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Carne Hereford Estabelece Nova Parceria com o Frigorífico Coqueiro

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Durante a cerimônia de premiação das raças Hereford e Braford na Expointer 2024, um dos destaques da noite foi a formalização de uma nova parceria entre a Carne Hereford e o Frigorífico Coqueiro, localizado em São Lourenço do Sul (RS). O evento contou com a presença da diretoria da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) e representantes do setor frigorífico, que agora se unem ao abate certificado.

Luiz Roberto Saalfeld, sócio-proprietário do Frigorífico Coqueiro, compartilhou que a obtenção da certificação foi resultado de um longo processo de aproximação entre a empresa e a ABHB. “O objetivo é valorizar a carne gaúcha, nossa genética, e reconhecer o trabalho contínuo dos dois Eduardos na associação”, disse Saalfeld, referindo-se ao presidente Eduardo Soares e ao diretor do Programa Carne Certificada, Eduardo Eichenberg.

A cerimônia também destacou a premiação das raças Hereford e Braford, com a introdução inédita do Ranking Nacional de Criadores Hereford e Braford do ciclo 2023/2024. Este prêmio celebra a qualidade e o alto padrão genético dos animais. Eduardo Soares, presidente da ABHB, elogiou o nível dos animais apresentados. “A associação foca na produção de carne com um biotipo carniceiro, moderado e produtivo, adaptado aos sistemas de produção do Brasil. Os animais que vemos no campo devem refletir o mesmo padrão de qualidade nas pistas”, destacou Soares.

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Outro destaque da noite foi a apresentação do Sumário de Avaliação Genética PampaPlus. Esta publicação consolida os dados de avaliação dos animais participantes do programa de melhoramento genético Pampa Plus. Eduardo Soares ressaltou a importância do trabalho realizado pela Embrapa, liderada pelo Dr. Fernando Cardoso e pela equipe de Natacha Lüttjohann, superintendente de Registros e coordenação do Pampa Plus. “Este sumário oferece uma avaliação detalhada dos animais da temporada, proporcionando aos criadores informações que podem aprimorar o processo de seleção e aumentar a confiabilidade das avaliações”, concluiu o presidente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço baixo do arroz ameaça sustentabilidade da cadeia e acende alerta para produtores e indústrias

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A redução do preço do arroz ao consumidor tem ampliado as preocupações sobre o equilíbrio econômico da cadeia produtiva. Apesar de beneficiar temporariamente os consumidores, valores muito baixos podem pressionar produtores, indústrias e distribuidores quando deixam de acompanhar os custos acumulados ao longo do processo de produção e comercialização.

Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o principal desafio do setor arrozeiro não está em vender cada vez mais barato, mas em garantir uma cadeia sustentável, capaz de manter qualidade, investimentos e segurança no abastecimento.

“O preço baixo nas prateleiras pode esconder desequilíbrios importantes entre o valor recebido pelo produto e todos os custos envolvidos até a chegada ao consumidor final”, avalia o executivo.

Custos de produção e processamento pressionam margens do arroz

O arroz beneficiado envolve uma série de etapas antes de chegar ao varejo. O processo inclui aquisição do arroz em casca, beneficiamento, classificação, embalagem, transporte, impostos, armazenagem e despesas comerciais.

Quando o preço final não cobre adequadamente esses custos, a pressão financeira acaba sendo distribuída entre os diferentes elos da cadeia, reduzindo margens e limitando investimentos.

De acordo com a avaliação do setor, o problema não está nas empresas que conseguem reduzir custos por meio de tecnologia, gestão eficiente e ganhos de produtividade. O alerta está relacionado a disputas comerciais baseadas exclusivamente em preços baixos, sem considerar a estrutura necessária para manter a atividade.

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Arroz depende de uma cadeia produtiva estruturada

Antes de chegar à mesa do consumidor, o arroz percorre uma longa trajetória que envolve diversas etapas:

  • preparo e manejo das lavouras;
  • irrigação e tratos culturais;
  • colheita;
  • secagem;
  • armazenagem;
  • classificação dos grãos;
  • beneficiamento;
  • embalagem;
  • transporte e distribuição.

Cada fase exige investimentos, mão de obra, equipamentos e planejamento para garantir qualidade e regularidade no fornecimento.

A redução contínua da rentabilidade pode comprometer a capacidade das empresas de modernizar instalações, investir em tecnologia e manter padrões elevados de produção.

Margens menores podem afetar inovação e competitividade do setor

A perda de rentabilidade por períodos prolongados representa um risco para a estrutura da cadeia arrozeira. Empresas com histórico de atuação no mercado podem enfrentar dificuldades para renovar equipamentos, ampliar eficiência operacional e acompanhar novas demandas dos consumidores.

Além disso, produtores rurais podem ser impactados pela menor capacidade de investimento em tecnologia, manejo e aumento de produtividade.

Para especialistas, a sustentabilidade do setor depende de um equilíbrio entre preço competitivo e remuneração adequada para todos os participantes da cadeia.

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Mudança no consumo aumenta desafios para o mercado de arroz

A pressão sobre o setor ocorre em um cenário de transformação dos hábitos alimentares dos consumidores.

O avanço dos alimentos ultraprocessados, mudanças nas preferências nutricionais e a redução do consumo de carboidratos associada ao uso crescente de medicamentos para controle de peso também influenciam a demanda por arroz.

Diante desse ambiente, o setor busca alternativas para estimular o consumo e fortalecer o posicionamento do produto no mercado.

Eficiência e agregação de valor são caminhos para o futuro do arroz

A avaliação da cadeia produtiva é que a competitividade do arroz não deve depender apenas da redução de preços, mas principalmente de ganhos de eficiência, diferenciação e valorização do produto.

Estratégias como inovação, melhoria da produtividade, fortalecimento das marcas e comunicação com o consumidor podem contribuir para recuperar demanda e garantir maior estabilidade ao mercado.

O desafio do setor arrozeiro é construir um modelo sustentável, no qual produtores, beneficiadores, varejistas e consumidores sejam atendidos sem comprometer a continuidade da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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