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Captação de leite retoma gradualmente após enchentes no Rio Grande do Sul

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Com a diminuição do nível das águas no Vale do Taquari e em outras regiões do Rio Grande do Sul, a captação de leite começa a ser retomada. Nesta terça-feira (7/5), diversos caminhões já conseguiram acessar propriedades para coletar leite, e a expectativa é de que o volume recolhido aumente nos próximos dias. De acordo com o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, a população não deve se preocupar com falta de leite no varejo ou no abastecimento para as vítimas das enchentes. Além disso, várias indústrias associadas ao Sindilat estão lançando campanhas de arrecadação para apoiar as famílias desabrigadas.

A forte precipitação no último fim de semana causou sérios transtornos, com estradas interrompidas, morte de animais e alagamento de propriedades rurais. Um levantamento do Sindilat estimou que cerca de 3 milhões de litros de leite deixaram de ser coletados até domingo (5/5). Na segunda-feira (6/5), a situação começou a melhorar graças à cooperação entre as indústrias. “As empresas estão se ajudando, captando leite de todos os produtores possíveis, incluindo aqueles que não são seus fornecedores. É uma forma de garantir a renda dessas famílias e evitar que o abastecimento seja ainda mais prejudicado”, explicou Palharini.

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Para o presidente do Sindilat, Guilherme Portella, a prioridade agora é ajudar as famílias atingidas pelas enchentes e garantir a segurança de todos. Ele ressaltou que o setor lácteo é um dos mais importantes para a economia do estado, atuando em 493 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul. “A nossa ramificação que agora é um desafio para a captação de leite será também uma vantagem quando se trata de retomar a produção de forma descentralizada. Estamos prontos para dar suporte aos produtores e contribuir para a reconstrução do estado”, destacou Portella.

Apesar da retomada na captação de leite, a indústria enfrenta problemas no abastecimento de insumos. Há falta de embalagens, produtos de limpeza e químicos, uma vez que esses itens vêm de outras regiões do Brasil e estão retidos devido ao bloqueio de estradas. Essa escassez impacta as operações das indústrias e representa mais um desafio na recuperação do setor lácteo após as enchentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Aviões agrícolas terão mapas de redes elétricas para navegação

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O Congresso da Aviação Agrícola do Brasil abriu sua edição de 2026, nesta terça-feira (18.08), em Goianápolis (cerca de 60 quilômetros de Goiânia), com a assinatura de um acordo para aumentar a segurança dos voos realizados próximo às redes de transmissão de energia elétrica. O encontro prossegue até quinta-feira (20.08), no Condomínio Aeronáutico Liberty.

O termo de cooperação foi firmado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação AgrMapas de redes elétricas serão integrados à navegação dos aviões agrícolasícola (Sindag) e pela ISA Energia Brasil. O acordo prevê o compartilhamento de mapas e dados georreferenciados sobre a localização das linhas de transmissão, que poderão ser integrados aos sistemas de navegação utilizados nas aeronaves agrícolas.

As informações deverão ajudar pilotos e empresas a identificar obstáculos ainda durante o planejamento da operação. O objetivo é reduzir o risco de colisões com cabos e estruturas, principalmente nos voos em baixa altitude e nas manobras realizadas nas cabeceiras das lavouras.

A parceria também prevê capacitações para pilotos, operadores e equipes técnicas. Além das aplicações nas lavouras, os dados poderão auxiliar o planejamento de missões de combate a incêndios, nas quais fumaça, turbulência e baixa visibilidade aumentam a dificuldade para localizar redes elétricas.

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A segurança operacional foi um dos principais temas do primeiro dia do congresso. A programação reuniu discussões sobre deriva nas aplicações realizadas por aviões, helicópteros e drones, manutenção de motores, tecnologia internacional de aplicação, gestão de empresas, sustentabilidade e participação feminina no setor. O dia terminou com demonstrações práticas e a formatura de participantes do Curso de Atualização de Pilotos Agrícolas.

O evento reúne estandes de aproximadamente 200 marcas, com exposição de aeronaves, equipamentos, sistemas de navegação, componentes, serviços de manutenção e tecnologias de aplicação. O Brasil encerrou 2025 com 2.866 aeronaves agrícolas tripuladas, crescimento de 5,25% em um ano, e permanece com a segunda maior frota do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Nesta quarta-feira (19.08), a programação começa às 10 horas com o painel “Geopolítica e economia internacional”. Entre os participantes está Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT).

A discussão deverá abordar os efeitos do cenário internacional sobre a atividade, incluindo oscilações cambiais, tarifas comerciais, acesso a aeronaves, motores e peças importadas, disponibilidade de crédito e custos operacionais. Esses fatores interferem diretamente na capacidade de investimento das empresas e no preço dos serviços contratados pelos produtores.

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No mesmo horário, outro painel discutirá a comunicação como instrumento para ampliar o conhecimento da sociedade sobre a atividade. Às 11 horas, os debates serão voltados às finanças das empresas aeroagrícolas e aos projetos que buscam restringir as operações aéreas em diferentes regiões.

Durante a tarde, a programação terá apresentações sobre segurança operacional e cultura organizacional, pesquisas científicas, crédito de carbono e manutenção aeronáutica. As demonstrações práticas na área externa estão previstas para as 16 horas.

O congresso científico apresentará 25 pesquisas produzidas em oito Estados. Os trabalhos tratam de eficiência das aplicações, controle de deriva, segurança, sustentabilidade e novas tecnologias, aproximando pesquisadores, operadores e empresas.

O encontro termina amanhã, quinta-feira, com discussões sobre reforma tributária, inteligência artificial, formação de mecânicos, gestão comercial, preparo de caldas e questões jurídicas. A cerimônia de encerramento está marcada para as 17 horas, após as demonstrações aéreas e o show de acrobacias.

Fonte: Pensar Agro

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