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Carne de Frango: Uma Proteína em Expansão na Alimentação Brasileira

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Reconhecida por suas qualidades nutricionais e ampla aceitação cultural, a carne de frango tem se consolidado como a proteína animal mais consumida no Brasil. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reporta que, em 2023, o consumo per capita de carne de frango no país atingiu cerca de 45,1 kg, marcando um crescimento em relação aos 37,5 kg registrados em 2009.

No cenário nacional, o Paraná destaca-se como o maior produtor e exportador de aves e seus derivados, respondendo por aproximadamente 36% da produção e 42% das exportações do setor. Roberto Kaefer, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), observa que a carne de frango tem atraído a atenção de mercados tanto domésticos quanto internacionais, especialmente na Ásia e no Oriente Médio, onde a aceitação é elevada devido a restrições religiosas sobre outras carnes. “O frango é amplamente aceito em países com maioridade muçulmana e hindu, onde o consumo de carne bovina é limitado. Além disso, a culinária local desses países frequentemente utiliza carne de frango em suas receitas tradicionais”, explica Kaefer.

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Eficiência Produtiva e Sustentabilidade

A carne de frango também se destaca pela sua eficiência produtiva. Cassiano Marcos Bevilaqua, diretor associado de marketing LatCan, explica que o ciclo de produção do frango é significativamente mais curto e econômico comparado ao de suínos e bovinos. “Um frango consome cerca de 1,5 kg de ração para cada quilo de carne produzida e leva aproximadamente 42 dias para atingir o peso ideal de abate. Em contraste, suínos consomem 3 kg de ração e levam mais de 150 dias, enquanto bovinos têm uma taxa de conversão de 4:1 e requerem pelo menos dois anos”, detalha Bevilaqua. Essa eficiência contribui para a menor produção de dejetos e menor demanda por espaço, tornando a carne de frango uma opção mais sustentável.

Valor Nutricional e Benefícios para a Saúde

O valor nutricional da carne de frango é um dos seus maiores atrativos. Segundo a USDA National Nutrient Database, 100 gramas de peito de frango cozido contêm cerca de 31 gramas de proteína, essencial para o crescimento e reparação dos tecidos. Além disso, a carne de frango é baixa em gorduras saturadas, especialmente quando consumida sem pele, com aproximadamente 3,6 gramas de gordura total e 165 kcal por 100 gramas. Em comparação, a carne bovina e suína contêm mais gorduras saturadas e calorias.

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Roberto Alexandre Yamawaki, gerente de Serviços Técnicos e Produtos para a América Latina da Hubbard, destaca que a carne de frango é rica em nutrientes essenciais como aminoácidos, vitaminas do Complexo B (incluindo B3, B6 e B12), além de minerais como fósforo, selênio e zinco. “O consumo regular de carne de frango pode auxiliar no controle de peso, fortalecer o sistema imunológico, promover o crescimento muscular e fornecer energia sustentável”, ressalta Yamawaki.

A versatilidade culinária da carne de frango a torna uma escolha prática e popular, adequada para diversos estilos de preparo e refeições.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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