AGRONEGÓCIO

Capal Estabelece Parcerias na Expoleite e Receberá R$ 39 Milhões do Funcafé para Fomento à Cafeicultura

Publicado em

A Capal Cooperativa Agroindustrial firmou recentemente parcerias com duas instituições financeiras para garantir a liberação de R$ 39 milhões através do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Esse montante será destinado ao fortalecimento da cafeicultura na área de atuação da cooperativa, que abrange o Norte Pioneiro do Paraná e o sudoeste de São Paulo. Aproximadamente 600 cafeicultores associados serão beneficiados por esses recursos.

Durante a 50ª Expoleite, evento que incluiu a primeira edição do Encontro de Cafeicultores, a Capal assinou dois protocolos de intenção com os bancos parceiros. O primeiro, no valor de R$ 30 milhões, foi estabelecido com o Sicredi Novos Horizontes PR/SP, representado pelo seu presidente, Luciano Dias Carneiro Kluppel. Em paralelo, a Capal também firmou um protocolo com o Sicoob Aliança, que aportará R$ 9 milhões para o desenvolvimento da cafeicultura regional, com a presença do superintendente Paulo Ozelame.

Os recursos serão alocados em diversas etapas da cadeia produtiva do café, incluindo cultivo, industrialização, comercialização final e capital de giro. Segundo Amilton Burgo Brambila, Diretor Financeiro da Capal, “A cooperativa capta os recursos e os repassa aos cooperados na forma de insumos, com um prazo de pagamento alinhado à safra. A cooperativa adquire o café do produtor, realiza o beneficiamento e o comercializa em condições vantajosas.”

Leia Também:  Safra de Laranja 2024/25: Produção Prevista é de 223,14 Milhões de Caixas em SP e MG

Amilton destaca que, além do financiamento para insumos e manutenção das operações, o crédito do Funcafé também oferece vantagens como a ampliação do prazo de pagamento, melhores condições de negociação com fornecedores e a possibilidade de aproveitar oportunidades de mercado. A expectativa da Capal para este ano é comercializar cerca de 1 milhão de sacas de café e captar mais recursos do que os R$ 100 milhões obtidos no ano anterior.

Além das parcerias já formalizadas com o Sicredi e o Sicoob, a Capal recebeu durante a Expoleite o interesse de outras instituições financeiras, como Banco ABC, Banco do Brasil, Bradesco, BRDE, Banco Safra, Banco Votorantim e Banco XP, que se comprometeram a liberar recursos via Funcafé.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nova cebola da Embrapa reduz riscos do cultivo no verão e pode elevar produtividade no Cerrado

Published

on

A Embrapa lançou uma nova cultivar de cebola desenvolvida especialmente para enfrentar os desafios do cultivo durante o verão brasileiro. Batizada de BRS Belatriz, a variedade híbrida foi criada para suportar altas temperaturas, excesso de umidade e pressão de doenças típicas do período chuvoso, cenário considerado de alto risco para a produção da hortaliça.

O lançamento oficial da nova cultivar ocorre durante a AgroBrasília 2026, realizada entre os dias 19 e 23 de maio, no Distrito Federal.

Cultivo de verão exige maior resistência da cebola

Tradicionalmente, a cebola é cultivada no inverno, período em que as temperaturas mais amenas favorecem o desenvolvimento dos bulbos e reduzem a incidência de doenças.

No verão, porém, o cenário muda significativamente. O calor elevado e os dias mais longos aceleram o processo de bulbificação, reduzindo o tamanho comercial das cebolas e comprometendo a produtividade da lavoura. Além disso, o ambiente quente e úmido favorece o avanço de doenças severas.

Foi justamente para enfrentar essas limitações que a Embrapa desenvolveu a BRS Belatriz.

Nova cultivar suporta calor acima de 33°C

Segundo os pesquisadores, a nova cebola mantém desenvolvimento adequado mesmo em temperaturas superiores a 33°C, consideradas críticas para a cultura.

Um dos principais diferenciais da cultivar é a resistência à bulbificação precoce sob calor intenso, fator que permite a formação de bulbos com padrão comercial adequado mesmo em condições climáticas adversas.

De acordo com o agrônomo Valter Oliveira, responsável pelo desenvolvimento da cultivar, produtores já realizavam o cultivo nesse período, mas utilizavam materiais genéticos voltados ao inverno, o que aumentava significativamente os riscos produtivos.

Leia Também:  Desempenho do frango abatido em abril e no primeiro quadrimestre de 2024
Resistência a doenças fortalece segurança da lavoura

Além da adaptação ao calor, a BRS Belatriz apresenta resistência moderada a importantes doenças da cebola, especialmente em áreas de Cerrado.

Entre elas estão:

  • Queima foliar bacteriana
  • Antracnose
  • Mancha-púrpura
  • Raiz rosada

A cultivar também apresenta tolerância ao nematoide-das-galhas, problema que pode comprometer seriamente o desenvolvimento das plantas.

Segundo a Embrapa, em condições favoráveis de manejo, a produtividade pode alcançar cerca de 70 toneladas por hectare, com predominância de bulbos das classes 3 e 4, consideradas as mais valorizadas no mercado atacadista e varejista.

Mercado valoriza qualidade e pungência da nova cebola

A BRS Belatriz pertence ao grupo das cebolas amarelas de ciclo precoce destinadas ao consumo fresco, segmento responsável pela maior parte do consumo mundial da hortaliça.

Os bulbos apresentam formato arredondado, boa uniformidade de maturação e pungência mais elevada — característica relacionada ao sabor mais intenso da cebola, bastante valorizado pelo consumidor brasileiro.

Pesquisa focou adaptação ao Cerrado e produção nacional

O programa de melhoramento genético da cebola híbrida da Embrapa começou a ser reestruturado no início dos anos 2000.

Inicialmente, os trabalhos eram concentrados em materiais voltados ao cultivo de inverno, segmento historicamente dominado por empresas multinacionais.

Com o avanço das pesquisas, os cientistas identificaram no cultivo de verão uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento de cultivares nacionais mais adaptadas às condições brasileiras.

Leia Também:  Meio ambiente receberá até 60% dos recursos de títulos verdes

O projeto reuniu centenas de combinações híbridas, cruzando linhagens nacionais e materiais estrangeiros em busca de produtividade, resistência a doenças, adaptação ao calor e qualidade comercial.

Os primeiros testes em áreas comerciais começaram em 2018 e mostraram desempenho superior da linhagem que deu origem à BRS Belatriz, principalmente sob elevada pressão de doenças.

Produção no verão pode reduzir dependência de importações

O cultivo de cebola no verão ocorre principalmente entre dezembro e janeiro, com colheita concentrada a partir de maio.

Nesse período, a oferta proveniente da região Sul do Brasil costuma diminuir, abrindo espaço para melhores preços no mercado interno.

Segundo a Embrapa, o fortalecimento da produção nacional nessa janela pode contribuir para reduzir oscilações de oferta e diminuir a dependência de cebolas importadas, especialmente da Argentina.

Manejo ainda exige atenção do produtor

Apesar dos avanços da nova cultivar, os pesquisadores ressaltam que o cultivo de verão continua sendo uma atividade de maior risco e altamente dependente das condições climáticas.

Chuvas excessivas ainda podem comprometer a emergência das plantas, aumentar a incidência de doenças e elevar os custos de manejo.

Por isso, os testes com produtores continuam em andamento para aperfeiçoar recomendações técnicas, principalmente relacionadas à adubação nitrogenada e ao manejo fitossanitário da nova cultivar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA