AGRONEGÓCIO

AGCO Agriculture Foundation Anuncia Novo Ciclo de Subvenções para Inovações Agroalimentares

Publicado em

A AGCO Agriculture Foundation, uma fundação privada comprometida com a prevenção e o combate à fome por meio do desenvolvimento agrícola sustentável, abre inscrições para seu programa de subvenções. Nesta nova convocatória, a fundação concentra seus esforços na captação de propostas que apoiem a próxima geração de líderes no setor agrícola, incentivando-os a desenvolver soluções inovadoras para sistemas agroalimentares.

Organizações sem fins lucrativos registradas e reconhecidas como entidades de caridade pela legislação podem se candidatar ao financiamento, que varia entre US$ 400.000 e US$ 450.000, a serem distribuídos ao longo de três anos de execução do projeto.

“À medida que continuamos a contribuir para sistemas alimentares sustentáveis, precisamos incentivar os jovens inovadores a se envolverem na agricultura”, afirma Roger Batkin, Presidente do Conselho da Fundação. “Ao colaborar com parceiros sem fins lucrativos para estabelecer programas agro-tecnológicos voltados para os jovens, esperamos apoiar e educar aqueles que poderão desenvolver diversas soluções para o futuro, incluindo práticas de agricultura regenerativa, resiliência climática e inovações tecnológicas aplicáveis a diferentes ecossistemas agrícolas.”

Leia Também:  FS Anuncia Projeto para Produzir Etanol Carbono Negativo no Brasil

Alinhada ao objetivo da AGCO de oferecer soluções centradas no agricultor para alimentar o mundo de forma sustentável e em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, a Fundação reconhece o papel crucial dos jovens na transformação e sustentação dos sistemas agroalimentares, além das amplas oportunidades que o setor oferece para melhorar o emprego e os meios de subsistência dessa faixa etária.

Por meio de seu parceiro de software de investimento comunitário, Benevity, a plataforma para inscrições em subvenções da Fundação estará disponível de 1º de outubro a 29 de novembro de 2024.

As propostas de subvenção de ONGs elegíveis devem direcionar seus esforços a jovens inovadores, incluindo startups, jovens agricultores e pequenas e médias empresas, com foco no desenvolvimento de sistemas agroalimentares voltados para a juventude. A Fundação recomenda que todas as ONGs revisem cuidadosamente os materiais da convocatória de 2024 antes de preparar e enviar suas candidaturas.

Termos de Referência CAG https://www.agcofoundation.org/content/dam/public/aaf/Grants/CAG2024-Terms-of-Reference-AGCO-Agriculture-Foundation.pdf

Perguntas Frequentes (FAQs) https://www.agcofoundation.org/content/dam/public/aaf/Grants/CAG2024-FAQs-AGCO-Agriculture-Foundation.pdf

O prazo para envio das inscrições para o CAG 2024 é 29 de novembro de 2024, às 17h EST. Verifique os requisitos de elegibilidade antes de se candidatar a esta subvenção. A Fundação avaliará apenas as inscrições que atendam aos requisitos de elegibilidade do CAG, sigam o foco temático e apresentem todos os documentos de suporte exigidos conforme descrito nos termos de referência.

Leia Também:  CNA que avanços no caminho da sustentabilidade e eficiência produtiva

CANDIDATE-SE

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil

Published

on

O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.

O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.

Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.

A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.

No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.

O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.

Leia Também:  Projeção da safra de café arábica 2024/25 no brasil atinge 48,3 milhões de sacas, indica hEDGEpoint

Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.

“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.

A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.

Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.

A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.

Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.

Leia Também:  Desempenho do frango abatido na 17ª semana de 2024, quarta do mês de abril

O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.

Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.

Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.

O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.

Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.

O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA