AGRONEGÓCIO

Casa de Soluções: no Show Rural, UPL reforça oferta de suporte para os agricultores terem alta produtividade

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A UPL Ltd. (NSE: UPL, BSE: 512070, LSE: UPLL), fornecedora global de soluções agrícolas sustentáveis, inicia a participação nos grandes eventos do agronegócio com o conceito “Casa de Soluções”, reforçando o compromisso com a disseminação de conhecimento, foco na segurança e melhores tomadas de decisões, oferta de estrutura e intenso capital humano – pilares indispensáveis para lavouras pujantes e altamente produtivas, mesmo em períodos de desafios fitossanitários. Esse posicionamento será apresentado aos produtores rurais pela primeira vez no Show Rural Coopavel, de 5 a 9 de fevereiro, em Cascavel (PR).

Rogério Castro, CEO da UPL Brasil, afirma: ”A nossa ‘Casa de Soluções’ se fundamenta na pesquisa e inovação, mas também se estrutura nas necessidades dos clientes e no trabalho de grandes profissionais do nosso time. Isso dá base para a realização de testes e demonstrações que culminam em produtos comprovadamente eficientes”.

O executivo destaca, ainda, a importante parceria com as cooperativas – como a Coopavel, realizadora do Show Rural. “Mais do que a importância econômica, o cooperativismo proporciona a união de forças, recursos e conhecimentos para o constante desenvolvimento das lavouras, empoderando as comunidades rurais e fomentando uma produção sustentável não apenas em termos ambientais, mas também de responsabilidade social e de governança”, complementa.

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Com a Casa de Soluções, a UPL renova o compromisso de trabalhar por uma rede agrícola aberta, que alimenta o crescimento sustentável para todos.

Lançamento regional de bioinseticida

A UPL tem como meta principal reimaginar a sustentabilidade na produção de alimentos. Para alcançar esse objetivo, desenvolve periodicamente novas de biossoluções para contribuir para o sucesso da agricultura, pensando no futuro do planeta. Com esse compromisso, a empresa lança regionalmente no Show Rural seu bioinseticida Tackler, eficaz no controle de pragas que afetam diversos cultivos e parte da linha da Natural Plant Protection (NPP) – unidade de negócios focada em insumos de origem natural e biológica.

Tackler é composto pelo fungo Beauveria bassiana. Esta cepa, utilizada em sua formulação, foi desenvolvida por um instituto de pesquisa e tem sido amplamente estudada, tendo apresentado excelentes resultados no campo. A Beauveria bassiana é um fungo entomopatogênico – ou seja, é um agente de controle biológico que atua nos insetos de forma seletiva e sustentável – e contém características que atuam diretamente no organismo causando doenças específicas nestas pragas. Tudo isso de forma segura para as plantações.

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Fonte: Texto Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo

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Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.

O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.

A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.

A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.

A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.

Isan Rezende

INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.

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Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.

Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.

O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.

No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.

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Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.

Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.

Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.

Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.

Fonte: Pensar Agro

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