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Cargill lança ferramenta digital para otimizar a cadeia de ração e ampliar a lucratividade dos produtores

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A Cargill, em parceria com a agtech BinSentry, anunciou o lançamento de uma plataforma inovadora baseada em inteligência artificial (IA), voltada para otimizar a eficiência e o controle da cadeia de suprimento de ração animal no Brasil. A novidade promete impulsionar a rentabilidade dos produtores de aves e suínos, garantindo maior precisão no gerenciamento dos insumos e proporcionando operações mais eficientes.

O destaque dessa inovação será apresentado no Show Rural Coopavel 2025, evento de referência no setor agropecuário. A Cargill será a distribuidora exclusiva no Brasil da plataforma ProSense Feed, uma solução desenvolvida para controle, gerenciamento e otimização da cadeia de ração. Em fase piloto, a ferramenta já foi testada e validada nas operações da Coopavel.

Inovação tecnológica para o agronegócio brasileiro

“Integrar a tecnologia da BinSentry com a expertise da Cargill em produção de alimentos abrirá oportunidades promissoras para o setor agrícola brasileiro”, afirmou Celso Mello, diretor-geral da Cargill Nutrição Animal na América do Sul. Ele reforça que essa parceria reúne a solidez da Cargill, que possui mais de 150 anos de história, com a inovação da BinSentry, oferecendo ao mercado brasileiro uma tecnologia disruptiva capaz de elevar a competitividade do agronegócio nacional e fortalecer o Brasil como um dos principais exportadores de carne suína e de aves.

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Os sensores da plataforma são de fácil instalação e já operam em mais de 25 mil silos de ração nos Estados Unidos e no Canadá, atendendo alguns dos maiores produtores desses países. Movidos a energia solar, possuem sistema autolimpante e monitoram os níveis de ração nos silos com até 98% de precisão. Esses sensores se integram a um software avançado que analisa os dados coletados e os exibe em um painel acessível via dispositivos móveis. Dessa forma, os produtores podem gerenciar a alimentação animal em tempo real, evitando desabastecimentos, otimizando a logística e eliminando verificações manuais de inventário, que podem ser imprecisas e arriscadas.

Aliada ao suporte técnico especializado da Cargill, a plataforma ProSense Feed transforma dados em insights estratégicos, permitindo uma gestão mais eficaz dos processos produtivos. Os benefícios incluem redução de custos de transporte, diminuição do desperdício de ração e melhor conversão alimentar, fatores essenciais para ampliar a rentabilidade das operações agropecuárias.

A automação como aliada da produção animal

“A automação inteligente de processos é a nova fronteira na produção animal”, afirmou Ben Allen, CEO da BinSentry. Ele ressaltou que a alimentação representa entre 60% e 70% dos custos totais da produção de aves e suínos, tornando essencial o uso de tecnologias avançadas para um monitoramento preciso, um planejamento eficiente da cadeia de suprimentos e uma gestão mais assertiva dos recursos.

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Apesar de o Brasil ser um dos principais produtores e exportadores de carne suína e de aves, seu extenso território e a diversidade de paisagens impõem desafios significativos para a produção e logística. Nesse contexto, a parceria entre Cargill e BinSentry oferece uma solução tecnológica para superar essas dificuldades, elevando a eficiência da cadeia de suprimento de ração animal.

“Nosso compromisso é compreender profundamente os desafios enfrentados pelos produtores e oferecer soluções inovadoras. Com essa nova ferramenta de gestão baseada em IA, além de nossos produtos de nutrição e saúde animal de alto desempenho, os produtores brasileiros terão à disposição um recurso que aprimora a eficiência operacional e proporciona decisões mais estratégicas, resultando em ganhos financeiros concretos”, concluiu Celso Mello.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Semi-hidroponia avança no Brasil e transforma produção agrícola em solos degradados

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Produzir no campo brasileiro tem se tornado cada vez mais desafiador diante das mudanças climáticas, da irregularidade das chuvas e da crescente degradação dos solos. Em culturas mais sensíveis, como as hortaliças, esses fatores elevam os riscos e podem comprometer totalmente a viabilidade econômica das lavouras.

Doenças de solo como murcha bacteriana, fusariose e a presença de nematoides estão entre os principais entraves à produtividade, especialmente em áreas já afetadas. Nesse cenário, soluções inovadoras têm ganhado espaço, com destaque para sistemas de cultivo sem solo, como a semi-hidroponia.

Alternativa sustentável para solos problemáticos

Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontam que uma parcela significativa dos solos agrícolas do país apresenta algum nível de degradação, o que reforça a necessidade de tecnologias mais adaptáveis e resilientes.

A semi-hidroponia surge como uma evolução dos sistemas hidropônicos tradicionais. Nesse modelo, o solo é substituído por substratos inertes que sustentam as plantas, enquanto a nutrição ocorre por meio da fertirrigação — técnica que permite o fornecimento controlado de água e nutrientes.

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Na prática, o produtor passa a ter maior controle sobre o ambiente de cultivo, reduzindo significativamente os riscos fitossanitários.

“Problemas como murcha bacteriana, fusariose e nematoides são comuns no solo e de difícil controle. Com a semi-hidroponia, é possível praticamente eliminar essas ameaças, mantendo a produtividade”, explica o especialista em agricultura Felipe Vicentini Santi.

Substratos acessíveis e eficientes

Entre as alternativas mais viáveis economicamente, destaca-se a combinação de casca de arroz carbonizada com areia lavada, geralmente na proporção 50/50.

Essa mistura oferece condições ideais para o desenvolvimento das plantas: a casca de arroz contribui para a retenção equilibrada de umidade e aeração das raízes, enquanto a areia favorece a drenagem, evitando o encharcamento — fator diretamente ligado ao surgimento de doenças.

Ganhos em produtividade e uso de recursos

Além de reduzir drasticamente problemas sanitários, o sistema semi-hidropônico apresenta outras vantagens relevantes. Entre elas, a possibilidade de cultivo contínuo ao longo do ano, inclusive em períodos de alta pluviosidade, e a eliminação da necessidade de rotação de culturas.

Outro ponto estratégico é a eficiência no uso de insumos. A fertirrigação permite economia de água e fertilizantes, reduz perdas e minimiza impactos ambientais, tornando o sistema mais sustentável no longo prazo.

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Desafios ainda limitam expansão

Apesar dos benefícios, a adoção da semi-hidroponia ainda enfrenta barreiras. O investimento inicial em infraestrutura e a necessidade de conhecimento técnico para o manejo adequado da irrigação e da nutrição das plantas são os principais desafios apontados.

Em operações de maior escala, questões como custo, logística e acesso à tecnologia também podem dificultar a implementação.

Inovação como caminho para o futuro

Mesmo diante desses entraves, o avanço de sistemas como a semi-hidroponia sinaliza uma transformação importante na agricultura brasileira. Em um cenário de maior instabilidade climática e pressão por produtividade, a adoção de tecnologias que aumentem o controle e a eficiência tende a ser decisiva.

A capacidade de adaptação, aliada à inovação e ao manejo técnico, desponta como o principal diferencial para garantir a sustentabilidade e a competitividade da produção agrícola no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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