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Desempenho do frango abatido em abril e no primeiro quadrimestre de 2024

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Cotado por R$7,36/kg na primeira semana de abril, o frango abatido encerrou o período com um valor que, além de ser 10 centavos menor (-1,36%), neutralizou os ganhos registrados na segunda e terceira semanas do mês. Mesmo assim manteve-se praticamente estável em relação a março, pois sofreu redução de apenas 0,08%.

Não obstante a estabilidade, recuou ao menor patamar do ano, porquanto registrou diferença a menos de 0,19% em relação a janeiro, mês de menor preço no primeiro trimestre. De toda forma foi um desempenho bem melhor que o de um ano antes (abril de 2023), ocasião em que enfrentou queda de mais de 7% em comparação ao primeiro mês do ano. Daí o ganho anual, em 2024, de 9,41%.

Mas, com certeza, o que mais ressalta na atual desempenho do setor é a estabilidade vinda do final de 2023. Nos últimos seis meses, por exemplo (novembro/23 a abril/24), o frango abatido alcançou um preço médio de pouco mais de R$7,40/kg, com variações de meio por cento e 1,2% abaixo e acima da média (amplitude inferior a dois pontos percentuais). Bem diferente do observado nos seis meses anteriores (maio a outubro/23), período em que as variações abaixo e acima do valor médio (não mais que R$6,50/kg) foram de 11% (amplitude de quase 22 pontos percentuais).

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Em função da estabilidade atual, mas também em decorrência de os preços do primeiro quadrimestre de 2023 terem apresentado decréscimo contínuo, os primeiros quatro meses de 2024 foram fechados com uma valorização anual de 5,62%. Mesmo assim, devido aos baixos valores registrados entre maio e outubro do ano passado, o preço médio dos últimos 12 meses (próximo de R$6,96/kg) se encontra quase 9% abaixo do alcançado em idêntico período anterior (cerca de 7,63/kg).

Fonte: AviSite

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mais terra, crédito e tecnologia para mulheres podem ampliar produção e renda no campo

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Ampliar o acesso das mulheres à terra, ao crédito e à tecnologia pode aumentar a produção de alimentos e a renda no campo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), eliminar as diferenças de produtividade e remuneração entre mulheres e homens nos sistemas agroalimentares elevaria o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em aproximadamente 1% e reduziria em 45 milhões o número de pessoas em insegurança alimentar.

A estimativa dá dimensão econômica ao apelo feito pela ONU Mulheres nesta quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural. A entidade cobrou de governos, bancos e empresas investimentos diretamente nas produtoras e a retirada de obstáculos que limitam sua participação nos negócios. A mobilização ocorre em 2026, declarado pelas Nações Unidas o Ano Internacional das Mulheres na Agricultura.

No Brasil, o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou mulheres na direção de 18,7% dos estabelecimentos, ante 12,7% em 2006. Eram cerca de 947 mil unidades sob comando feminino.

A diferença aparece também no tamanho das áreas. Uma análise dos dados censitários feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o IBGE e o Ministério da Agricultura, mostrou que os estabelecimentos dirigidos por mulheres somavam aproximadamente 30 milhões de hectares, apenas 8,5% da área total. O Nordeste concentrava 57% das unidades comandadas por produtoras.

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A presença feminina na gestão é maior quando se considera a administração compartilhada. Segundo o IBGE, cerca de 817 mil mulheres dividiam a direção com o cônjuge. Somadas às que apareciam como dirigentes, eram aproximadamente 1,76 milhão na condução dos estabelecimentos em 2017.

O avanço também aparece em dados recentes de trabalho. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apontou aumento da participação relativa feminina no agronegócio no primeiro trimestre de 2026. Isso ocorreu porque a ocupação caiu menos entre as mulheres, 0,5%, do que entre os homens, 1,2%. A pesquisa abrange toda a cadeia, incluindo indústria e serviços.

No cenário mundial, a FAO identifica uma diferença de 24% na produtividade da terra entre propriedades de mesmo tamanho conduzidas por mulheres e homens. O relatório, publicado em 2023, relaciona essa distância à discriminação e ao acesso desigual a financiamento, capacitação, tecnologia e direitos sobre a terra.

Isso significa que comparar apenas o volume colhido deixa parte do problema de fora. A disponibilidade de dinheiro para comprar insumos, de equipamentos adequados e de orientação técnica interfere no resultado da lavoura. As mulheres também acumulam com maior frequência o trabalho produtivo e os cuidados domésticos não remunerados, o que reduz o tempo disponível para formação e negócios. fao.org

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A vulnerabilidade aumenta diante de secas, calor e enchentes. A FAO aponta que o acesso limitado a recursos dificulta a adaptação das famílias chefiadas por mulheres às mudanças climáticas. Investir em orientação técnica, infraestrutura e financiamento também faz parte da preparação para enfrentar perdas na produção.

recuperação de terras. A cobrança inclui proteção social e serviços que reduzam a sobrecarga de cuidados. O objetivo é permitir que a participação das mulheres na produção se traduza também em renda e poder de decisão sobre o próprio negócio.

Fonte: Pensar Agro

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