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Cana-de-açúcar ganha novas perspectivas com avanços produtivos e mudanças de mercado no Brasil

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A cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Brasil passa por um período de transformação, impulsionado por ganhos de produtividade, diversificação de aplicações e novas dinâmicas de mercado. Esse cenário amplia as perspectivas para o setor e será tema central de debates no Cana Summit, que ocorre nos dias 15 e 16 de abril, em Ribeirão Preto (SP).

Evento reúne lideranças para discutir o futuro da cana no Brasil

O painel “O Futuro da Cana – Da produção ao mercado” integra a programação do evento, promovido pela ORPLANA. A proposta é analisar como fatores produtivos e mudanças no mercado devem impactar os próximos movimentos da atividade no país.

O encontro contará com a participação de Walter Maccheroni, assessor de Tecnologia Industrial e gestor de Inovação da Usina São Martinho; Jaime Fingueruti, diretor e membro do Conselho do Instituto de Tecnologia Canavieira; e Guilherme Nastari, diretor da DATAGRO. A moderação será de José Guilherme Nogueira.

Evolução do setor reflete mudanças estruturais na matriz energética

Dados da DATAGRO evidenciam a transformação da cana-de-açúcar ao longo das últimas décadas. Em 1973, o Brasil dependia de importações para 81% do consumo de petróleo.

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Dois anos depois, a produção de etanol somava 555 milhões de litros, com uso predominantemente industrial. Atualmente, a produção total alcança 36,6 bilhões de litros, consolidando o biocombustível como peça-chave na matriz energética, tanto na mistura à gasolina quanto no abastecimento de veículos flex.

Diversificação e inovação ampliam oportunidades no setor

A expansão do setor não se limita ao aumento da produção. A diversificação de produtos derivados da cana e o avanço tecnológico nas lavouras e nas indústrias têm ampliado as possibilidades de uso da matéria-prima.

Além disso, o crescimento do etanol de milho e as diferenças regionais de produção também influenciam a dinâmica do mercado, exigindo maior eficiência e adaptação dos produtores.

Debate aborda desafios e oportunidades no curto e médio prazo

Segundo José Guilherme Nogueira, o painel busca ampliar a compreensão sobre os rumos da atividade diante das transformações em curso.

De acordo com ele, o debate deve trazer uma visão de curto e médio prazo sobre a evolução da cana-de-açúcar, considerando fatores como a competitividade do etanol, a diversificação do setor e os desafios que surgem com as novas dinâmicas de mercado.

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Cana Summit conecta produtores às tendências do setor sucroenergético

O Cana Summit reúne produtores, especialistas e lideranças para discutir os principais desafios e oportunidades da cadeia sucroenergética brasileira. O evento busca aproximar o campo das decisões estratégicas que impactam o desenvolvimento do setor.

A edição deste ano será realizada pela primeira vez em Ribeirão Preto e marca a celebração dos 50 anos da ORPLANA, reforçando a relevância da entidade na representação dos produtores de cana no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Feijão 2ª safra no Rio Grande do Sul tem queda de 45% na área plantada, mas produtividade supera estimativa

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A colheita do feijão da segunda safra foi concluída no Rio Grande do Sul com forte redução da área cultivada em relação ao ciclo anterior. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a área plantada foi reestimada em 9.818 hectares, representando uma queda de 45,7% na comparação com a safra passada.

Apesar da expressiva retração na área destinada à cultura, o desempenho das lavouras foi positivo. A produtividade média estadual alcançou 1.414 quilos por hectare, resultado ligeiramente superior à estimativa inicial de 1.401 kg/ha, demonstrando bom desempenho das áreas cultivadas ao longo do ciclo.

Geadas reduziram rendimento em parte das lavouras

Na região administrativa de Ijuí, uma das principais produtoras de feijão do Estado, a colheita também foi finalizada. O rendimento médio ficou em 1.604 quilos por hectare, abaixo das projeções iniciais.

Segundo a Emater/RS-Ascar, a redução da produtividade foi provocada pelos efeitos das geadas registradas durante os estágios vegetativo e reprodutivo da cultura, comprometendo o potencial produtivo em parte das áreas cultivadas.

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Mesmo assim, os resultados foram considerados satisfatórios diante das condições climáticas enfrentadas durante o desenvolvimento da segunda safra.

Preço do feijão recua no mercado gaúcho

No mercado, a comercialização apresentou leve desvalorização na última semana.

O levantamento semanal da Emater/RS-Ascar aponta que a saca de 60 quilos de feijão foi negociada, em média, a R$ 179,73, registrando queda de 1,36% em relação aos R$ 182,20 observados na pesquisa anterior.

A redução acompanha o comportamento do mercado no encerramento da colheita, período em que a maior disponibilidade do produto tende a exercer pressão sobre as cotações.

Cenário da segunda safra

Embora o Rio Grande do Sul tenha registrado uma significativa redução da área destinada ao feijão de segunda safra, a manutenção da produtividade em níveis satisfatórios demonstra a eficiência das lavouras remanescentes. Para os produtores, o comportamento dos preços e as condições climáticas continuarão sendo fatores decisivos para o planejamento da próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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