers, gerente executivo de Gente e Gestão da Castrolanda, as sobras distribuídas representam uma oportunidade para que os cooperados sigam investindo em suas propriedades, promovendo melhorias estruturais e renovação de maquinários.

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“Esse recurso permite que o produtor rural aumente sua produtividade e eficiência, além de impulsionar a economia das comunidades onde a cooperativa está inserida”, ressaltou Dekkers.

A Castrolanda encerrou 2024 com um quadro social composto por 1.275 cooperados, reforçando seu compromisso em oferecer segurança e conveniência aos produtores, permitindo que foquem exclusivamente na produção.

“Cada vez mais, os produtores buscam um modelo cooperativista sólido, como o nosso. Aqui, eles encontram suporte técnico, insumos com preços competitivos e garantia de preço justo na comercialização. Isso proporciona tranquilidade para que possam se dedicar ao campo sem preocupações adicionais”, reforçou o presidente da cooperativa.

Resultados produtivos e distribuição de sobras técnicas

Além das sobras distribuídas aos cooperados, a Castrolanda destinou R$ 3,8 milhões em sobras técnicas, voltadas aos produtores que entregaram grãos nos armazéns da cooperativa.

“No cooperativismo, o associado é dono do negócio. As sobras são um reflexo direto do engajamento no sistema cooperativista: quanto mais ele opera com a Castrolanda, maior será o valor que receberá ao final do exercício. Diferente de empresas mercantis, onde o lucro fica restrito ao empreendimento, no cooperativismo, o resultado retorna ao produtor”, explicou Dekkers.

Os números da produtividade também foram divulgados durante a assembleia. A cadeia leiteira alcançou um volume de 536,4 milhões de litros produzidos, um crescimento de 8% em relação ao recorde anterior, de 504 milhões de litros em 2023.

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No setor agrícola, a cooperativa registrou a produção de 637,7 mil toneladas de grãos no último ano. Já na suinocultura, foram 48,6 mil toneladas de carne suína. Outras produções relevantes incluíram 17,3 mil toneladas de sementes industriais, 74,9 mil toneladas de batata para consumo, 11,6 mil toneladas de batata-semente e 142 toneladas de carne ovina.

Planejamento estratégico para 2025 e metas até 2030

O ano de 2025 marca o início do ciclo de Planejamento Estratégico da Castrolanda, que norteará as ações da cooperativa até 2030. O projeto, denominado Horizonte 2030, foi construído em parceria com os cooperados, definindo objetivos estratégicos para garantir crescimento sustentável nos próximos anos.

“Em 2024, trabalhamos no desenvolvimento do nosso planejamento estratégico, com foco na eficiência, redução de custos e otimização de processos. Agora, transformamos esse planejamento em ações concretas para alcançar os objetivos traçados pelos nossos cooperados, sempre buscando crescimento e inovação”, concluiu Willem Bouwman.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de café do Brasil crescem em maio, mas acumulado da safra segue em queda

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As exportações brasileiras de café registraram crescimento de 3,6% em maio de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, sinalizando a entrada da nova safra no mercado. Apesar do avanço mensal, o desempenho acumulado da temporada 2025/26 ainda reflete uma oferta mais restrita, com queda nos embarques em relação ao ciclo anterior.

Dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que o país exportou 3,089 milhões de sacas de 60 quilos em maio. No entanto, a receita cambial gerada pelos embarques recuou 16% no período, totalizando US$ 1,05 bilhão.

Safra menor impacta desempenho acumulado

No acumulado dos 11 primeiros meses do ano-safra 2025/26, entre julho de 2025 e maio de 2026, o Brasil exportou 35,373 milhões de sacas de café, volume 17,7% inferior ao registrado no mesmo período da temporada anterior.

A receita obtida com as exportações alcançou US$ 13,612 bilhões, apresentando leve recuo de 0,7% na comparação anual.

Já entre janeiro e maio de 2026, os embarques somaram 14,745 milhões de sacas, queda de 12,4% frente às 16,825 milhões de sacas exportadas no mesmo período de 2025. As receitas geradas atingiram US$ 5,552 bilhões, redução de 14,6%.

Segundo o Cecafé, o comportamento do mercado está alinhado com o período de transição entre a entressafra e a entrada da nova produção brasileira.

Entrada dos cafés canéforas impulsiona embarques

O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, destaca que a recuperação observada em maio está diretamente ligada à chegada dos primeiros volumes da safra 2026/27, especialmente dos cafés canéforas, grupo que engloba conilon e robusta.

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A expectativa é de que os embarques ganhem força nos próximos meses, acompanhando o avanço da colheita dos cafés arábica e o aumento da disponibilidade de produto.

O setor trabalha com perspectiva positiva para a nova temporada, impulsionada pelas boas condições climáticas registradas na maior parte das regiões produtoras e pelo potencial de uma safra volumosa e de qualidade.

Logística e cenário internacional seguem no radar

Apesar das perspectivas favoráveis para o aumento das exportações no segundo semestre, o setor acompanha fatores que podem limitar o desempenho dos embarques.

Entre os desafios apontados estão os gargalos logísticos nos portos brasileiros, as tensões geopolíticas internacionais e as incertezas relacionadas à política comercial dos Estados Unidos, um dos principais mercados consumidores de café.

Colheita avança, mas ritmo permanece abaixo da média

Levantamento da Safras & Mercado indica que a colheita da safra brasileira de café 2026/27 alcançou 30% da área até 10 de junho.

O avanço representa crescimento de sete pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda permanece abaixo dos 35% registrados no mesmo período de 2025 e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 33%.

Conilon apresenta maior avanço nos trabalhos

A colheita dos cafés canéforas segue mais adiantada, com 43% da produção já colhida.

Mesmo assim, o ritmo continua abaixo do observado no ano passado e da média histórica para o período, ambos em 49%.

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No Espírito Santo, principal produtor nacional de conilon, apenas 39% da safra havia sido colhida até o início de junho. Segundo analistas do mercado, o atraso está relacionado à maturação mais lenta das lavouras nesta temporada.

Chuvas atrasam colheita do café arábica

A colheita do café arábica também avança em ritmo mais lento. Os trabalhos alcançaram 23% da produção, abaixo dos 26% registrados em igual período de 2025 e da média de 25% observada nos últimos cinco anos.

As chuvas frequentes têm dificultado a operação das máquinas e o andamento dos trabalhos em importantes regiões produtoras, especialmente no Sul de Minas Gerais, maior polo de produção de café arábica do país.

Apesar do atraso, as avaliações iniciais da safra são positivas. Técnicos do mercado destacam bom potencial produtivo e qualidade satisfatória dos grãos, especialmente em relação à formação e ao padrão das peneiras, fator importante para a valorização do produto no mercado.

Perspectiva é de aumento da oferta no segundo semestre

Com o avanço da colheita e a expectativa de uma das maiores safras dos últimos anos, o setor projeta crescimento da disponibilidade de café ao longo do segundo semestre.

Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis e a logística de exportação opere sem maiores restrições, o Brasil deverá ampliar sua presença no mercado internacional nos próximos meses, reforçando sua posição como maior exportador mundial de café.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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