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Cargill Inova no Transporte de Algodão: Embarque Direto em Contêineres por Ferrovia

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No início de maio, a Cargill realizou uma operação logística inédita ao embarcar cerca de 700 toneladas de algodão diretamente em contêineres no Porto de Santos. Pela primeira vez, a empresa optou por transportar o produto em contêineres por via férrea em todo o percurso entre o estado de Mato Grosso e o maior porto da América Latina. Essa iniciativa foi possível graças à colaboração dos operadores ferroviários Brado e MRS, juntamente com a Maersk, como operador multimodal.

A utilização de contêineres e trens nesse transporte proporcionou segurança para a carga, agilidade na entrega e contribuiu para a redução significativa das emissões de CO2, estimadas em aproximadamente 108 toneladas. Ao todo, foram empregados 29 contêineres na operação, cada um com mais de 22 toneladas. Destaca-se que cerca de 30% da carga transportada possui certificação BCI (Better Cotton Initiative – Iniciativa por um Algodão Melhor), um selo que atesta a produção sustentável de algodão.

Fernando Zeferino, gerente Comercial da Cargill, enfatiza que esse método de transporte não apenas otimiza a logística, mas também reforça o compromisso da empresa com a sustentabilidade e seu papel na integração entre campo e cidade. Ele ressalta que, em um país de proporções continentais como o Brasil, a logística é um desafio constante, sendo essencial contar com uma variedade de opções para garantir o escoamento eficiente e a gestão responsável dos recursos naturais.

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Rondonópolis, cidade de onde a carga partiu, localiza-se a 210 km de Cuiabá e aproximadamente 1.600 km do Porto de Santos, em São Paulo. A cidade ganhou destaque como a “Rainha do Algodão” nos anos 1960, contribuindo para posicionar o Mato Grosso como um dos principais produtores de algodão do país.

A operação, realizada em parceria com a Maersk, Brado e MRS, enviou os 29 contêineres para os portos vietnamitas de Ho Chi Minh e Hai Phong, na Ásia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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