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Carne suína enfrenta queda na demanda interna, mas exportações seguem em alta, aponta Cepea

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O consumo interno enfraquecido, principalmente na segunda quinzena de outubro, reduziu os preços do suíno vivo nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). De acordo com o Boletim do Suíno de outubro, a retração ocorre após o pico registrado em setembro, quando a carne suína alcançou o maior valor nominal de 2025. Esse cenário, somado à resistência dos consumidores diante de preços elevados, dificultou a manutenção das cotações tanto do animal quanto da proteína no mês seguinte.

Exportações atingem segunda maior marca histórica

Apesar do cenário doméstico desafiador, o desempenho das exportações brasileiras de carne suína segue positivo. Em outubro, os embarques atingiram a segunda maior quantidade já registrada na história, impulsionados principalmente pelo aumento das vendas para o Japão e o México. O volume exportado ficou atrás apenas do recorde obtido em setembro, reforçando o protagonismo do Brasil no mercado internacional da proteína.

Custo de produção pressiona poder de compra do suinocultor

O poder de compra do produtor paulista frente ao milho, um dos principais insumos na alimentação dos suínos, recuou em outubro. Após atingir o maior nível em um ano no mês anterior, o indicador caiu em função da desvalorização do suíno vivo e da leve alta no preço médio do milho. Essa combinação aumentou a pressão sobre as margens dos suinocultores.

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Competitividade da carne suína melhora frente ao frango

Entre junho e setembro, a carne suína perdeu espaço em relação ao frango no atacado da Grande São Paulo, segundo o Cepea. Entretanto, em outubro, houve uma recuperação na competitividade da proteína suína, que voltou a ganhar força frente à carne de frango.

Boletim do Suíno

Fonte: Portal do Agronegócio

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Câmbio favorece exportação e melhora competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional

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A valorização do dólar frente ao real tem contribuído para melhorar a paridade de exportação do arroz brasileiro, aumentando a competitividade do produto no mercado internacional. Apesar disso, o mercado doméstico ainda opera com baixa liquidez e preços pressionados, em um cenário de negociações pontuais e seletivas.

Segundo análise da Safras & Mercado, o ambiente interno segue marcado por compradores atuando apenas para reposição imediata de estoques, enquanto vendedores mantêm postura cautelosa diante da volatilidade do mercado.

Liquidez reduzida limita recuperação mais forte dos preços

De acordo com o consultor Evandro Oliveira, o mercado doméstico de arroz continua apresentando baixa fluidez nas negociações, com pouca disposição dos agentes para volumes maiores.

No entanto, ele destaca que a menor necessidade de liquidação imediata de estoques por parte dos produtores reduziu a pressão vendedora, diminuindo a ocorrência de negócios em níveis mais depreciados, observados em meses anteriores.

Ao mesmo tempo, há sinais de leve aquecimento na demanda industrial, o que sugere um ambiente comercial um pouco mais ativo em comparação ao período entre abril e maio.

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Câmbio volta a favorecer exportações do arroz

O comportamento do câmbio passou a ser um fator de sustentação para o setor. Após operar próximo de R$ 5,00, o dólar voltou a se valorizar e chegou a flertar com a faixa de R$ 5,20, melhorando a competitividade do arroz brasileiro no mercado externo.

Esse movimento contribui diretamente para a paridade de exportação, ampliando o interesse de compradores internacionais e ajudando a equilibrar o cenário interno de preços.

Fundamentos globais indicam ajuste de oferta

No cenário internacional, os fundamentos do mercado de arroz seguem em processo de ajuste. O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou redução nas estimativas de área plantada, produção e estoques globais.

Apesar disso, o consumo mundial permanece em níveis historicamente elevados, enquanto o comércio internacional se mantém próximo de recordes, o que sustenta o equilíbrio entre oferta e demanda no médio prazo.

Nos Estados Unidos, os cortes foram ainda mais significativos, com redução da área cultivada, da produção e dos estoques finais. Há ainda expectativas de novas revisões para baixo na área destinada ao arroz longo fino, o que pode restringir a oferta exportável norte-americana.

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Preços do arroz seguem em queda no Rio Grande do Sul

No mercado físico brasileiro, a média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 58,63, queda de 0,27% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o recuo foi de 2,01%, enquanto no acumulado anual a desvalorização já chega a 10,55%, refletindo a pressão persistente sobre os preços internos.

Setor aguarda reação mais consistente do mercado

Apesar da melhora na paridade de exportação e dos sinais de ajuste na oferta global, o mercado de arroz ainda opera sem uma recuperação consistente nas cotações internas. A expectativa dos agentes é de que o câmbio e a dinâmica internacional possam contribuir para maior equilíbrio nas próximas semanas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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