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Carne de Cordeiro: Benefícios Nutricionais e Inovação no Vitrine Gaúcha da Expointer

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Durante a 47ª Expointer, o Vitrine Gaúcha revelou os benefícios nutricionais e o sabor distintivo da carne de cordeiro. Com um nível de colesterol reduzido em comparação com outras carnes, o cordeiro se destaca pela sua nutrição e sabor. A iniciativa, que conta com a colaboração entre Farsul, Senar e Sebrae, foi abordada em profundidade por Fabiana Rosa de Freitas, médica veterinária e apresentadora do evento.

Fabiana destacou a conveniência das embalagens de carne de cordeiro disponíveis no varejo gaúcho. Estas embalagens, projetadas para porções menores e de fácil consumo, atendem a necessidades práticas e econômicas para pequenos grupos.

A importância de adquirir carne de cordeiro de frigoríficos com inspeção oficial foi enfatizada. “O Frigorífico Carneiro Sul, por exemplo, possui inspeção estadual e o certificado do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI), que garante sua comercialização em todo o Brasil,” explicou Fabiana.

João Bernardo da Silva Filho, diretor-presidente do Frigorífico Carneiro Sul, ressaltou a abrangência de mercado da empresa, que atende aos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. “O consumo de carne de ovelha é um grande apoio para pequenos e médios produtores do Rio Grande do Sul,” destacou.

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O evento também contou com a apresentação do Chef Bruno Ivanoff, que demonstrou a preparação do Chilindró de Cordeiro, um prato elaborado com paleta de cordeiro desossada. A gerente administrativa da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), Lorena Riambau Garcia, comentou sobre o caráter desafiador desta edição do Vitrine Gaúcha, que, pela primeira vez em 19 anos, não pôde preparar os pratos ao vivo. “Apesar das dificuldades, o evento foi um sucesso. O público interagiu bem e agora tem uma nova perspectiva sobre o potencial da carne ovina,” afirmou Lorena.

Lorena também destacou a evolução na percepção sobre a carne de ovelha. “Antes, a ovelha era vista como limitada a cortes como quarto, costela e paleta. Hoje, observamos que ela oferece muito mais possibilidades saborosas na cozinha,” concluiu.

O Vitrine Gaúcha contou ainda com a participação da chef Arika Messa, do Senac, que abordou os benefícios da carne de cordeiro e sua relevância para a gastronomia do Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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